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domingo, 26 de dezembro de 2010

NATAL É QUANDO UM HOMEM QUISER



Tu que dormes à noite na calçada do relento 
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento 
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento 
És meu irmão amigo 
És meu irmão 

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme 
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume 
E sofres o Natal da solidão sem um queixume 
És meu irmão amigo 
És meu irmão 

Natal é em Dezembro 
Mas em Maio pode ser 
Natal é em Setembro 
É quando um homem quiser 
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer 
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher 

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar 
Tu que inventas bonecas e combóios de luar 
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar 
És meu irmão amigo 
És meu irmão 

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei 
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei 
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei 
És meu irmão amigo 
És meu irmão 

Natal é em Dezembro 
Mas em Maio pode ser 
Natal é em Setembro 
É quando um homem quiser 
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer 
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

NATAL É LUZ E CALOR!


Desejo do fundo do meu coração,
Um Santo e Abençoado Natal para todos vós!

«Na nossa sociedade faz frio.
E o Natal é luz e calor!
A humanidade enregela sem o Espírito que é fogo.
Contra o frio do egoísmo,
o calor humano.
Contra o frio da ganância, o calor da generosidade.
Contra o frio da indiferença, o fogo da solidariedade.
Contra o frio da solidão, o fogo da proximidade.
Contra o frio do desencanto
, o fogo do ideal.»

(Vasco Pinto de Magalhães, em "Não há soluções. Há caminhos.")

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

UMA NOITE ILUMINADA, A PARTIR DE DENTRO


Um Santo e abençoado Natal para todos vós: amigos, leitores, irmãos.
Sintam-se abraçados fraternalmente.
"É tempo de luzes, de corridas nas lojas e de prendas.
Que qualidade de vida é esta?
Dar presentes ou ser presentes?
Não valeria mais a pena estar presente, dar atenção, dar tempo, dar ouvidos, dar oportunidades, dar-se?
Vamos dar a nós mesmos um espaço para reflectirmos e para nos alegrarmos?
Ou vamos ter mais um Natal de consumo, sem sumo nenhum?"

(Vasco Pinto de Magalhães, em "Não há soluções. Há caminhos")

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Feliz Natal!



Jesus, neste natal encontrar-nos-ás?...

Já houve um dia em que não tiveste lugar nas casas iluminadas da cidade...

Hoje, com as pernas e o Coração a Caminho,
procuro-te nas ruas enfeitadas,
nas luzes, nas montras, nos rostos,
nas mãos carregadas de presentes sem história…


Há passos apressados e sacos cheios de menoridades necessárias
que esvaziam as algibeiras
mas não vejo encherem muito os corações…
Há rostos pesados e cansados
de olhares em sobressalto
entre a mais recente promoção e os últimos nomes da lista…
Há embrulhos, laços, postais, música…

E há as crianças...

Sim, sempre elas, a dar o tom da Alegria
Sem outra preocupação senão descobrir a última novidade
no céu, no semáforo que fica intermitente
ou no rafeiro que está deitado à entrada de um prédio...

Há as crianças...

Porque a alegria da maior parte dos que não são como elas não me convence…
Estão preocupados demais
para poderem estar alegres.
Estão apressados demais
para saborearem os caminhos que percorrem.
Estão ocupados demais
para perguntarem o porquê dos gestos que fazem.


Parece-me que o natal lhes sai dos bolsos
mas não lhes entra no coração!

E depois, sem que se dêem conta,
o natal já passou.
E não ficou…


Porque inventámos um natal
onde ninguém precisa de nascer para que seja NATAL!
Porque já vai longe a lembrança
de que um dia um Menino nasceu,
antes de haver shoppings e cartões de crédito;
num país onde não havia um Pai Natal
que gostasse de andar atrelado a renas;
onde não havia pinheirinhos com luzinhas
nem se cantava Jinglebells…


E, apesar de faltar tudo isso,
consta que houve NATAL…
E hoje,apesar de haver tudo isso,
consta que não há tanto NATAL como as montras dizem…



Rui Santiago, Derrotar Montanhas
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