"Capacidade de sofrer, para mim, significa saber permanecer no sofrimento a fim de procurar o seu significado. Permanecer aí o tempo suficiente para poder descobrir quem se é verdadeiramente.(...)
Saber viver significa saber estar no sofrimento para aprender a sair dele. (...)
Poderá parecer-vos estranho, mas julgo que saber sofrer significa saber que o sofrimento faz parte da vida.
Por definição.
Irremediavelmente.
De forma inevitável.
Só esta sociedade competitiva nos leva a acreditar que a vida só o é verdadeiramente quando se vence, quando não se sofre. Tanto é assim, que quem não alcança algum tipo de êxito se sente frustrado, irrealizado, deprimido, não importante, não vivo.
Nos dias de hoje, a nossa identidade é construída sobre os êxitos que alcançamos, sobre aquilo que possuímos, sobre o dinheiro, o sexo, a glória; sobretudo, sobre a imagem que damos de nós mesmos. (...)
Para mim, os êxitos têm tanto valor como as derrotas.
Importante, vital, é dar-lhes sentido.
Se eu tiver um êxito, dar-lhe-ei sentido, se viver uma derrota, dar-lhe-ei sentido.
Eu existo porque sou.
Os êxitos e as derrotas são partes integrantes do meu caminho pessoal sobre a terra. Nada mais. São momentos úteis para compreender melhor o sentido da minha viagem terrena, para reduzir o meu apego ao mundo. »
Valerio Albisetti, em "Viagem da Vida"
" Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e, de tudo o que se deseja, nada se pode comparar com ela." - Provérbios 8.11
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
DO SOFRIMENTO À PAZ

Eu andava por um caminho atapetado da relva, e de repente ouvi uma voz atrás de mim: “Olha para ver se me reconheces!”
Voltei-me, olhei para ela, e disse: “Não consigo me lembrar do teu nome!”
Ela continuou: “Eu sou a primeira grande Dor que tiveste quando jovem”.
Os olhos dela pareciam a manhã em que o orvalho ainda paira no ar.
Fiquei em silêncio algum tempo, e depois lhe perguntei: “Perdeste aquele imenso fardo de lágrimas?”
Ela sorriu, sem responder, e eu compreendi que as suas lágrimas haviam tido Tempo de aprender a linguagem do sorriso. Depois, suspirando, acrescentou:
“Certa vez disseste que irias acariciar a tua tristeza para sempre...”
Corando, eu respondi: “Sim, mas passaram-se anos e acabei esquecendo”.
Então eu tomei as mãos dela nas minhas, e lhe disse: “Mas também tu mudaste muito”.
Ela respondeu: “O que antes era sofrimento, agora se transformou em paz.»
Voltei-me, olhei para ela, e disse: “Não consigo me lembrar do teu nome!”
Ela continuou: “Eu sou a primeira grande Dor que tiveste quando jovem”.
Os olhos dela pareciam a manhã em que o orvalho ainda paira no ar.
Fiquei em silêncio algum tempo, e depois lhe perguntei: “Perdeste aquele imenso fardo de lágrimas?”
Ela sorriu, sem responder, e eu compreendi que as suas lágrimas haviam tido Tempo de aprender a linguagem do sorriso. Depois, suspirando, acrescentou:
“Certa vez disseste que irias acariciar a tua tristeza para sempre...”
Corando, eu respondi: “Sim, mas passaram-se anos e acabei esquecendo”.
Então eu tomei as mãos dela nas minhas, e lhe disse: “Mas também tu mudaste muito”.
Ela respondeu: “O que antes era sofrimento, agora se transformou em paz.»
Rabindranath Tagore, em "Livro Estesia"
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
PACIÊNCIA, PACIÊNCIA...
«Não atribuir às coisas mais significado do que elas já assumem naturalmente; não ver o sofrimento de fora, não medi-lo e chamá-lo grande: o "grande sofri-mento"...
Pois você não sabe se o seu coração não terá crescido com ele, se essa imensa fadiga não é o crescimento do coração.
Paciência, paciência, e não julgar no sofrimento, jamais julgar enquanto ele estiver sobre nós. Não temos uma medida para ele, fazemos comparações e exageramos.»
Rainer Maria Rilke
Pois você não sabe se o seu coração não terá crescido com ele, se essa imensa fadiga não é o crescimento do coração.
Paciência, paciência, e não julgar no sofrimento, jamais julgar enquanto ele estiver sobre nós. Não temos uma medida para ele, fazemos comparações e exageramos.»
Rainer Maria Rilke
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