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quinta-feira, 10 de julho de 2008

O nosso amor imperfeito

«Precisamos ter uma visão correcta em relação a nós próprios e ao outro. Não devemos esperar tudo do outro. O outro nunca nos poderá oferecer o amor absoluto, uma tranquilidade absoluta e uma compreensão total. Os psicólogos dizem que temos de desmistificar as relações entre duas pessoas, que não devemos exagerar nas exigências, para que o amor possa amadurecer. Só Deus poderá proporcionar algo absoluto. Se elevarmos a relação a um nível ideal e esperarmos do outro o Paraíso na Terra, estaremos a exigir demasiado dele através das nossas expectativas. Nesse caso, a relação tornar-se-á cada vez mais difícil. No entanto, se aceitarmos, agradecidos, aquilo que o outro, com as suas limitações, nos oferece em termos de amor, tranquilidade e compreensão, a nossa relação será facilitada. Reconhecemos, naquilo que recebemos do outro, uma referência ao amor absoluto. E, desta forma, a relação com o outro permanece viva no nosso percurso rumo ao amor absoluto, que Deus representa. É por esse motivo que, para mim, a relação com Deus é uma grande ajuda para que a relação entre as pessoas tenha êxito.» (Anselm Grun, em "O Livro das Respostas")

terça-feira, 8 de julho de 2008

Caminho para a verdade

"Quando o amor revela a mágoa que há em nós, não é raro pensarmos que foi o outro quem nos magoou. E pagamos-lhe na mesma moeda, magoando-o também. Surge assim um ciclo vicioso de mágoa recíproca, que não aprofunda o amor, mas antes o destrói. Aquele que se entrega ao caminho do amor deve saber que se trata de um caminho para a verdade, um caminho onde descubro a minha própria verdade e também a do outro. É o reconhecimento da verdade que é verdadeiramente doloroso. Mas o amor é também a oportunidade de curar esta lesão. Se me aceitar a mim próprio com as minhas feridas e não julgar o outro devido às suas lesões, mas o amar tal como ele é, é possível que o amor cure as minhas feridas e as dele." (Anselm Grun, em "O Livro das Respostas")

domingo, 6 de julho de 2008

Caminhos do Amor

«Para que o amor tenha êxito a longo prazo, não devo confundi-lo com a emoção. Amar não significa estar eternamente apaixonado. O estar apaixonado tem de se transformar num amor que aceita o outro tal como ele é. É frequente descobrirmos o outro com as nossas próprias imagens e desejos e amarmos mais a imagem que fizemos do outro do que aquilo que ele na realidade é. Amar o outro tal como ele é não é tarefa fácil. Exige que abdiquemos de todas as ilusões que criámos sobre ele. E exige também que abdiquemos da ilusão de que o amor é sempre maravilhoso. Frequentemente, é apenas lealdade para com o outro. Isso significa mais do que simplesmente suportá-lo. É dizer-lhe que sim no carácter mediano e banal. E o amor não é sinónimo de uma felicidade duradoura. Não existe amor sem dor. No amor, abro-me ao outro, e, ao fazê-lo, torno-me vulnerável. Sem esta sinceridade, o amor não seria possível. No amor pelos outros, conhecemo-nos com todas as lesões que sofremos na vida. O amor pode magoar, mas também é capaz de curar essa lesão.» (Anselm Grun, em "O Livro das Respostas")

quinta-feira, 3 de julho de 2008

O Poder do Amor

“O que nos é pedido é apenas uma coisa: amar; e, se algo pode consegui-lo, é certamente esse amor que há-de tornar, tanto a nós quanto o próximo, dignos. De facto, isso é uma das coisas mais importantes em matéria de amor. Não existe neste mundo outra maneira de tornar alguém digno de amor senão amando-o. Logo que alguém reconhece ser amado – se não é tão fraco que não suporte mais ser amado – sente-se instantaneamente transformado e a caminho de ser digno de amor. Procurará, então, corresponder, extraindo das profundezas do seu ser um misterioso valor espiritual, uma identidade nova, chamada a existir pelo poder do amor que lhe é dedicado.” - Thomas Merton

quinta-feira, 26 de junho de 2008

APELO DE DEUS

«Quantas vezes, um encontro não esbarrou contra barreiras de blocos de cimento em mim!

Coração de pedra, coração de pedra,
sinto... medo,
fuga em mim...
Incapaz de amar, de escutar,
procuro esquivar-me.
Quem poderá libertar-me?

Aquele que se agarra à segurança do trabalho quotidiano,
do horário, da organização, da família e das amizades,
esse já não vive.

Para viver, é preciso a segurança,
mas mais ainda
a aventura, o risco, o dinamismo, o dom de si, a solidariedade com os outros.

Medo de perder o meu dinheiro, o meu tempo,
a minha reputação, a minha liberdade;
medo, sobretudo, de me perder a mim próprio,
medo do desconhecido,
porque a miséria é uma terra desconhecida;
terror do desespero: essas mãos... essas mãos,
essas mãos que se estendem para mim,
essas mãos,
tenho medo de as tocar,
porque me podem submergir
num futuro desconhecido...

Então, volto as costas... e fecho-me em mim...
na minha segurança...
sozinho dentro de mim mesmo...

Recuso-me a amar... porque tenho medo da tua mão estendida,
que me chama para o desconhecido do amor... ;
porque tenho medo do vazio que há em mim, da minha pobreza, do chamamento para a morte;
tenho medo de mim próprio e fecho o meu coração... bloco de cimento que me separa de ti,
meu irmão desesperado...

Tu, sim, tu estás numa prisão de desespero e tristeza.
Eu também sou prisioneiro, as minhas grades são,
os meus supostos amigos, os meus clubes, as convenções sociais de moda;
barreiras que eu consolidei para te tirar da minha vida, meu irmão,
porque a tua presença, miserável, triste, é um apelo...
Desvio o olhar, ou, então, tenho a ousadia...
(o amor é o maior de todos os riscos)
de me dar a ti, meu irmão.

Terei eu a coragem de mergulhar no redemoinho da água viva, do amor fiel?

Que eu tenha a audácia,
a audácia de crer no teu apelo silencioso,
nas tuas lágrimas de silêncio.

Mas há também o mundo da eficiência, das técnicas, dos diplomas, dos negócios (negócios são negócios!),
e os amigos que pensam que sou louco... (serão meus amigos? estarei eu louco?)
a dúvida, as forças inimigas, a lassidão;
o medo.

Todavia, a vida chama-me, a compaixão mora nas minhas entranhas,
essa guerra estranha e silenciosa...
Terei a ousadia de crer? Terei a ousadia de fugir ao Teu apelo?
«Se abrires a tua alma ao faminto, e fartares o aflito; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio dia. O Senhor te guiará continuamente, e te fartará até em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca falham. E os que de ti procederem edificarão as ruínas antigas; e tu levantarás os fundamentos de muitas gerações; e serás chamado reparador da brecha, e restaurador de veredas para morar.» (Isaías 58, 10-12)

Ó Deus, ó meu Deus,
não me deixeis vergar, diminuir!
Não me deixeis afundar num sono sem fim!
Impedi que caia na prisão dos hábitos egoístas cujas grades são os amigos superficiais,
os «cocktails», as gargalhadas estúpidas, os beijos sem amor,
os presentes para glória do ofertante, os negócios e as administrações sem coração;
essas grades que impedem a vida cheia de cor em busca do infinito, aberto ao Teu apelo.»

(Jean Vanier, em "Novas perspectivas do amor")

domingo, 15 de junho de 2008

Tenho medo...

«Tenho medo
Dessa misteriosa força da compaixão.
Não creio nela
porque isso implica que me encontre a mim mesmo,
que não represente mais
uma peça,
uma personagem,
de máscara,
para fingir,
mas que me torne eu próprio,
aceitando a minha própria pobreza,
deixando respirar,
viver,
crescer
o Espírito em mim,
abrindo o meu ser
sem medo,
quando a Sua mão delicada me toca
e me abre…

Tenho necessidade de sentir
que sou,
que sou único,
capaz de amar e de viver,
e não apenas um ser anónimo,
perdido na multidão,
que vê a vida ao longe,
mas uma pessoa viva.

Não devo continuar numa espécie de
não-vida,
fechado,
desesperado,
porque isso é uma antecipação da morte.

O amor é o maior de todos os riscos…
é o dom de si mesmo.
Terei eu a ousadia de correr tal risco…
e mergulhar
nas águas límpidas,
nas águas impetuosas,
nas águas vivas do amor,
raízes indestrutíveis?

Amor:
mais que um momento que passa,
mais que um olhar rasgado de um instante;
uma compaixão profunda, inalterável,
sem curiosidade mórbida,
sem piedade esmagadora, sem ingenuidade ineficaz.»



(Jean Vanier, em "Novas perspectivas do amor)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Salvos pelo Amor

«O amor é o mistério mais profundo e mais sublime do universo, origem e termo de todas as coisas; exige, porém, força de carácter, fidelidade, perspicácia de inteligência, delicadeza de coração e, sobretudo, disponibilidade para o diálogo, aceitação e abertura ao outro, disposições raras na nossa sociedade. Mas as coisas raras são, frequentemente, as mais encantadoras e trata-se de dirigir para elas o olhar, o coração e o espírito dos homens do nosso tempo.


Hoje como nunca, temos necessidade de homens e mulheres como os astronautas e os grandes sábios que descobriram a energia nuclear, mas no campo do amor.» - Jean Vanier, em "Novas perspectivas do amor"

terça-feira, 10 de junho de 2008

É Amor!

Já partilhei convosco muitos pensamentos, citações, contos, reflexões e meditações sobre o amor. A que se segue, não é apenas mais uma tentativa de exprimir algo tão inexprimível e inefável como o amor. Para mim, as palavras de Agostinho exprimem e personificam na perfeição a essência do Amor. É Amor!


«Um dia, estava S. Agostinho diante do Sacrário a desabafar o coração:

Meu Jesus, amo-Vos, amo-Vos com todas as minhas forças, e porque Vos amo, arrependo-me de haver-Vos ofendido tantas vezes na minha vida passada.

E ouviu uma voz que lhe disse:

– Agostinho, quanto Me amas?

– Senhor, se o sangue das minhas veias fosse azeite, eu quereria que esse azeite se consumisse por vosso amor, como se consome o azeite desta lâmpada, que arde diante do vosso tabernáculo.

– Agostinho, nada mais? – repetiu a voz.

– Senhor, amo-Vos tanto, tanto, que se os meus ossos fossem velas, queria que se derretessem de amor, como se derretem estas velas que alumiam o vosso altar.

– Agostinho, nada mais?

– Senhor, amo-Vos tanto, tanto, que se eu tivesse tantos corações como há de estrelas no céu, e gotas de água no oceano, e areias na praia, e átomos no espaço, com esses corações eu Vos quisera amar.

– Agostinho, nada mais?

Então olhando através das suas lágrimas a porta do sacrário, encontrou a resposta digna da sua inteligência extraordinária e da sua santidade:

– Senhor, como quereis que eu Vos ame mais, se o coração humano já não pode amar mais? Mas Senhor, eu amo-Vos tanto, tanto, que, se Vós fosseis Agostinho e eu fosse Deus, eu deixaria de ser Deus para que Vós o fosseis, e contentar-me-ia com ser o pobre Agostinho!

– Agostinho, isso é o Amor! – foi a resposta divina.»


Fonte: Blogue: "A Capela"

domingo, 8 de junho de 2008

A Fonte do Verdadeiro Amor

«Fora do amor de Deus, o amor dos homens corre o grande risco de não ser mais do que o prolongamento do amor de si mesmo (Pe. de Lubac).

... O outro é sempre, em certa medida, um meio privilegiado para o amor que eu tenho por mim mesmo. O meu sofrimento é ver-me obrigado a dizer, com toda a lucidez, que sou incapaz de amar verdadeiramente.
Só Deus ama absolutamente e nos concede amar como Ele ama(François Varillon, em "Alegria de Crer e Viver)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Amar

«...Amar é respirar, inspirar e expirar, dar e receber. O amor fica asfixiado quando este ritmo não é respeitado.
Amar um ser é ambicionar não tanto satisfazê-lo quanto fazê-lo crescer, superar-se, gastar-se, dar-se, em suma, amar.
A grande perfeição do amor está em saber ter necessidade daquele a quem damos tudo.» -

(Henri Caffarel, em "Nas Encruzilhadas do Amor.")

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Dois tipos de amor

"Há dois tipos de pessoas, porque há duas formas de amor.
Um amor santo, outro egoísta.
Um se preocupa com o bem comum em favor do entendimento mútuo e da fraternidade espiritual,
o outro procura submeter o bem comum ao próprio bem,
satisfazendo a arrogância e a ânsia de domínio;
um é submisso a Deus,
enquanto o outro trabalha para igualar-se a Deus.

Enquanto um trabalha pela paz,
o outro é insubordinado;
um prefere a verdade às honras humanas,
o outro anseia pelos louvores, ainda que sejam falsos;
um é amigo,
o outro é invejoso;
um deseja para o próximo o mesmo que deseja para si,
o outro deseja submeter o próximo a si mesmo;
um ajuda os demais interessado neles,
o outro se interessa por si mesmo."

(Santo Agostinho)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O AMOR CURA


«Só nos braços de alguém que nos ama podemos ousar mergulhar até ao fundo do abismo do nosso coração, reconhecer o nosso mal, confessá-lo, enfim, sermos verdadeiros perante nós mesmos e perante Deus. E começar uma vida nova».

É verdade que o mal descoberto não pode deixar de causar vergonha, uma vergonha que geraria angústia e desespero se, ao mesmo tempo, no olhar daquele que nos ama, não descobríssemos que há em nós uma beleza, mais profunda que o nosso mal, capaz de suscitar estima e amor.»

(Henri Caffarel, em "Nas encruzilhadas do amor")

terça-feira, 13 de maio de 2008

Livre no amor


"Não se é livre senão para amar,
porque em tudo o que está fora do amor existe o poder de dominar
que oprime e impede o homem de ser plenamente homem."

(François Varillon, em "Alegria de Crer e Viver)

terça-feira, 6 de maio de 2008

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
nem se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

(Carlos Drummond de Andrade)

domingo, 4 de maio de 2008

Do Amor...

O amor dá-se apenas a si mesmo
e nada recebe se não de si próprio.
O amor não possui nem quer ser possuído.
Porque o amor se basta do amor.

Quando amardes,
não deveis dizer que está no meu coração,
mas antes, no coração de Deus.
E não penseis que sois vós quem orienta o rumo do amor,
pois, se vos achar dignos,
será o amor que conduzirá o vosso caminho.

O amor não tem outro desejo
que não realizar-se a si mesmo.
Mas se amardes e sentirdes desejos,
que sejam estes os vossos desejos:
Dissolver-se e ser-se como um regato que desliza e canta à noite a sua melodia.
De tanta ternura conhecer a dor,
ser ferido pela vossa própria concepção do amor
e sangrar de boa vontade e com júbilo.
Acordar para o amor com um coração alado
e dar graças por um outro dia de amor;
e fazer uma pausa à hora do meio dia e meditar sobre o êxtase do amor;
regressar à noite ao lar com gratidão;
e adormecer com uma oração no coração pelo amado,
e nos lábios um hino de louvor.

Kahlil Gibran, em "O Profeta"

terça-feira, 29 de abril de 2008

O amor fresco e puro...


Não quero o amor que desconhece limites,
como o vinho espumante que rompe o vaso e se derrama,
perdendo-se em um instante.

Envia-me o amor fresco e puro como Tua chuva
que abençoa a terra sedenta e enche as vasilhas do lar.
Envia-me o amor que penetra até ao centro do ser
e daí se espalha, como seiva invisível, pelos ramos da árvore da vida,
fazendo brotar flores e frutos.
Envia-me o amor que mantém o coração tranquilo, com a plenitude da paz.

(Rabindranath Tagore)

domingo, 27 de abril de 2008

Quando estiverem afinadas...


Quando estiverem afinadas, Mestre,

todas as cordas da minha vida,

cada vez que as toques, cantarão de amor.

(Rabindranath Tagore)

domingo, 20 de abril de 2008

Ser Amor

«Estive duas vezes no monte Athos. Lembro-me com prazer da primeira visita há vinte anos. O velho padre nos cumprimentou, a mim e a meu irmão, em Simonos Petras. Não entendemos nada do que ele falava. Mas as mãos que nos estendeu eram tão macias e sensíveis que exalavam amor. E os seus olhos irradiavam tal amor que logo nos sentimos em casa. Então pressenti como uma pessoa pode mudar quando é atravessada por inteiro pelo amor de Deus.
Quando olho tais pessoas que são puro amor lembro-me também de uma velha camponesa em cujo olhar se podia ler amor e misericordiosa doçura. Ela passou por altos e baixos na vida. Não falava muito. Mas em todo o seu ser brilhava um amor que brotava em todos os poros do seu corpo. Dessas pessoas flui um amor que tudo une, Deus, homem e criação. Elas estão em harmonia consigo mesmas e com a sua vida. Elas se amam e se sabem profundamente amadas por Deus. Elas fazem o seu amor fluir para tudo que encontram, para os homens, mas também para os animais e as coisas, que elas tocam amorosamente.
É provável que o leitor também conheça essas pessoas que são preenchidas de amor em todo o seu ser. Perto delas, você se sente em casa, aceite, amado. Mas o que é isso que irradia dessas pessoas? Temos dificuldade quando tentamos definir com mais precisão aquilo a que chamamos amor. Só podemos descrever que o amor é, evidentemente, uma qualidade do sentir, do falar e do agir, uma força que flui de nós, uma irradiação. Nela estão as qualidades da doçura, da bondade, da ternura, da amizade, da mansidão, da alegria. Por fim, estão reunidos no amor todos os frutos do Espírito que Paulo enumera na Epístola aos Gálatas (Gl 5,22s).» - Anselm Grun, "Morar na casa do Amor"

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O Olhar de Amor


«Deus não é o olhar curioso, o olhar inquiridor, o olhar que esquadrinha, o olhar que julga. Deus não é também o olhar condescendente, que vem de cima para baixo, olhar que fere, olhar que ignora o outro como pessoa, olhar que despreza.(...)

Ser bom com Deus: que frase maravilhosa! Não somos bons com Deus se O tratamos como alguém que Ele não é; não somos bons com Deus se O tratamos pura e simplesmente como um juiz- François Varillon, em "Viver o Evangelho"


Deus é: "Um olhar de amor que me faz existir e me faz crescer no amor." (clicar)

terça-feira, 8 de abril de 2008

O Beijo de Amor


«(...) o beijo é a troca de respirações, que significa a troca das nossas profundidades: respiro-me em ti, expiro-me em ti e aspiro-te em mim de tal maneira que esteja em ti e tu estejas em mim.

Quer dizer, saio de mim mesmo para já não ser eu o meu próprio centro para que, doravante, o meu centro sejas tu. É a ti que eu amo, és tu o meu centro, vivo para ti e por ti; sei que tu também sais de ti, que já não és tu o teu próprio centro, estás centrado(a) em mim. Eu estou centrado em ti, vivo para ti. Tu estás centrado(a) mim, vives para mim e ambos vivemos um pelo outro. Amar é viver para o outro (é o dom) e viver pelo outro (é o acolhimento). Amar é renunciar a viver em si, para si e por si.» -François Varillon, em "Alegria de Crer e de Viver"