«Não há experiência mais profunda no ser humano do que aquela de ser amado.
Só o sentir-se amado transforma, faz perdoar-me a mim mesmo, aceitar o que sou, querer ser o que sou.
As comparações e as utopias fazem-nos, muitas vezes, olhar na direcção errada. Se o desejo comanda a Vida, então que esse desejo seja movido pelo amor a mim mesmo, com uma transparência e simplicidade que me faça dizer sem complexos: esta é a minha perfeição. Uma conquista de todos os dias, mas esta é a minha conquista.
O amor a si mesmo é tudo menos egoísta, porque é uma visão realista das próprias falhas, mas sobretudo um olhar simples e humilde sobre aquilo que sou.
A humildade é reconhecer a nossa bondade e ficarmos extremamente felizes por isso. Mais uma vez, encontra-se no fundo desta dinâmica o amor, e o sentir-se amado.
Para quem acredita, é um passo fundamental dar este salto: acreditar que Deus me ama sempre, acredita sempre em mim, não desiste. Ter alguém que sempre apoia o meu desejo de perfeição é a base de todo o movimento em direcção à plenitude.
Sentindo-se amado, e reconhecido como se é, torna a pessoa mais autêntica no modo de estar perante o mundo e os outros. Move-a o desejo de simplesmente ser, fazer crescer o bem, ser radicalmente optimista, porque nada está perdido, mesmo que o pareça. Deste modo, aquele que é amado ama como a expressão mais própria da Vida. Tudo o que sente e faz se confronta com o desejo que a Vida e os outros se sintam amados como eu me sinto amado.
Por ser tão simples este caminho, é difícil percorrê-lo, porque pensamos que as coisas importantes precisam de enciclopédias para serem explicadas. Quando pensamos e classificamos demasiado, estamos a estragar tudo. Como quando amamos alguém, não o conseguimos explicar, simplesmente é assim.
Quando vivemos em plenitude, tudo é uma oportunidade grande, desejamos afastar as coisas menos boas de nós, e desejamos só que tudo seja bonito... é o único caminho que verdadeiramente interessa.»
António Valério, s.j. http://amar-tesomente.blogspot.com/2009/10/plenitude-interior.html
" Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e, de tudo o que se deseja, nada se pode comparar com ela." - Provérbios 8.11
Mostrar mensagens com a etiqueta Amor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amor. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
AMAR A DEUS
«AMARÁS O ETERNO, TEU DEUS» : Este mandamento intrigou os pensadores ao longo dos tempos.
Se o amor é um sentimento, uma emoção que escapa ao controlo do homem, como pode ser o objecto de um preceito da Tora? Como é que se podem ditar sentimentos? O mandamento amar parece ser paradoxal.
Pode responder-se que o próprio facto de a Tora prescerver amar o Eterno indica que o homem possui de modo inerente o amor inato por Deus. Este amor, que repousa nos recessos da alma, deve ser despertado e actualizado.
É este processo de despertar que constitui o mandamento de amar, o qual significa de facto. «Faz tudo o que estiver ao teu alcance para despertares o teu amor latente por Deus.»
Sefat Emet
Se o amor é um sentimento, uma emoção que escapa ao controlo do homem, como pode ser o objecto de um preceito da Tora? Como é que se podem ditar sentimentos? O mandamento amar parece ser paradoxal.
Pode responder-se que o próprio facto de a Tora prescerver amar o Eterno indica que o homem possui de modo inerente o amor inato por Deus. Este amor, que repousa nos recessos da alma, deve ser despertado e actualizado.
É este processo de despertar que constitui o mandamento de amar, o qual significa de facto. «Faz tudo o que estiver ao teu alcance para despertares o teu amor latente por Deus.»
Sefat Emet
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
FALTA DE AMOR
"O maior perigo que ronda o ser humano consiste na falta de amor e nas consequências que esta falta acarreta.
Quem não se sente amado rejeita-se a si mesmo, condena-se, torna-se duro, frio e vazio, é incapaz de amar a si mesmo e aos outros.
Torna-se necessário, então, um amor que não se poupa, que não recua nem mesmo diante da própria morte para curar-nos da ferida mortal da falta de amor."
Anselm Grün, em "Jesus - Porta para a Vida"
Quem não se sente amado rejeita-se a si mesmo, condena-se, torna-se duro, frio e vazio, é incapaz de amar a si mesmo e aos outros.
Torna-se necessário, então, um amor que não se poupa, que não recua nem mesmo diante da própria morte para curar-nos da ferida mortal da falta de amor."
Anselm Grün, em "Jesus - Porta para a Vida"
Etiquetas:
Amor,
Anselm Grün
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
DEUS ENTRE AS PESSOAS
«Quando perguntavam a Martin Buber - o grande filósofo e teólogo judeu - "Onde Deus está?", ele foi suficientemente esperto para não dar a resposta estereotipada: Deus está em toda parte, Deus é encontrado nas igrejas e sinagogas.
Buber respondia que Deus está nos relacionamentos. Deus não é encontrado nas pessoas, mas entre as pessoas. Quando duas pessoas estão verdadeiramente em sintonia uma com a outra, Deus se aproxima e preenche o espaço entre elas para que fiquem unidas.
Tanto o amor quanto a verdadeira amizade são mais do que apenas uma forma de saber que somos importantes para alguém. Eles são uma maneira de levar Deus para um mundo que, de outro modo, seria um vale de egoísmo e solidão.» Harold Kushner
Buber respondia que Deus está nos relacionamentos. Deus não é encontrado nas pessoas, mas entre as pessoas. Quando duas pessoas estão verdadeiramente em sintonia uma com a outra, Deus se aproxima e preenche o espaço entre elas para que fiquem unidas.
Tanto o amor quanto a verdadeira amizade são mais do que apenas uma forma de saber que somos importantes para alguém. Eles são uma maneira de levar Deus para um mundo que, de outro modo, seria um vale de egoísmo e solidão.» Harold Kushner
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
QUE TEMOS FEITO COM AS NOSSAS VIDAS?
«Que temos feito com as nossas vidas?
Quantos de nós não traímos o que em verdade poderíamos ter sido? (...)
Sabemos que é pelo sucesso que nos medem e é pelo sucesso que nos medimos a nós próprios. Vivemos aterrorizados pela possibilidade de fracassar. Mas nem o medo podemos admitir, e dominar tornou-se a técnica para o afastar(...)
Assim nunca saberemos o que podemos suportar sem sermos derrotados.
A derrota é o pesadelo que nos ensombra os dias e as noites.
Continuamos a jogar os jogos que nos desgastam e, no fundo do coração, a acalentar o sonho do que poderíamos ter sido, transparentes e autênticos, se alguém nos tivesse querido tal qual éramos.
Mas não. E traímos aquilo que éramos, aquilo que íamos ser, aquilo que deveríamos ter sido, só para que nos quisessem, para que nos admirassem, para que nos amassem.
E perdemos a autonomia, esse estado de graça em que nos sentimos pacificados com os nossos sentimentos e necessidades, sem termos que provar nada a ninguém.
Que temos feito com as nossas vidas?
Temo-nos traído ou sentimo-nos fiéis a nós próprios? (Julgo que é mais do que uma mera pergunta retórica.)
Bom é saber que podemos recomeçar a qualquer momento.
Bom é saber que Aquele que incondicionalmente nos ama, todas as manhãs nos entrega em branco um dia, garantindo-nos que ainda temos hipóteses, que nada do que possamos ter feito nos condena irremediavelmente, que o exame se repete todos os dias, que há sempre um segunda chamada, que se chumbámos ontem, hoje podemos voltar a tentar.
Bom é saber desse Amor e rendermo-nos a ele.»
Henrique Manuel, em "Mas Há Sinais..."
Quantos de nós não traímos o que em verdade poderíamos ter sido? (...)
Sabemos que é pelo sucesso que nos medem e é pelo sucesso que nos medimos a nós próprios. Vivemos aterrorizados pela possibilidade de fracassar. Mas nem o medo podemos admitir, e dominar tornou-se a técnica para o afastar(...)
Assim nunca saberemos o que podemos suportar sem sermos derrotados.
A derrota é o pesadelo que nos ensombra os dias e as noites.
Continuamos a jogar os jogos que nos desgastam e, no fundo do coração, a acalentar o sonho do que poderíamos ter sido, transparentes e autênticos, se alguém nos tivesse querido tal qual éramos.
Mas não. E traímos aquilo que éramos, aquilo que íamos ser, aquilo que deveríamos ter sido, só para que nos quisessem, para que nos admirassem, para que nos amassem.
E perdemos a autonomia, esse estado de graça em que nos sentimos pacificados com os nossos sentimentos e necessidades, sem termos que provar nada a ninguém.
Que temos feito com as nossas vidas?
Temo-nos traído ou sentimo-nos fiéis a nós próprios? (Julgo que é mais do que uma mera pergunta retórica.)
Bom é saber que podemos recomeçar a qualquer momento.
Bom é saber que Aquele que incondicionalmente nos ama, todas as manhãs nos entrega em branco um dia, garantindo-nos que ainda temos hipóteses, que nada do que possamos ter feito nos condena irremediavelmente, que o exame se repete todos os dias, que há sempre um segunda chamada, que se chumbámos ontem, hoje podemos voltar a tentar.
Bom é saber desse Amor e rendermo-nos a ele.»
Henrique Manuel, em "Mas Há Sinais..."
Etiquetas:
Amor,
Arte de Viver,
Henrique Manuel
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
AMOR INCONDICIONAL
«Trata-se de uma autêntica revolução interior: proceder de maneira a não me apoiar no amor que tenho a Deus, mas exclusivamente no amor que Deus me tem...
Quando já não acreditares no que podes fazer por Deus, continua a acreditar no que Deus pode fazer por ti...
Deus não me ama por causa do bem de que sou capaz, do amor que Lhe tenho, mas ama-me de uma maneira absolutamente incondicional, por causa de Si mesmo, da Sua misericórdia e da Sua infinita ternura, unicamente em virtude da Sua Paternidade para comigo.
Esta experiência produz um grande abalo na vida cristã, que vem a ser uma graça imensa: o fundamento da minha relação com Deus, da minha vida, não mais está em mim, mas total e exclusivamente em Deus.»
Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior"
Quando já não acreditares no que podes fazer por Deus, continua a acreditar no que Deus pode fazer por ti...
Deus não me ama por causa do bem de que sou capaz, do amor que Lhe tenho, mas ama-me de uma maneira absolutamente incondicional, por causa de Si mesmo, da Sua misericórdia e da Sua infinita ternura, unicamente em virtude da Sua Paternidade para comigo.
Esta experiência produz um grande abalo na vida cristã, que vem a ser uma graça imensa: o fundamento da minha relação com Deus, da minha vida, não mais está em mim, mas total e exclusivamente em Deus.»
Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior"
Etiquetas:
Amor,
Deus,
Jacques Philippe
terça-feira, 17 de agosto de 2010
AMAR E DEIXAR-SE AMAR
«Uma das notas mais penosas do neurótico parece ser a ausência de gratuidade com que age. Tudo faz para amar e ser amado, menos amar e deixar-se amar gratuitamente.
No jogo do amor, parece temer, no fundo, sentir-se diminuído, tentando por isto sempre impor sua presença, infelizmente, problemática. Faz-se assim agente, centro e fim das relações amorosas que, por natureza, exigem correspondência livre e generosa.
Ah, que beleza se os neuróticos descobrissem a gratuidade do amor!
Os grandes mestres da Espiritualidade sempre detectaram, nas imperfeições do amor, um desejo impulsivo de dominação. Cobranças mesquinhas, controles descabidos, ciúmes ridículos, rudezas espantosas e desconfianças estapafúrdias não passam de atestados de uma doentia insegurança psicológica.
Amar não é dominar nem muito menos aprisionar.
O caminho do amor é uma aventura rica e dolorosa que vai aos poucos nos libertando das escórias do medo e do egoísmo.
Pe. neylor J. Tonin
No jogo do amor, parece temer, no fundo, sentir-se diminuído, tentando por isto sempre impor sua presença, infelizmente, problemática. Faz-se assim agente, centro e fim das relações amorosas que, por natureza, exigem correspondência livre e generosa.
Ah, que beleza se os neuróticos descobrissem a gratuidade do amor!
Os grandes mestres da Espiritualidade sempre detectaram, nas imperfeições do amor, um desejo impulsivo de dominação. Cobranças mesquinhas, controles descabidos, ciúmes ridículos, rudezas espantosas e desconfianças estapafúrdias não passam de atestados de uma doentia insegurança psicológica.
Amar não é dominar nem muito menos aprisionar.
O caminho do amor é uma aventura rica e dolorosa que vai aos poucos nos libertando das escórias do medo e do egoísmo.
Pe. neylor J. Tonin
Etiquetas:
Amor,
Pe. Neylor J. Tonin
sexta-feira, 23 de julho de 2010
PARA DEUS NADA É PEQUENO
"Purifique a sua intenção e a menor das suas acções encontrar-se-á cheia de Deus !" (Teillhard de Chardin)
«Não procureis acções espectaculares.
O que importa é o dom de vós mesmos.
O que importa é o grau de amor que pondes em cada um dos vossos gestos.
Sede fiéis nas pequenas coisas, porque é nelas que está a vossa força.
Para Deus nada é pequeno. (...)
Um dia, enquanto caminhava por uma rua de Londres, vi um homem sentado que parecia muito só. Fui até junto dele, peguei-lhe na mão e apertei-a.
Ele disse: "Há quanto tempo não sinto o calor de uma mão!"
Compreendi que um gesto assim tão pequeno pode dar muita alegria.»
Madre Teresa de Calcutá
«Não procureis acções espectaculares.
O que importa é o dom de vós mesmos.
O que importa é o grau de amor que pondes em cada um dos vossos gestos.
Sede fiéis nas pequenas coisas, porque é nelas que está a vossa força.
Para Deus nada é pequeno. (...)
Um dia, enquanto caminhava por uma rua de Londres, vi um homem sentado que parecia muito só. Fui até junto dele, peguei-lhe na mão e apertei-a.
Ele disse: "Há quanto tempo não sinto o calor de uma mão!"
Compreendi que um gesto assim tão pequeno pode dar muita alegria.»
Madre Teresa de Calcutá
quarta-feira, 21 de julho de 2010
A CAPACIDADE DE AMAR
«A maior dignidade do homem, seu poder essencial e peculiar, o segredo mais íntimo daquilo que constitui sua humanidade, é a capacidade que ele tem de amar. Esse poder escondido nas profundezas da alma humana imprime no homem a imagem e semelhança de Deus.
Diferentes das demais criaturas que nos cercam, temos o poder de penetrar no mais íntimo santuário do nosso próprio ser. Podemos penetrar em nós como em templos de liberdade e de luz. Podemos abrir os olhos do nosso coração e contemplar face a face Deus, nosso Pai.
Podemos com Ele falar e ouvir-lhe a resposta. E Ele nos diz não apenas que somos chamados a viver como homens e dominar o mundo, mas que temos uma vocação ainda mais elevada.
Somos seus filhos.»
Thomas Merton
Diferentes das demais criaturas que nos cercam, temos o poder de penetrar no mais íntimo santuário do nosso próprio ser. Podemos penetrar em nós como em templos de liberdade e de luz. Podemos abrir os olhos do nosso coração e contemplar face a face Deus, nosso Pai.
Podemos com Ele falar e ouvir-lhe a resposta. E Ele nos diz não apenas que somos chamados a viver como homens e dominar o mundo, mas que temos uma vocação ainda mais elevada.
Somos seus filhos.»
Thomas Merton
Etiquetas:
Amor,
Thomas Merton
sexta-feira, 9 de julho de 2010
TÃO POBRES
"E não falemos da pobreza do amor, para não ter mesmo aqui de começar a chorar. A pobreza de amor nas famílias, entre vizinhos e amigos, para com Deus, o pior dos empobrecimentos...
Estamos tão pobres de amor, meu amor. Sente-se tanto, nota-se tanto esta pobreza, esta falta, nunca tanto foi assim tanto, podes crer, meu amor.
É nesta falta, tão pobres dele, que ele cresce, tem de crescer ainda mais, acredita, meu amor."
Pedro Paixão, em "muito, meu amor"
Estamos tão pobres de amor, meu amor. Sente-se tanto, nota-se tanto esta pobreza, esta falta, nunca tanto foi assim tanto, podes crer, meu amor.
É nesta falta, tão pobres dele, que ele cresce, tem de crescer ainda mais, acredita, meu amor."
Pedro Paixão, em "muito, meu amor"
Etiquetas:
Amor,
Pedro Paixão
quarta-feira, 23 de junho de 2010
A DÁDIVA
«Estendemos os braços e tentamos tocar-nos. Em vão. Porque nunca nos atrevemos a dar-nos.»
Dag Hammarskjoeld
Vós pouco dais quando dais de vossas posses.
É quando dais de vós próprios que realmente dais.
Pois, o que são vossas posses senão coisas que guardais
por medo de precisardes delas amanhã? (...)
Há os que dão pouco do muito que possuem,
e fazem-no para serem elogiados,
e o seu desejo secreto desvaloriza as suas dádivas.
E há os que têm pouco e dão-no integralmente.
Esses confiam na vida e na generosidade da vida,
e seus cofres nunca se esvaziam.
E há os que dão com alegria, e essa alegria é já a sua recompensa.
E há os que dão com pena, e essa pena é o seu baptismo.
E há os que dão sem sentir pena nem buscar alegria nem pensar na virtude:
Dão como, no vale, o mirto espalha sua fragrância no espaço.
Pelas mãos de tais pessoas, Deus fala;
e através de seus olhos
Ele sorri para o mundo.
É belo dar quando solicitado;
é mais belo, porém, dar sem ser solicitado, por haver apenas compreendido. (...)
Dizeis muitas vezes: “Eu daria, mas somente a quem merece”.
As árvores de vossos pomares não falam assim,
nem os rebanhos de vossos pastos.
Dão para continuar a viver,
pois reter é perecer.
Khalil Gibran
Dag Hammarskjoeld
Vós pouco dais quando dais de vossas posses.
É quando dais de vós próprios que realmente dais.
Pois, o que são vossas posses senão coisas que guardais
por medo de precisardes delas amanhã? (...)
Há os que dão pouco do muito que possuem,
e fazem-no para serem elogiados,
e o seu desejo secreto desvaloriza as suas dádivas.
E há os que têm pouco e dão-no integralmente.
Esses confiam na vida e na generosidade da vida,
e seus cofres nunca se esvaziam.
E há os que dão com alegria, e essa alegria é já a sua recompensa.
E há os que dão com pena, e essa pena é o seu baptismo.
E há os que dão sem sentir pena nem buscar alegria nem pensar na virtude:
Dão como, no vale, o mirto espalha sua fragrância no espaço.
Pelas mãos de tais pessoas, Deus fala;
e através de seus olhos
Ele sorri para o mundo.
É belo dar quando solicitado;
é mais belo, porém, dar sem ser solicitado, por haver apenas compreendido. (...)
Dizeis muitas vezes: “Eu daria, mas somente a quem merece”.
As árvores de vossos pomares não falam assim,
nem os rebanhos de vossos pastos.
Dão para continuar a viver,
pois reter é perecer.
Khalil Gibran
Etiquetas:
Amor,
kahlil Gibran
segunda-feira, 21 de junho de 2010
DAR E RECEBER GRATUITAMENTE
«Estamos no mundo para aprender a amar, matriculando-nos na escola de Jesus.
Aprender a amar é extremamente simples: é aprender a dar gratuitamente e aprender a receber gratuitamente....
Dar gratuitamente não é para nós espontâneo. Temos uma grande tendência para dar para receber em troca. O dom de nós mesmos é sempre motivado, em maior ou menor grau, pela expectativa de alguma gratificação. O Evangelho convida-nos a pôr de parte essa limitação para praticar um amor tão puro e desinteressado como o do próprio Deus, um amor que seja livre precisamente por ser capaz de existir e de durar sem ser condicionado pela resposta nem pelo mérito daquele a quem se destina...
Também não temos facilidade em receber gratuitamente...
Receber gratuitamente pressupõe que tenhamos confiança naquele que dá, que tenhamos o coração aberto e disponível para receber...
Não podemos receber gratuitamente se não nos reconhecermos e nos aceitarmos como pobres; e o orgulho recusa-se terminantemente a fazê-lo. Somos capazes de reivindicar, de exigir, mas raramente de aceitar.
Pecamos por falta de gratuidade sempre que, nas nossas relações com Deus ou com os outros, o bem que tivermos realizado nos sirva de pretexto para reivindicar algum direito, para exigir reconhecimento ou qualquer gratificação por parte de outro. E também, mais subtilmente, sempre que tivermos receio, por causa desta ou daquela limitação ou falha pessoal, de não receber amor, como se o amor devesse pagar-se ou merecer-se.»
Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior"
Aprender a amar é extremamente simples: é aprender a dar gratuitamente e aprender a receber gratuitamente....
Dar gratuitamente não é para nós espontâneo. Temos uma grande tendência para dar para receber em troca. O dom de nós mesmos é sempre motivado, em maior ou menor grau, pela expectativa de alguma gratificação. O Evangelho convida-nos a pôr de parte essa limitação para praticar um amor tão puro e desinteressado como o do próprio Deus, um amor que seja livre precisamente por ser capaz de existir e de durar sem ser condicionado pela resposta nem pelo mérito daquele a quem se destina...
Também não temos facilidade em receber gratuitamente...
Receber gratuitamente pressupõe que tenhamos confiança naquele que dá, que tenhamos o coração aberto e disponível para receber...
Não podemos receber gratuitamente se não nos reconhecermos e nos aceitarmos como pobres; e o orgulho recusa-se terminantemente a fazê-lo. Somos capazes de reivindicar, de exigir, mas raramente de aceitar.
Pecamos por falta de gratuidade sempre que, nas nossas relações com Deus ou com os outros, o bem que tivermos realizado nos sirva de pretexto para reivindicar algum direito, para exigir reconhecimento ou qualquer gratificação por parte de outro. E também, mais subtilmente, sempre que tivermos receio, por causa desta ou daquela limitação ou falha pessoal, de não receber amor, como se o amor devesse pagar-se ou merecer-se.»
Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior"
Etiquetas:
Amor,
Jacques Philippe,
Liberdade
sexta-feira, 18 de junho de 2010
SER AMOR
«Estive duas vezes no monte Athos. Lembro-me com prazer da primeira visita há vinte anos. O velho padre nos cumprimentou, a mim e a meu irmão, em Simonos Petras. Não entendemos nada do que ele falava. Mas as mãos que nos estendeu eram tão macias e sensíveis que exalavam amor. E os seus olhos irradiavam tal amor que logo nos sentimos em casa. Então pressenti como uma pessoa pode mudar quando é atravessada por inteiro pelo amor de Deus.
Quando olho tais pessoas que são puro amor lembro-me também de uma velha camponesa em cujo olhar se podia ler amor e misericordiosa doçura. Ela passou por altos e baixos na vida. Não falava muito. Mas em todo o seu ser brilhava um amor que brotava em todos os poros do seu corpo. Dessas pessoas flui um amor que tudo une, Deus, homem e criação. Elas estão em harmonia consigo mesmas e com a sua vida. Elas se amam e se sabem profundamente amadas por Deus. Elas fazem o seu amor fluir para tudo que encontram, para os homens, mas também para os animais e as coisas, que elas tocam amorosamente.
É provável que o leitor também conheça essas pessoas que são preenchidas de amor em todo o seu ser. Perto delas, você se sente em casa, aceite, amado. Mas o que é isso que irradia dessas pessoas? Temos dificuldade quando tentamos definir com mais precisão aquilo a que chamamos amor. Só podemos descrever que o amor é, evidentemente, uma qualidade do sentir, do falar e do agir, uma força que flui de nós, uma irradiação. Nela estão as qualidades da doçura, da bondade, da ternura, da amizade, da mansidão, da alegria. Por fim, estão reunidos no amor todos os frutos do Espírito que Paulo enumera na Epístola aos Gálatas (Gl 5,22s).»
Anselm Grun, "Morar na casa do Amor"
Quando olho tais pessoas que são puro amor lembro-me também de uma velha camponesa em cujo olhar se podia ler amor e misericordiosa doçura. Ela passou por altos e baixos na vida. Não falava muito. Mas em todo o seu ser brilhava um amor que brotava em todos os poros do seu corpo. Dessas pessoas flui um amor que tudo une, Deus, homem e criação. Elas estão em harmonia consigo mesmas e com a sua vida. Elas se amam e se sabem profundamente amadas por Deus. Elas fazem o seu amor fluir para tudo que encontram, para os homens, mas também para os animais e as coisas, que elas tocam amorosamente.
É provável que o leitor também conheça essas pessoas que são preenchidas de amor em todo o seu ser. Perto delas, você se sente em casa, aceite, amado. Mas o que é isso que irradia dessas pessoas? Temos dificuldade quando tentamos definir com mais precisão aquilo a que chamamos amor. Só podemos descrever que o amor é, evidentemente, uma qualidade do sentir, do falar e do agir, uma força que flui de nós, uma irradiação. Nela estão as qualidades da doçura, da bondade, da ternura, da amizade, da mansidão, da alegria. Por fim, estão reunidos no amor todos os frutos do Espírito que Paulo enumera na Epístola aos Gálatas (Gl 5,22s).»
Anselm Grun, "Morar na casa do Amor"
Etiquetas:
Amor,
Anselm Grün
sexta-feira, 11 de junho de 2010
O OLHAR DO AMOR
«Amar não significa apenas ter sentimentos amorosos.
É preciso o crer, o ver bem, para poder amar, tratar bem.
O amor necessita primeiro de uma nova forma de ver.
Pede ao anjo do amor que te dê novos olhos,
para que possas ver as pessoas ao redor de ti mesmo sob uma nova luz,
para que possas descobrir o núcleo bom em ti e nos outros.»
Anselm Grün, em "O Pequeno livro da verdadeira felicidade
É preciso o crer, o ver bem, para poder amar, tratar bem.
O amor necessita primeiro de uma nova forma de ver.
Pede ao anjo do amor que te dê novos olhos,
para que possas ver as pessoas ao redor de ti mesmo sob uma nova luz,
para que possas descobrir o núcleo bom em ti e nos outros.»
Anselm Grün, em "O Pequeno livro da verdadeira felicidade
Etiquetas:
Amor,
Anselm Grün
quarta-feira, 19 de maio de 2010
AMOR PACÍFICO E FECUNDO
Não quero amor
que não saiba dominar-se,
desse, como vinho espumante,
que parte o copo e se entorna,
perdido num instante.
Dá-me esse amor fresco e puro
como a tua chuva,
que abençoa a terra sequiosa,
e enche as talhas do lar.
Amor que penetre até ao centro da vida,
e dali se estenda como seiva invisível,
até aos ramos da árvore da existência,
e faça nascer
as flores e os frutos.
Dá-me esse amor
que conserva tranquilo o coração,
na plenitude da paz!
Rabindranath Tagore, in "O Coração da Primavera"
que não saiba dominar-se,
desse, como vinho espumante,
que parte o copo e se entorna,
perdido num instante.
Dá-me esse amor fresco e puro
como a tua chuva,
que abençoa a terra sequiosa,
e enche as talhas do lar.
Amor que penetre até ao centro da vida,
e dali se estenda como seiva invisível,
até aos ramos da árvore da existência,
e faça nascer
as flores e os frutos.
Dá-me esse amor
que conserva tranquilo o coração,
na plenitude da paz!
Rabindranath Tagore, in "O Coração da Primavera"
Etiquetas:
Amor,
Rabindranath Tagore
quarta-feira, 12 de maio de 2010
SÓ NO AMOR
«Só no amor do outro como outro, na passagem da esfera inteira do eu para o tu, é que o homem se encontra no caminho que vai do homem à humanidade. (...)
O homem só se comprova, só chega a si mesmo no encontro; é no acontecimento dos olhos nos olhos que a verdade nasce, e que se revela espontaneamente, de modo livre, por graça, a profundidade do ser humano.»
Hans Urs von Balthasar, em "Só o Amor é Digno de Fé"
O homem só se comprova, só chega a si mesmo no encontro; é no acontecimento dos olhos nos olhos que a verdade nasce, e que se revela espontaneamente, de modo livre, por graça, a profundidade do ser humano.»
Hans Urs von Balthasar, em "Só o Amor é Digno de Fé"
quarta-feira, 5 de maio de 2010
O ESPÍRITO DE AMOR
«Enquanto me dou conta que, de há dez anos, não fazia a mínima ideia de como as coisas me iriam acontecer, continuo, no entanto, a manter a ilusão de que tenho o controlo da minha própria vida. Gosto de decidir tudo à minha maneira, a próxima coisa que farei, o objectivo que quero atingir e imaginar o que os outros pensarão de mim.
Enquanto estou ocupado com a própria vida, torno-me insensível aos movimentos imperceptíveis do Espírito de Deus em mim, apontando-me para direcções bastante diferentes das minhas.
É necessária uma grande capacidade para criar silêncio, solidão interior e nos tornarmos conscientes destas inspirações divinas. Deus não grita nem empurra. O Espírito de Deus é calmo e sereno como uma voz suave ou uma ligeira brisa. É o espírito de amor.
Se calhar, ainda não acreditamos perfeitamente que o Espírito de Deus é, na verdade, o Espírito de amor que nos conduz cada vez mais profundamente para o amor.
Se calhar, ainda não confiamos no Espírito, com medo de sermos conduzidos para lugares que nos possam tirar a liberdade. Ou, quem sabe, ainda pensamos no Espírito de Deus como um inimigo que exige de nós algo que julgamos não ser bom para nós.
Mas Deus é amor, só amor, e o Espírito de Deus é o Espírito de Amor que anseia por nos guiar para lugares onde os desejos mais profundos do nosso coração podem ser satisfeitos.
Com frequência, nem sequer nós próprios sabemos qual é o nosso mais profundo anseio. Ficamos muito facilmente enredados pela nossa cobiça e raiva, partindo do pressuposto errado de que esses sentimentos nos comunicam o que realmente queremos.
O Espírito de amor diz: «Não tenhas receio de pôr de lado a necessidade que sentes de controlar a tua própria vida. Deixa-me preencher os verdadeiros desejos do teu coração.»
Henri Nouwen, em "Aqui e Agora"
Enquanto estou ocupado com a própria vida, torno-me insensível aos movimentos imperceptíveis do Espírito de Deus em mim, apontando-me para direcções bastante diferentes das minhas.
É necessária uma grande capacidade para criar silêncio, solidão interior e nos tornarmos conscientes destas inspirações divinas. Deus não grita nem empurra. O Espírito de Deus é calmo e sereno como uma voz suave ou uma ligeira brisa. É o espírito de amor.
Se calhar, ainda não acreditamos perfeitamente que o Espírito de Deus é, na verdade, o Espírito de amor que nos conduz cada vez mais profundamente para o amor.
Se calhar, ainda não confiamos no Espírito, com medo de sermos conduzidos para lugares que nos possam tirar a liberdade. Ou, quem sabe, ainda pensamos no Espírito de Deus como um inimigo que exige de nós algo que julgamos não ser bom para nós.
Mas Deus é amor, só amor, e o Espírito de Deus é o Espírito de Amor que anseia por nos guiar para lugares onde os desejos mais profundos do nosso coração podem ser satisfeitos.
Com frequência, nem sequer nós próprios sabemos qual é o nosso mais profundo anseio. Ficamos muito facilmente enredados pela nossa cobiça e raiva, partindo do pressuposto errado de que esses sentimentos nos comunicam o que realmente queremos.
O Espírito de amor diz: «Não tenhas receio de pôr de lado a necessidade que sentes de controlar a tua própria vida. Deixa-me preencher os verdadeiros desejos do teu coração.»
Henri Nouwen, em "Aqui e Agora"
Etiquetas:
Amor,
Henri Nouwen
sexta-feira, 30 de abril de 2010
O AMOR DE SI
«O amor de si está para o amor de Deus
assim como o trigo ainda verde está para o trigo maduro.
Não há ruptura de um a outro - apenas um alargamento sem fim,
as águas caudalosas de uma alegria que,
depois de ter impregnado o coração,
transborda por todos os lados e recobre a terra inteira.
O amor de si nasce num coração infantil.
É um amor que brota naturalmente.
Vai da infância até Deus.
Vai da infância,
que é a nascente,
a Deus que é o oceano.»
Christian Bobin, em "Um Deus à Flor da Terra"
assim como o trigo ainda verde está para o trigo maduro.
Não há ruptura de um a outro - apenas um alargamento sem fim,
as águas caudalosas de uma alegria que,
depois de ter impregnado o coração,
transborda por todos os lados e recobre a terra inteira.
O amor de si nasce num coração infantil.
É um amor que brota naturalmente.
Vai da infância até Deus.
Vai da infância,
que é a nascente,
a Deus que é o oceano.»
Christian Bobin, em "Um Deus à Flor da Terra"
Etiquetas:
Amor,
Christian Bobin
quarta-feira, 14 de abril de 2010
AMOR INFINITO
O filósofo Jean Guitton, na sua obra "As minhas razões de crer", coloca uma questão pertinente: "Que se passaria em mim se a minha fé diminuísse e se desvanecesse; se, como dizem as pessoas, «perdesse a fé»? (...)
Jean Guitton afirma que o famoso padre jesuíta Teilhard Chardin colocou a si mesmo esta questão, e respondeu, «que se deixasse de crer em Deus, no Deus cristão, e mesmo em Deus pura e simplesmente, continuaria a crer no Mundo.»
Quanto a mim, se eu «perdesse a fé», estaria em plena sintonia com Jean Guitton, pois «seria no amor ou, para ser mais exacto, no que existe de absoluto no amor, que eu creria.»
Faço minhas suas palavras: «Se eu tivesse vergado sob o peso do desespero e privado de toda a esperança encontraria, nesta loucura possível do amor, força suficiente para dar ainda alguns passos na estrada da dor. Dito de outra forma, a ideia que me daria forças face à perda de tudo, seria a ideia de que existe talvez, algures, um ser capaz de amar com um amor infinito. E então, mesmo que esse ser fosse único, parece-me que valeria a pena o mundo ser aceite, e que teria uma razão de ser, e que o homem teria uma razão para viver e também para morrer.(...)
Também me revejo nas palavras do padre Valensin citado na referida obra de J. Guitton:
«Se na hora da minha morte visse claramente que me espera o nada e que todas as crenças estão repletas de ilusão, não lamentaria absolutamente nada ter-me enganado toda a vida e ter crido na verdade do cristianismo, pois era o amor infinito que estaria errado por não existir, e não eu por ter acreditado nele.»
Por fim, para melhor exprimir tudo o que tentou dizer sobre esta questão, Jean Guitton recorre às palavras de São João Maria Vianney, que dizia: «Se na hora da morte me aperceber de que Deus não existe, terei sido bem enganado, mas não lamentarei o facto de ter passado a vida inteira a crer no amor.»
Jean Guitton, em "As minhas razões de crer"
Jean Guitton afirma que o famoso padre jesuíta Teilhard Chardin colocou a si mesmo esta questão, e respondeu, «que se deixasse de crer em Deus, no Deus cristão, e mesmo em Deus pura e simplesmente, continuaria a crer no Mundo.»
Quanto a mim, se eu «perdesse a fé», estaria em plena sintonia com Jean Guitton, pois «seria no amor ou, para ser mais exacto, no que existe de absoluto no amor, que eu creria.»
Faço minhas suas palavras: «Se eu tivesse vergado sob o peso do desespero e privado de toda a esperança encontraria, nesta loucura possível do amor, força suficiente para dar ainda alguns passos na estrada da dor. Dito de outra forma, a ideia que me daria forças face à perda de tudo, seria a ideia de que existe talvez, algures, um ser capaz de amar com um amor infinito. E então, mesmo que esse ser fosse único, parece-me que valeria a pena o mundo ser aceite, e que teria uma razão de ser, e que o homem teria uma razão para viver e também para morrer.(...)
Também me revejo nas palavras do padre Valensin citado na referida obra de J. Guitton:
«Se na hora da minha morte visse claramente que me espera o nada e que todas as crenças estão repletas de ilusão, não lamentaria absolutamente nada ter-me enganado toda a vida e ter crido na verdade do cristianismo, pois era o amor infinito que estaria errado por não existir, e não eu por ter acreditado nele.»
Por fim, para melhor exprimir tudo o que tentou dizer sobre esta questão, Jean Guitton recorre às palavras de São João Maria Vianney, que dizia: «Se na hora da morte me aperceber de que Deus não existe, terei sido bem enganado, mas não lamentarei o facto de ter passado a vida inteira a crer no amor.»
Jean Guitton, em "As minhas razões de crer"
Etiquetas:
Amor,
Jean Guitton
segunda-feira, 12 de abril de 2010
A AVENTURA DO AMOR DELICADO
Como Amor, tinha que respeitar e, de algum modo, depender da nossa liberdade e das nossas opções e escolhas.
Chama-nos, convida-nos, seduz-nos mas não violenta. Bate à porta (Ap 3, 20), mas aguarda, delicado, que Lhe demos licença para entrar.
Inspira-nos, ilumina-nos, mas deixa-nos livres para aderir, para responder.
O nosso Deus, o Pai do Céu, ensina-nos a divina delicadeza do amor.
Confia no homem, respeita a sua liberdade e sabe esperar.
Por delicadeza do amor, Deus não castiga, não fere, não magoa.
Está debruçado sobre nós, com amor, para nos abraçar na sua divina ternura, para nos repassar do seu carinho, para nos pegar no colo.
Cantemos a sinfonia do amor delicado do nosso Deus.
E aos poucos o nosso amor, o nosso coração, a nossa maneira de ser e agir será cada vez mais como a d`Ele, delicada, mansa, paciente, carinhosa, terna.
É que o cântico da sinfonia do amor delicado vai-nos transformando por um divino encanto.
E ficaremos mais semelhantes ao nosso Deus e nosso Pai.
Que bela aventura a do amor delicado...
Dário Pedroso s.j., em "Sinfonias do amor"
Chama-nos, convida-nos, seduz-nos mas não violenta. Bate à porta (Ap 3, 20), mas aguarda, delicado, que Lhe demos licença para entrar.
Inspira-nos, ilumina-nos, mas deixa-nos livres para aderir, para responder.
O nosso Deus, o Pai do Céu, ensina-nos a divina delicadeza do amor.
Confia no homem, respeita a sua liberdade e sabe esperar.
Por delicadeza do amor, Deus não castiga, não fere, não magoa.
Está debruçado sobre nós, com amor, para nos abraçar na sua divina ternura, para nos repassar do seu carinho, para nos pegar no colo.
Cantemos a sinfonia do amor delicado do nosso Deus.
E aos poucos o nosso amor, o nosso coração, a nossa maneira de ser e agir será cada vez mais como a d`Ele, delicada, mansa, paciente, carinhosa, terna.
É que o cântico da sinfonia do amor delicado vai-nos transformando por um divino encanto.
E ficaremos mais semelhantes ao nosso Deus e nosso Pai.
Que bela aventura a do amor delicado...
Dário Pedroso s.j., em "Sinfonias do amor"
Etiquetas:
Amor,
Dário Pedroso
Subscrever:
Mensagens (Atom)