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domingo, 9 de março de 2008

Deus Procura-te


Hoje, quero partilhar convosco um texto de um escritor que admiro imenso. É um texto retirado de um livro maravilhoso que aconselho vivamente: "O Regresso do Filho Pródigo". Este trecho que escolhi reflecte em parte o que tem sido a minha busca e experiência de Deus. Mas, o que eu considero mais importante neste trecho é o facto de que "Deus é o Pai que anda em busca dos filhos, vela por eles, corre ao seu encontro, os abraça, roga, suplica e anima a que voltem para casa. Por estranho que pareça, Deus deseja encontrar-me tanto, se não mais, do que eu desejo encontrar Deus. Sim, Deus reclama-me tanto como eu a Ele.".
Mas, Deus não se impõe, não pressiona, não oprime. Bem a propósito são as palavras de outro autor cristão que muito estimo: "Deus respeita de modo absoluto a liberdade do ser humano. Ele a criou, e não foi para petrificá-la, ou violentá-la. É por isso que ele jamais grita, nem impõe. Ele sugere, propõe, convida. Ele não diz "Eu quero", mas "Se tu quiseres ... " Expressões como "os mandamentos de Deus" ou "a vontade de Deus" devem, assim, ser tomadas com cuidado, e compreendidas segundo o amor. Deus não repreende: ele deixa esse cuidado à nossa consciência. "Ele é maior que o nosso coração", diz São João na sua primeira carta. Ele fica escondido para não se tornar irresistível.. A sua invisibilidade é uma forma de pudor". - François Varillon


«Ao longo de toda a minha vida tenho lutado por encontrar Deus, por conhecer Deus, por amar a Deus; procurei seguir as directrizes da vida espiritual - orar constantemente, trabalhar pelos outros, ler as Escrituras - e evitei muitas tentações de arranjar desculpas. Falhei muitas vezes, mas voltei sempre a tentar, mesmo quando estive à beira do desespero. Agora pergunto se durante todo este tempo tive ou não suficiente consciência de que Deus andou a procurar encontrar-me, conhecer-me e amar-me.
A questão não é «Como hei-de encontrar Deus?», mas: «Como hei-de deixar que Deus me encontre?». A questão não é «Como posso conhecer Deus?» , mas: «Como posso deixar que Deus me conheça?». Finalmente, a questão não é: «Como vou amar a Deus?», mas: «Como vou deixar-me amar por Deus?».

Deus anda por longe à minha procura, tratando de me encontrar e desejando levar-me para casa. Nas três parábolas em que Jesus responde à pergunta: porque come com os pecadores? , põe a tónica na iniciativa de Deus. Deus é o pastor que vai à procura da ovelha perdida. Deus é a mulher que acende uma candeia, varre a casa e procura por todo o lado até encontrar a moeda perdida. Deus é o Pai que anda em busca dos filhos, vela por eles, corre ao seu encontro, os abraça, roga, suplica e anima a que voltem para casa. Por estranho que pareça, Deus deseja encontrar-me tanto, se não mais, do que eu desejo encontrar Deus. Sim, Deus reclama-me tanto como eu a Ele. Deus não é o patriarca que fica em casa, imóvel, à espera que os filhos voltem para ao pé dele, à espera que peçam desculpa pelo seu comportamento, que peçam perdão e prometam emendar-se. Pelo contrário, abandona a casa sem fazer caso da sua dignidade, corre à procura deles, não quer saber de desculpas e promessas de emenda, e condu-los à mesa magnificamente preparada.»

Henri Nouwen, em "O Regresso do Filho Pródigo"

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Os meus livros II


O Riso de Deus, de António Alçada Baptista

Descrição da editora:"Ao acompanhar a vida de Francisco, o personagem central deste romance, ao longo das suas escolhas, da sua procura - ele que deliberadamente escolheu a via do sonho possível, da busca dos valores mais essenciais -, ao acompanhá-lo ao longo das sua deambulações pelo mundo, pela história, ao sabor dos acasos e encontros, e, muito especialmente, da intimidade de algumas mulheres cúmplices da mesma procura... "

Este é um dos livros que mais me tocou o coração e influenciou a construção da minha personalidade e lapidação da minha sensibilidade; que me ajudou a ver a vida com os olhos do amor, do afecto, da graça, da amizade sincera, profunda, verdadeira.

Faz alguns anos que o li pela primeira vez. Entretanto, já o reli vezes sem conta. Hoje, ao rele-lo, verifico que tenho uma compreensão e uma leitura diferentes de muitas das suas passagens. Creio que hoje compreendo com mais profundidade e intensidade essas passagens, porque vivi experiências, aprendi lições, li e reflecti sobre coisas que me abriram e alargaram a mente e aprofundaram a sensibilidade.
Para mim, hoje, essas passagens têm um significado que não tinham outrora; e o livro tornou-se ao longo dos anos uma chave para o apaziguamento de muitos fantasmas e inquietações, assim como para a compreensão de muitas coisas que se passam dentro e fora de mim. Alguém disse: «Não há no mundo livros que se devam ler, mas somente livros que uma pessoa deve ler em certo momento, em certo lugar, dentro de certas circunstâncias e num certo período da sua vida».
Hoje, sinto mais afinidade e correspondência com o mundo interior do autor. Tenho outra sensibilidade e maturidade. Creio que «...o proveito dos livros depende da sensibilidade do leitor; a ideia ou paixão mais profunda dorme como numa mina enquanto não é descoberta por uma mente e um coração afins
O Riso de Deus é um livro que fala a linguagem do amor, dos afectos. Um livro que nos conduz à descoberta de nós mesmos, do mundo que nos rodeia, do que nos une aos outros e do que dá verdadeiro sentido e signficado ás nossas vidas. Não é um livro com respostas prontas, mas repleto de questões que se nos colocam e fazem reflectir, procurar, duvidar, partir à descoberta.

Partilho convosco alguns trechos significativos:

"Acho que a grande criatividade é aquela que soubermos pôr nos nossos actos: fazer da nossa vida uma obra de arte: pôr na nossa vida a nossa individualidade mais identificada e com um verdadeiro sentido estético na relação com os outros e com o mundo, é a nossa grande criação."

"Amar é uma atitude de compreender e aceitar: é reconhecer os outros e respeitar a sua liberdade."

"Possivelmente, o amor continua a chamar-nos do centro do labirinto e nós anadamos ás voltas sem sermos capazes de o encontrar(...) e talvez seja necessário despojarmo-nos de muitas coisas e tornar a vestir as vestes da inocência para que o amor nos possa ser revelado."

"A letra de Deus nem sempre é decifrável e ninguém conhece a língua em que escreveu a alma humana.Tudo me leva a crer que as marcações que nos deram para o desempenho da vida passam ao lado do caminho por onde os nossos afectos poderiam fluir conforme o que está inscrito no mapa oculto do ser humano(...) Algumas vezes, até parece que a simplicidade emana do andamento da vida e que bastaria um pequeno gesto de espírito para passarmos para o lado de lá de tantas incomodidades que nos fazem viver como se tivéssemos calçado dois números abaixo da forma da alma."

"Procurei analisar o que são as minhas angústias. Creio que são assim uma espécie de reacção a uma forma incómoda que impede o meu desenvolvimento. Como se eu, periodicamente, tivesse que fazer um esforço para alargar o meu espaço, como se o estado do meu projecto interior não fosse cabendo no módulo que estou a usar. Depois de cada depressão sinto que qualquer coisa em mim ficou mais livre. É como se eu estivesse preso com várias cadeias e, depois de atravessar o túnel da depressão, conseguisse libertar-me de uma. Pergunto-me se cada homem não estará aprisionado pelos modelos de comportamento que herdou e se isso não atingirá a própria respiração da sua alma(...) As minhas depressões talvez sejam as minhas metamorfoses: é a maneira que eu tenho de passar de lagarta a crisálida. São etapas de libertação."

domingo, 14 de outubro de 2007

Os meus livros


«Deixa-me dizer-te, meu caro, pode bem acontecer que vás através da vida sem saber que debaixo do teu nariz existe um livro no qual a tua vida é descrita em todo o detalhe. Aquilo do qual nunca te deste conta antes, vais relembrando aos poucos, assim que comeces a ler esse livro, e encontras e descobres... alguns livros tu lês e lês e não lhe consegues encontrar qualquer sentido ou lógica, por mais que tentes. São tão "espertos" que não consegues perceber uma palavra daquilo que dizem... Mas esse livro que talvez esteja logo debaixo do teu nariz, tu lês e sentes-te como se tivesses sido tu próprio a escrevê-lo, tal como - como é que hei-de dizer ? - tal como tivesses tomado posse do teu próprio coração - qualquer que este possa ser - e o tivesse virado do avesso de forma que as pessoas o consigam ver, e descrito com todos os detalhes - tal e qual como ele é! E como isto é simples, meu Deus! Porquê, eu próprio poderia ter escrito este livro! Porquê, de facto, porquê é que eu próprio não escrevi este livro!» - Fiodor Dostoievski, in "Pobre Gente"

«Não há no mundo livros que se devam ler, mas somente livros que uma pessoa deve ler em certo momento, em certo lugar, dentro de certas circunstâncias e num certo período da sua vida»- Lin Yutang

«Um livro não é um livro, mas sim um homem que fala através do livro.» - Alberto Moravia

«Apenas se deveriam ler os livros que nos picam e que nos mordem. Se o livro que lemos não nos desperta como um murro no crânio, para quê lê-lo?» - Franz Kafka


Pode um livro mudar uma vida? Na minha opinião, não! Certo pensador disse: « ...o proveito dos livros depende da sensibilidade do leitor; a ideia ou paixão mais profunda dorme como numa mina enquanto não é descoberta por uma mente e um coração afins.» E eu digo: o proveito dos livros depende daquilo que fazemos do que lemos e aprendemos. O livro em si não muda uma vida. Mas, há livros que despertam em nós a criança adormecida; o aventureiro acomodado; o sonhador intrépido e ousado; o guerreiro determinado a recomeçar a lutar depois de cada batalha perdida...
Há livros que nos dão asas, mas para que servem as asas se tivermos medo de voar? Há livros que nos apontam vários caminhos, mas temos de ser nós a escolher, a optar; devemos ser os autores e protagonistas da nossa história.

«Um belo livro é aquele que semeia em redor os pontos de interrogação» . «A Saga de um Pensador», é precisamente um desses livros. É um livro que nos conduz à interrogação, à reflexão, que deixa muitas questões em aberto e nos estimula a sermos pensadores únicos e não repetidores de ideias de outrem.
Quando acabei de ler o livro fiquei com a sensação de que a tarefa do autor estava cumprida,e que a partir daquele instante teria de ser eu a escrever a minha parte da história. É como disse Josefh Conrad:« O autor só escreve metade do livro. Da outra metade, deve ocupar-se o leitor.»

Augusto Cury não é um romancista de renome, não se destaca pela sua capacidade de criar enredos complexos, ou por uma prosa de fino recorte literário. Augusto Cury é psiquiatra, cientista e psicoterapeuta e este é o seu primeiro romance. O autor tem o dom de reavivar a nossa capacidade de sonhar; de estimular e despertar em nós a ousadia, a coragem, a criatividade; de abrir o leque da inteligência e levar-nos a viajar pelas trajectórias do nosso ser. Eu acredito que este livro é capaz de ressuscitar sonhos, de encorajar e reanimar pessoas deprimidas, desiludidas, angustiadas, carentes de um significado e de um sentido para as suas vidas.
Utilizando uma linguagem poética, simples, cativante e acessível, Cury revela-nos as suas descobertas científicas no âmbito do funcionamento da mente e das funções mais nobres da inteligência. Neste livro concentram-se imensas pérolas de sabedoria de inúmeros pensadores, filósofos, poetas, romancistas, cientistas e, claro, do próprio autor. Mas, dessas pérolas falarei no próximo post. Até breve!

domingo, 17 de junho de 2007

Resposta ao desafio...


Em resposta ao desafio que me foi feito pela Flôr, do blog "O desabrochar de uma simples Flôr" , http://flor-odesabrochar.blogspot.com/ , vou revelar os livros que estou a ler no momento e os que li recentemente.
Em primeiro lugar, é inevitável mencionar a Bíblia Sagrada - é o livro que me acompanha há muitos anos e cuja leitura é sempre estimulante e enriquecedora. Cada leitura, implica uma descoberta de novos significados, sentidos, e um entendimento mais claro dos propósitos de Deus.«Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.» - Hebreus 4, 12


Recentemente, li um livro fascinante, ao qual penso voltar muitas vezes: "O Regresso do Filho Pródigo" de Henri Nouwen. Tenho publicado alguns trechos no meu blog:http://www.seguirjesus.blogspot.com/. O autor descreve assim a causa que deu origem ao livro:" Um encontro aparentemente insignificante com um cartaz em que se via em pormenor de O Regresso do Filho Pródigo de Rembrant, foi para mim o início de uma longa aventura espiritual que me levaria a entender melhor a minha vocação e a cobrar novas forças para viver. Os protagonistas desta aventura são: um quadro do século XVII e o seu autor, uma parábola do séc. I e o seu autor, e um homem do séc. XX à procura do sentido da vida.


Depois de ler este livro, senti necessidade de conhecer outras obras de Henri Nouwen. Neste momento, estou a ler "A Voz Íntima do Amor" -«que foi escrito quando a angústia rondava a porta do autor. O livro é uma espécie de diário onde Henri Nouwen extravasou sentimentos. Mais tarde, ajudou-o a perceber que esse tempo de desespero era o solo fértil para a renovação da esperança. Para os incontáveis homens e mulheres que têm de percorrer a via dolorosa de relações interrompidas ou que sofrem com a perda de uma pessoa amada, este livro, sobre a voz íntima do amor, oferece novo alento.»


"Viver é ser amado" - Henri Nouwen - «Um dia, Fred, um jovem jornalista do New York Times, procurou Henri Nouwen para uma entrevista. O encontro aconteceu, mas, mais importante que a notícia de jornal, foi a amizade que nasceu entre eles. Fred gostava de escrever, mas detestava o tipo de reportagem que fazia: 750 palavras... era o espaço que lhe davam, e mais nada, houvesse ou não razão para deixar o entrevistado falar à vontade. Henri sentiu-lhe a raiva a bailar nos olhos. Simpatizou com ele e ajudou-o a dar um novo rumo à vida. Fruto da amizade de ambos, este livro é também um companheiro e um amigo, para quem o lê.»

"O canto do pássaro" - Anthony Mello. É um conjunto de pequenos contos e parábolas que nos convidam à reflexão e à meditação. Já publiquei algumas neste blog e também no http://seguirjesus.blogspot.com/ «Um pássaro não canta por ter algo a dizer. Canta porque traz a melodia na garganta. As palavras do Mestre não são para ser entendidas, são para ser ouvidas com atenção meditativa, assim como se ouve o vento nas árvores, o marulhar do riacho e o «canto do pássaro».


«A Ditadura da beleza» - Augusto Cury. Atenção mulheres: leiam este livro!
«A bela Sarah sai do seu quarto a cambalear, com os longos cabelos revoltos, os olhos, fundos, o rosto pálido e a respiração entrecortada. A modelo de 16 anos apresenta-se abruptamente aos olhos da mãe, quase irreconhecível, desfalecendo nos seus braços. Aflita, a mãe chama uma ambulância e quando os paramédicos chegam, o coração de Sarah mal se sente, de tão fracos que são os seus batimentos. Sarah choca o mundo com a sua tentativa de suicídio. Apesar de parecer ter uma vida invejável, a jovem debate-se com um problema interior: a obsessão por atingir a beleza física perfeita. Elizabeth, editora de uma conceituada revista feminina, pede ajuda ao psiquiatra Marco Polo (protagonista de A Saga de Um Pensador) e o seu diagnóstico é bem preciso: Sarah, tal como milhares de mulheres e jovens em todo o mundo, sofre da síndrome do PIB – Padrão Inatingível de Beleza. Influenciadas pelo padrão doentio de beleza imposto pelos media, estas mulheres destroem a sua auto-estima e com isso a sua saúde mental e física. É uma autêntica epidemia da ditadura da beleza. Com milhões de livros vendidos no Brasil, Augusto Cury retrata neste novo livro o quotidiano das mulheres que sofrem em silêncio as consequências de uma cruel realidade do mundo moderno: a ditadura da beleza. Através de uma narrativa simples e ao mesmo tempo aliciante, o autor ajuda-nos a compreender que a beleza está nos olhos de quem vê e que cada ser humano é único no palco da existência.»

"O Mestre do Amor" - Augusto Cury. O livro que me faltava para completar a colecção "Análise da Inteligência de Cristo". Mais um livro fascinante, maravilhoso, que nos revela aspectos ímpares da personalidade de Jesus Cristo. «Neste livro, o autor investiga o cerne da mente de Jesus Cristo, principalmente nas suas últimas horas. Ficaremos surpreendidos, assombrados e, por vezes, choraremos ao penetrar nos pensamentos e nas reacções fascinantes que teve quando o seu coração estava a parar e o seu corpo, agonizando. Era de se esperar que dessa vez Ele não brilhasse na sua inteligência, que gritasse, fosse consumido pelo medo, derrotado pela ansiedade e reagisse por instinto como qualquer miserável às portas da morte. Mas ferido, Ele foi ainda mais extraordinário. O Mestre do Amor fez poesia no caos.»

Bem, agora tenho de passar o desafio a três amigos(as). Pode ser uma forma interessante de os conhecermos um pouco melhor. Lanço o desafio a:

1. a Arte das artes(H.K. Merton) - http://artedartes.blogspot.com/
2. Deus em Tudo e Sempre(Maria João) - http://deusemtudoesempre.blogspot.com/
3. por um mundo melhor(Sonia Farmaceutica) - http://blog-mundo-melhor.blogspot.com/