«Que significa amar?
Amar um ser é esperar nele para sempre.
Amar um ser é não o julgar; julgar um ser é identificá-lo com aquilo que dele se conhece: «Agora, conheço-te. Agora julgo-te. Sei aquilo que vales»... Isto representa matar um ser.
Amar um ser é esperar sempre dele algo de novo, algo de melhor.
Se bem leio no Evangelho, poderei concluir da maneira pela qual Jesus saiu ao encontro dos homens e os amou e enriqueceu, que Ele sempre os considerou crianças, crianças que não haviam crescido convenientemente, que não haviam sido suficientemente amadas.
Cristo nunca os identificou com aquilo que tinham feito até então.
Pensai, por exemplo, em Maria Madalena: Cristo esperava dela algo que ninguém tinha conseguido descobrir e amou-a tanto, perdoou-lhe tão generosamente que dela obteve o amor mais puro e mais fiel e, admirados, todos à sua volta comentavam: «Será possível que ela seja assim?! Tínhamo-la julgado, pensávamos conhecê-la, haviamo-la condenado e tudo porque nunca fora convenientemente amada...»
Cristo amou-a com tal perfeição que a tornou aquilo que os outros, pobres e desconfiados, demasiado avarentos de amor, não tinham sido capazes de suscitar nela.
Cristo aguardava, esperava tudo de toda a gente. Fazia surgir, ao Seu redor, vocações, amizades e generosidades; e todos os que supunham conhecer de longa data aqueles personagens, ficavam atónitos: «Como? Zaqueu tornou-se generoso? Maria Madalena tornou-se pura e fiel? Tomé tornou-se crente? Mateus, o publicano, feito Apóstolo? E todos esses pobres, todos esses pecadores se transformaram em apóstolos e santos?... Como é possível?»
Alguém os tinha amado, tinha acreditado neles.
Alguém não havia repetido o que nós dizemos: «Não há nada a fazer dele, nada se conseguirá. Tentei tudo. Não quero tornar a vê-lo. Não volto a escrever. É perder tempo...»
Cristo foi ao encontro de cada um deles, dizendo: «Só porque não foi amado o bastante é que se tornou assim mau. Se o amassem mais, seria melhor. Se tivessem sido mais delicados, mais generosos, mais afectuosos para com ele, ele teria conseguido libertar-se daquela armadura, daquela carapaça de que se revestiu para não sofrer tanto»...
Louis Evely, em "Fraternidade e Evangelho"
" Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e, de tudo o que se deseja, nada se pode comparar com ela." - Provérbios 8.11
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
AMAR EM FRATERNIDADE

«Que significa amar?
Amar um ser é esperar nele para sempre.
Amar um ser é não o julgar; julgar um ser é identificá-lo com aquilo que dele se conhece. «Agora, conheço-te. Agora julgo-te. Sei aquilo que vales»... Isto representa matar um ser.
Amar um ser é esperar sempre dele algo de novo, algo de melhor.
O que é uma Fraternidade?
É um ambiente onde, graças aos outros, se é mais igual a si próprio, onde se tem necessidade dos outros para se ser autêntico.
Porque os outros esperam algo de nós, acreditam em nós, confiam em nós, atrevemo-nos a mostrar-nos tão bondosos, tão suaves, tão humildes, simples, serviçais e generosos como eles nos incitam a ser.
E nós? Sentimos necessidade de ser vários para sermos nós próprios?
Quando te sentes mais tu mesmo? Quando estás sozinho a remoer as tuas queixas, a ruminar a tua amargura? Ou quando deparaste com uma fraternidade, alguns amigos junto dos quais és muito mais tu mesmo?
Porque eles te estimam e têm confiança em ti e desse modo tu consegues revelar-te tão bondoso, tão delicado, tão generoso e tão alegre quanto de ti depende, tudo aquilo que os outros te impedem habitualmente de ser, porque não acreditam em ti...»
(Louis Evely, em "Fraternidade e Evangelho")
Amar um ser é esperar nele para sempre.
Amar um ser é não o julgar; julgar um ser é identificá-lo com aquilo que dele se conhece. «Agora, conheço-te. Agora julgo-te. Sei aquilo que vales»... Isto representa matar um ser.
Amar um ser é esperar sempre dele algo de novo, algo de melhor.
O que é uma Fraternidade?
É um ambiente onde, graças aos outros, se é mais igual a si próprio, onde se tem necessidade dos outros para se ser autêntico.
Porque os outros esperam algo de nós, acreditam em nós, confiam em nós, atrevemo-nos a mostrar-nos tão bondosos, tão suaves, tão humildes, simples, serviçais e generosos como eles nos incitam a ser.
E nós? Sentimos necessidade de ser vários para sermos nós próprios?
Quando te sentes mais tu mesmo? Quando estás sozinho a remoer as tuas queixas, a ruminar a tua amargura? Ou quando deparaste com uma fraternidade, alguns amigos junto dos quais és muito mais tu mesmo?
Porque eles te estimam e têm confiança em ti e desse modo tu consegues revelar-te tão bondoso, tão delicado, tão generoso e tão alegre quanto de ti depende, tudo aquilo que os outros te impedem habitualmente de ser, porque não acreditam em ti...»
(Louis Evely, em "Fraternidade e Evangelho")
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