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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Onde mora a Felicidade?


"Não é na posse de rebanhos nem no ouro que se encontra a felicidade de viver: a morada da felicidade é a alma" (Demócrito)

«Muitos buscam a felicidade juntando o máximo de riqueza possível. Mas a riqueza não torna ninguém feliz. Quem não sente a felicidade na sua alma correrá atrás dela em vão no mundo das posses ou do sucesso. Nunca possuirá o suficiente, nunca receberá atenção suficiente, não terá tanto sucesso a ponto de ser feliz. A felicidade mora na alma, no âmbito interno do ser humano. Lá onde o homem está em concordância consigo mesmo, onde sente seu carácter único, onde sabe da sua dignidade humana, lá está uma felicidade que nenhum fracasso, nenhuma perda, nenhuma rejeição podem lhe roubar.» (Anselm Grün, em "O Pequeno livro da verdadeira felicidade)

domingo, 17 de agosto de 2008

Descobrir a Pérola


«Devemos, em algum momento, assumir a responsabilidade por nossa vida. Isso também significa que devemos nos reconciliar com as feridas que sofremos na infância, que podem, então, tornar-se fonte de vida. Nossas feridas viram pérolas, como diz Hildegard von Bingen. Quando contemplamos nossas feridas, podemos compreendê-las melhor. Não nos condenamos mais por reagir com tanto melindre. É compreensível sermos tão melindrosos com essas feridas, tão susceptíveis, tão temerosos em relação à autoridade. É só a compreensão que nos livra da autocondenação.
Mas não se pode parar na compreensão. É importante que em minhas feridas eu descubra o meu talento, a pérola que torna a minha vida preciosa. Na ferida está a minha oportunidade. Se, por exemplo, recebi pouco carinho, posso ser sensível com todas as pessoas que sofrem falta de amor. E, por não me ter saciado em minha necessidade de amor e proximidade, segui o caminho espiritual. Não me contento em ter uma boa situação. Permaneço vivo em meu anseio por Deus.
Descubro a minha trilha para a vida justamente nas minhas feridas. Estas se tornam minha oportunidade de reconhecer o meu carisma e vivê-lo. Desse modo, minhas feridas se tornam fonte de benção para mim e para os outros.» (Anselm Grün, em "O Pequeno livro da verdadeira felicidade")

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

ESPIRITUALIDADE NO DIA A DIA

«O caminho da espiritualidade tem de conduzir ao quotidiano. Consiste simplesmente em fazer aquilo que é «necessário», aquilo que devo fazer no momento, aquilo que devo a mim e ao meu ser, aquilo que devo ao outro e aquilo que devo a Deus. (...)


A espiritualidade tem de ser uma coisa concreta. Esta revela-se na configuração do dia, através de rituais curativos. Revela-se num relacionamento amável com os seres humanos, na disponibilidade para ajudar quando os outros precisam do meu trabalho, e numa ocupação em que sirvo as pessoas e não a minha própria imagem. O facto de um ser humano ser espiritual ou não é uma coisa que, segundo São Bento, conseguimos ler sempre no seu quotidiano: na sua maneira de lidar com as pessoas, como organiza o seu tempo e, não menos importante, como lida consigo próprio. Torna-se assim evidente se ele faz girar tudo à sua volta ou, em última análise, à volta de Deus.

Para São Bento, o objectivo de toda e qualquer espiritualidade é «que Deus seja glorificado em tudo». E, na sua regra, ele coloca este princípio precisamente num prosaico capítulo sobre os artíficies. A forma como trabalham e como lidam com o produto do seu trabalho é decisiva para avaliar se se deixam conduzir por cobiça ou avidez, ou se estão preocupados com a glorificação de Deus.» (Anselm Grun, em "O Livro das Respostas")

domingo, 10 de agosto de 2008

PARAR


«É preciso parar, para me acalmar. Preciso cessar de correr por aí, de agitar-me. Preciso ficar parado, ficar em mim mesmo. Quando paro, encontro-me antes de tudo comigo mesmo. Daí, não posso mais transferir para fora a minha inquietude. Vou percebê-la em mim mesmo. Apenas quem resiste à própria inquietude alcança a calma.

Ao amamentá-la, a mãe acalma a criança que chora de fome. Também devo acalmar a minha alma, que chora por dentro. Quando não corro mais de um lado para o outro, a fome do meu coração se apresenta. Ele precisa de alimento. Devo me voltar maternalmente para o meu coração, para que haja paz. Mas muitos têm medo de se envolver com o coração ruidoso. Preferem evitá-lo, precipitando-se de um lugar para o outro. Mas o teu coração continua a gritar. Ele não se deixa evitar. Precisa de atenção. Quer ser acalmado.» (Anselm Grün, em "O Pequeno livro da verdadeira felicidade")

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Aceitar a Vontade de Deus

"Quem se encontra em sintonia consigo mesmo, consegue entregar-se ao trabalho. Tudo aquilo que reprimimos, aquilo com que não fazemos as pazes, nos impede de trabalhar e viver. E nos custa muita força interior. Durante as conversas com pessoas esgotadas, percebemos rapidamente que a sua exaustão não está relacionada à quantidade de trabalho ou ao tipo de trabalho que fazem, nem às expectativas provenientes do meio externo e também não ao contexto em que vivem. Na maior parte das vezes, trata-se da falta de paz experimentada por ela. Em última instância, lutam contra a vida com que Deus as confronta. Preferem agarrar-se a ilusões e vivem fantasiando sobre como deveria ser a sua vida. E é exactamente esta cisão entre a ilusão e a sua realidade que lhes rouba toda e qualquer energia." (Anselm Grun, em "Fontes da Força Interior")

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Para ser realmente livre


"Nada ter, tudo possuir", assim se pode descrever a postura dos sábios de todas as religiões, de todos os tempos. Apenas quem não prende seu coração ás coisas criadas, quem sabe se soltar onde os outros se prendem, é realmente livre" (Anselm Grün, em "O Pequeno livro da verdadeira felicidade")

terça-feira, 29 de julho de 2008

TEM ESPERANÇA!

"A esperança - tal como diz o filósofo francês Gabriel Marcel, que desenvolveu a sua própria filosofia da esperança - é sempre uma esperança para ti e para mim. Aquele que tem esperança diz o seguinte: espero que se altere alguma coisa em mim e que eu consiga lidar melhor com o sofrimento. E, no teu caso, tenho esperança de que a tua tristeza se altere e que entres em contacto com a força que há em ti. A esperança é capaz de esperar. Tem paciência. Existem sempre pessoas à minha volta para as quais isso não é benéfico e que se «vergam». A esperança tem confiança de que essas pessoas sairão da crise. Na esperança, não desisto do outro. Tenho confiança de que ele irá encontrar o seu caminho. E consigo esperar pacientemente até que o outro volte a entrar em contacto com a sua própria força.


Ter esperança significa confiar no invisível e acreditar que ele se tornará mais forte do que aquilo que vejo actualmente." (Anselm Grün, em "O Livro das Respostas")

terça-feira, 15 de julho de 2008

DAR ESPAÇO À ALMA

"No lugar onde uma pessoa foi muito magoada na sua infância, formam-se pontos sensíveis. E estes pontos sensíveis são a porta para as ofensas. Para que não adoeçamos recorrentemente, é importante que nos reconciliemos com as nossas feridas e nos aceitemos com os nossos pontos sensíveis.(...)

Se estivermos completamente no nosso meio e em harmonia connosco próprios, os outros não nos conseguem magoar tão facilmente. É verdade que ouvimos as palavras ofensivas, mas elas não nos atingem em profundidade.(...)

Salutar para a alma é o facto de se saber amada e de também se amar a si mesma, juntamente com tudo aquilo que nela existe. E é também salutar que a alma possa respirar. Há muitas pessoas que não estão em contacto com a sua alma. Vivem apenas à superfície. Esta separação da alma torna-as doentes. Só quando obtemos o acesso interior à alma é que ela pode renascer e desenvolver-se. A alma precisa de alimento.

Por um lado, é o amor que faz bem à alma, mas também a actividade espiritual. Muitas pessoas adoecem porque não dão espaço à alma. A alma precisa de asas, de agilidade, de amplitude. Aquele que restringe o espaço à alma está a retirar-lhe força. (Anselm Grün, em "O Livro das Respostas")

domingo, 13 de julho de 2008

Lealdade


«Ser leal para com o outro significa dizer-lhe: "Podes confiar em mim. Estou ao teu lado, tal como tu és. A minha aceitação da tua pessoa não está ligada a quaisquer ressalvas. Mas isso não significa que eu permita que tu me desvies do caminho certo, nem das minhas convicções interiores, nem do meu verdadeiro ser."
Ser leal para com o outro também não significa que eu deixe que ele me conduza para alguma coisa má. Pelo contrário, ser leal para com o outro significa o seguinte: "Não brinco com a nossa relação. Estou ao teu lado e não te abandono quando descubro em ti algo que não me agrada. Tenho confiança de que voltarás a encontrar o teu verdadeiro ser, caso tenhas sido desviado dele."
Normalmente, a lealdade para com o outro também me faz bem a mim mesmo. Prende-me, dá-me firmeza e forma-me.

(...) A lealdade é a promessa de permanecer leal ao longo de todas as mudanças que ocorrem em mim e no outro. Digo sim a uma pessoa, apesar de não saber no que ela se vai tranformar. Nesse sentido, a lealdade é também um risco e uma aventura.» (Anselm Grun, em "O Livro das Respostas")

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O nosso amor imperfeito

«Precisamos ter uma visão correcta em relação a nós próprios e ao outro. Não devemos esperar tudo do outro. O outro nunca nos poderá oferecer o amor absoluto, uma tranquilidade absoluta e uma compreensão total. Os psicólogos dizem que temos de desmistificar as relações entre duas pessoas, que não devemos exagerar nas exigências, para que o amor possa amadurecer. Só Deus poderá proporcionar algo absoluto. Se elevarmos a relação a um nível ideal e esperarmos do outro o Paraíso na Terra, estaremos a exigir demasiado dele através das nossas expectativas. Nesse caso, a relação tornar-se-á cada vez mais difícil. No entanto, se aceitarmos, agradecidos, aquilo que o outro, com as suas limitações, nos oferece em termos de amor, tranquilidade e compreensão, a nossa relação será facilitada. Reconhecemos, naquilo que recebemos do outro, uma referência ao amor absoluto. E, desta forma, a relação com o outro permanece viva no nosso percurso rumo ao amor absoluto, que Deus representa. É por esse motivo que, para mim, a relação com Deus é uma grande ajuda para que a relação entre as pessoas tenha êxito.» (Anselm Grun, em "O Livro das Respostas")

terça-feira, 8 de julho de 2008

Caminho para a verdade

"Quando o amor revela a mágoa que há em nós, não é raro pensarmos que foi o outro quem nos magoou. E pagamos-lhe na mesma moeda, magoando-o também. Surge assim um ciclo vicioso de mágoa recíproca, que não aprofunda o amor, mas antes o destrói. Aquele que se entrega ao caminho do amor deve saber que se trata de um caminho para a verdade, um caminho onde descubro a minha própria verdade e também a do outro. É o reconhecimento da verdade que é verdadeiramente doloroso. Mas o amor é também a oportunidade de curar esta lesão. Se me aceitar a mim próprio com as minhas feridas e não julgar o outro devido às suas lesões, mas o amar tal como ele é, é possível que o amor cure as minhas feridas e as dele." (Anselm Grun, em "O Livro das Respostas")

domingo, 6 de julho de 2008

Caminhos do Amor

«Para que o amor tenha êxito a longo prazo, não devo confundi-lo com a emoção. Amar não significa estar eternamente apaixonado. O estar apaixonado tem de se transformar num amor que aceita o outro tal como ele é. É frequente descobrirmos o outro com as nossas próprias imagens e desejos e amarmos mais a imagem que fizemos do outro do que aquilo que ele na realidade é. Amar o outro tal como ele é não é tarefa fácil. Exige que abdiquemos de todas as ilusões que criámos sobre ele. E exige também que abdiquemos da ilusão de que o amor é sempre maravilhoso. Frequentemente, é apenas lealdade para com o outro. Isso significa mais do que simplesmente suportá-lo. É dizer-lhe que sim no carácter mediano e banal. E o amor não é sinónimo de uma felicidade duradoura. Não existe amor sem dor. No amor, abro-me ao outro, e, ao fazê-lo, torno-me vulnerável. Sem esta sinceridade, o amor não seria possível. No amor pelos outros, conhecemo-nos com todas as lesões que sofremos na vida. O amor pode magoar, mas também é capaz de curar essa lesão.» (Anselm Grun, em "O Livro das Respostas")

terça-feira, 3 de junho de 2008

O Poder da Palavra

"O acto da fala deve ser uma expressão do nosso amor e da nossa bondade para com as pessoas. No entanto, isso só é possível quando, ao falar, não colocamos a nós mesmos no centro, nem tentamos manter a pessoa longe de nós, mas, sim, sem egoísmo, ficamos abertos para a pessoa e suas necessidades. Assim, a palavra se torna um serviço de amor em prol de alguém que espera por uma palavra de ânimo ou alegria." Anselm Grun, "Não Esqueça o Melhor"

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Amizade verdadeira


"Quando nosso quotidiano é preenchido somente com relacionamentos funcionais, pragmáticos, utilitaristas, ficamos doentes. Nossa vida espiritual pode funcionar, mas já não vai irradiar nada da bondade de Deus e do seu amor para as pessoas. Para a nossa vida espiritual ficar sadia e viva, precisamos ter bons relacionamentos, lúdicos e cheios de calor humano, aos quais dedicamos nosso tempo. Uma amizade verdadeira fecunda também a vida espiritual." - Anselm Grün, em "Não se esqueça do melhor"

domingo, 20 de abril de 2008

Ser Amor

«Estive duas vezes no monte Athos. Lembro-me com prazer da primeira visita há vinte anos. O velho padre nos cumprimentou, a mim e a meu irmão, em Simonos Petras. Não entendemos nada do que ele falava. Mas as mãos que nos estendeu eram tão macias e sensíveis que exalavam amor. E os seus olhos irradiavam tal amor que logo nos sentimos em casa. Então pressenti como uma pessoa pode mudar quando é atravessada por inteiro pelo amor de Deus.
Quando olho tais pessoas que são puro amor lembro-me também de uma velha camponesa em cujo olhar se podia ler amor e misericordiosa doçura. Ela passou por altos e baixos na vida. Não falava muito. Mas em todo o seu ser brilhava um amor que brotava em todos os poros do seu corpo. Dessas pessoas flui um amor que tudo une, Deus, homem e criação. Elas estão em harmonia consigo mesmas e com a sua vida. Elas se amam e se sabem profundamente amadas por Deus. Elas fazem o seu amor fluir para tudo que encontram, para os homens, mas também para os animais e as coisas, que elas tocam amorosamente.
É provável que o leitor também conheça essas pessoas que são preenchidas de amor em todo o seu ser. Perto delas, você se sente em casa, aceite, amado. Mas o que é isso que irradia dessas pessoas? Temos dificuldade quando tentamos definir com mais precisão aquilo a que chamamos amor. Só podemos descrever que o amor é, evidentemente, uma qualidade do sentir, do falar e do agir, uma força que flui de nós, uma irradiação. Nela estão as qualidades da doçura, da bondade, da ternura, da amizade, da mansidão, da alegria. Por fim, estão reunidos no amor todos os frutos do Espírito que Paulo enumera na Epístola aos Gálatas (Gl 5,22s).» - Anselm Grun, "Morar na casa do Amor"

domingo, 10 de fevereiro de 2008

A liberdade do verdadeiro amor



"Todo o ser humano vive as suas experiências de amor. Cada um já amou uma vez e também já foi amado. E experimentou, nesta ocasião, o milagre do amor. Porém,muitas vezes, também viveu o fracasso e as complicações em que o amor pode colocá-lo. O amor, sem sombra de dúvidas, é uma das forças mais poderosas no ser humano; no mínimo, uma força que ninguém pode ignorar. E em todas as experiências de amor, nas bem-sucedidas e nas fracassadas, o ser humano aspira por amor verdadeiro, por um amor que não fira nem destrua, mas que vivifique e enobreça; que não controle e aprisione, mas liberte e abra um espaço para a vida. Na verdade, o ser humano aspira ser amado incondicionalmente em tudo o que é. Ele aspira por um amor que lhe permita viver autenticamente em liberdade."

Anselm Grün - Obra: Abra seu coração para o amor - Ed. Vozes