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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A arte de não adoecer

Se não quiser adoecer - "Fale dos seus sentimentos"

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças
como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a
repressão dos sentimentos pode degenerar até em cancro. Então vamos desabafar,
confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O
diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer - "Tome decisões"

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A
indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é
feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder
vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de
doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a
lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que
lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce
existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa
que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que
está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas
de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a
saúde que viver de aparências e fachadas.
São pessoas com muito verniz e
pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos
algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que
não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,
destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é
sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"


Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria
laços profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há
relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste"


O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida
longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom
humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

Dr. Dráuzio Varella

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Sobre a Dor e a prática médica

"Agradeço a Deus pela dor", declarou Paul Brand, com a mais pura sin­ceridade. "Não posso pensar num presente maior para dar aos meus pa­cientes de hanseníase (A lepra ou hanseníase ou mal de Hansen, do nome de Gerhard Hansen, que identificou o agente da doença é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium leprae que afeta os nervos e a pele e que provoca danos severos). "A maioria das pessoas vê a dor como uma inimiga. Porém, como os meus pacientes no leprosário compro­vam, ela força-nos a dar atenção a ameaças a que os nossos corpos estão submetidos. Sem ela, um ataque cardíaco, um derrame, um apêndice rompido ou úlceras estomacais aconteceriam sem aviso. Quem iria visi­tar um médico se não estivesse sentindo dor? Notei que os sintomas dos quais reclamavam os meus doentes eram, na verdade, uma prova da cura que o próprio corpo estava promoven­do. De modo geral, todas as reacções dos nossos corpos que vemos com irritação ou nojo - bolhas, calos, inchaços, febre, espirro, tosse, vómito e, especialmente, a dor - demonstram um reflexo em direcção à cura. Em todas essas coisas, normalmente consideradas como nossas inimigas, podemos encontrar uma razão para sermos agradecidos.

Paul Brand expressou o princípio orientador da sua carreira médica da seguinte maneira: "O bem mais precioso do ser humano é o seu espí­rito, seu desejo de viver, seu senso de dignidade, sua personalidade. Embora possamos ser descritos em termos de tendões, ossos e termina­ções nervosas, jamais devemos perder de vista a pessoa que estamos tratando".

Um doente tratado por Paul Brand disse:"Digo-lhe que sou feliz por ter tido esta doença". Perguntei, incrédulo: "Feliz?" Ele respondeu-me: "Sim. Se não fosse a hanseníase, eu teria sido um homem normal, com uma família normal, em busca da riqueza e duma posição mais alta na socieda­de. Nunca teria conhecido pessoas tão maravilhosas quanto o Dr. Paul Brand e a Dra. Margaret, e jamais teria conhecido o Deus que vive neles".

"Nunca ganhei muito dinheiro com a Medicina, especialmente em fun­ção dos lugares onde a pratiquei. Mas digo-lhe que, olhando para trás, para uma vida toda dedicada à cirurgia, vejo que a multidão de ami­gos que um dia foram meus pacientes traz-me mais alegria do que qualquer riqueza poderia dar. Encontrei-os pela primeira vez quando eles estavam sofrendo e com medo. Como seu médico, compartilhei a sua dor. Agora que estou velho, é o seu amor e a sua gratidão que ilumi­nam o caminho da minha vida. É estranho. Aqueles de nós que se en­volvem com lugares em que existe o maior sofrimento olham para trás surpresos por descobrir que ali foi o lugar onde conheceram a realidade da alegria.

"Para aprender como Deus vê o sofrimento neste planeta, precisa­mos apenas olhar para a face de Jesus nos momentos em que ele se move entre os paralíticos, as viúvas e os leprosos. Ao contrário de muitos da sua época, Jesus mostrava uma ternura incomum para com aqueles que tinham um histórico de pecados sexuais - veja como ele age com a mu­lher samaritana no poço, ou com aquela de má reputação que lavou os seus pés com os seus cabelos, ou com a mulher flagrada em adultério. Em Jesus, disse Donne, temos um grande Médico que "conhece as nossas en­fermidades naturais, pois ele as teve, e sabe o peso dos nossos pecados, pois ele pagou um alto preço por eles".

Philip Yancey - "Alma Sobrevivente"

domingo, 25 de março de 2007

Revolução na Sáude (parte 2)


O tratamento a que Lezaeta se submeteu produziu um efeito inesperado. As defesas naturais do seu organismo reactivaram-se e manifestaram-se através de diversas reacções orgânicas. Ele conta-nos: " Antes de quinze dias de aplicação deste tratamento, abriu-se-me um horizonte de felicidade e bem-estar desconhecidos, mas, ao mesmo tempo, aparecia um abundante fluxo uretral que os médicos me haviam «curado» anteriormente, impedindo a sua expulsão do corpo e obrigando este a reter essas matérias corrompidas que me causaram inflamação prostática, aperto da uretra e até retenção da urina. Também se me incharam os gânglios das virilhas, axilas e pescoço, aparecendo também erupções e chagas em todo o corpo." Com estes sintomas alarmantes, Lezaeta dirigiu-se de novo à consulta e disse ao padre Tadeo: " Estou apodrecido, Padre, veja o que se passa..." " Estás salvo, agora vais expulsar a doença que os médicos te lançaram no sangue ", foi a sua resposta.
Perante estes factos, Lezaeta compreendeu que as drogas eram incapazes de devolver a Saúde perdida e que esta só podia manter-se e recuperar-se mediante a acção dos elementos vitais que a Natureza oferece com o ar, a luz, o sol, a água, a terra e os alimentos naturais. Ele tomou então a decisão de dedicar a sua vida inteira ao estudo, prática e difusão da verdade no que respeita à Saúde. Estudou as obras de vários mestres da Saúde natural, nomeadamente Louis Kuhne, Rikli, Just e Priessnitz. Contudo, não encontrou nestes mestres a Doutrina Filosófica que explicasse a recuperação da sua Saúde e reunisse os princípios e teorias por eles expostos. Alguns anos mais tarde, porém, viu recompensados os seus esforços com o conhecimento da Iridologia. Com base nas suas observações e experiências e no exame da íris de milhares de doentes durante mais de 40 anos, descobriu, comprovou e consolidou a sua Doutrina Térmica. Durante toda a sua vida defendeu esta Doutrina e viveu de acordo com os seus princípios até ao último suspiro. Foi um homem lúcido, coerente, sincero, dedicado, honesto, determinado, corajoso, fiel à sua consciência, mesmo diante dos fortes ataques e das críticas preconceituosas que teve de enfrentar.

Revolução na Saúde


Manuel Lezaeta Acharán. Filósofo da saúde, descobridor da Doutrina Térmica.(17 de junho de 1881 - 24 de Setembro de 1959)
Quero prestar aqui a minha sincera e sentida homenagem a este homem que revolucionou a história da Saúde e da medicina natural. Considero importante dar a conhecer a sua vida, as suas descobertas, experiências, conceitos, ideias...
O retrato que traço é baseado nos livros que ele escreveu e nas notas biográficas escritas pelo seu filho, Rafael Lezaeta, no livro "A Sáude pela Natureza".
Hoje , vou abordar um pouco da sua história de vida e revelar as circunstâncias que o levaram a enveredar por um caminho totalmente diferente daquele que ele imaginara para a sua vida. Como ele concebeu a "Doutrina térmica da saúde"? Decorria o ano de 1899 quando entrou na Escola de Medicina da Universidade do Chile. Teve mestres e professores ilustres e conceituados. Durante os seus estudos foi vítima das chamadas doenças sociais e viu-se obrigado a interromper os estudos médicos, os quais jamais viria a retomar em virtude de reconhecer o fracasso da medicina para restabelecer a Saúde. Ele mesmo escreve: " Durante alguns anos fui tratado por professores e especialistas de Santiago, com cujos dispendiosos tratamentos só consegui agravar as minhas doenças que se foram complicando de ano para ano." Resignado dos seus males decidiu passar uma temporada numa pequena povoação do sul do Chile e, quando se preparava para regressar à capital, foi abordado por um monge que se cruzou com ele à saída do hotel onde estava hospedado e como ele próprio conta: " ...olhando-me fixamente interrogou-me:«Vieste para me ver?» -Não, padre, respondi. «Anda à minha consulta, porque estás muito doente», continuou ele. Era o Padre Tadeo que, sem procurá-lo, a Divina Providência punha no meu caminho para me salvar a vida."
Ele foi à consulta do padre que, ao observá-lo, disse: " Dá graças a Deus de estar aqui, porque estás tão doente que, se não seguires o meu tratamento vais morrer em breve." Lezaeta tinha plena consciência do seu estado e sentia que piorava de dia para dia. Apesar disso, manifestou ao padre que tinha em seu poder atestados médicos dos seus professores que comprovavam a ausência de micróbios da infecção sifilítica e que era apenas vítima de neurastenia. Mas, o padre não estava de acordo e garantiu-lhe que a doença estava no seu sangue.
Lezaeta escreve: " Recebi a «receita» que prescrevia passeios descalço pelo orvalho da relva ao nascer do sol, fricções e duches de água fria a determinadas horas; enfaixamentos húmidos a todo o corpo alternando com banhos de vapor de caixa, excursões com subidas de montanhas, etc, etc."
Ainda que lhe parecesse difícil que pudesse recuperar a saúde perdida com estas práticas originais, Lezaeta submeteu-se a elas com " pontualidade e constância."
Qual foi o resultado? Que mudanças ocorreram no seu organismo? Recuperou a Saúde perdida? Num próximo post irei responder a estas questões.