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sábado, 14 de abril de 2007

Para o meu grande amor...


Amor, terno amor...

Este é o tempo de amar;

Aqui e agora...

Tempo de nos darmos,

De nos fundirmos na nossa essência mais profunda.

Tempo luminoso e sereno;

Tempo que se renova e perpetua;

Tempo de luz e esplendor;

Tempo que não se move e não se sente.


Amor, doce amor...

Que é o Amor?

Quem sou?

Quem és?

Quem fomos?

Quem somos e quem seremos?


Manhãs serenas, luminosas...

O nosso amor tudo mudou;

Dentro de nós, fora de nós...

Que alegria é esta?

Que magia nos transcende e encanta?

Quem desvenda o mistério dos laços que nos unem?


Dentro de mim brilha a luz

Que vem de ti ou do Amor?

Esta luz tem de brilhar

E iluminar sempre o nosso caminho.


Sinto-te dentro de mim.

Sou um pouco de ti no melhor de mim.

Se tu és o Amor,

Então eu serei o Amor;

E o Amor seremos nós

Neste tempo presente

Que nos cabe viver.


A muitos nada lhes basta.

Que nunca te baste o amor;

Não tanto o que recebes como o que me dás.

segunda-feira, 26 de março de 2007

É isto o amor?



Fui buscar ao baú os meus antigos cadernos de poemas. Versos que escrevi, sobretudo ao longo da minha adolescência, e que guardo secretamente. Gosto de rele-los, são uma parte de mim. Aprendi a gostar de poesia graças a um amigo que me emprestou um livro do Fernando Pessoa, o poeta que mais me influenciou e que me inspirou na criação dos meus próprios heterónimos. Hoje, decidi resgatar um desses heterónimos e, a partir de agora, irei partilhar alguns poemas que escrevi na pele deste heterónimo(Roberto Dunas), mas não só...


Traz no olhar a alegria que sente

No sorriso o auge da primavera

Quando a vê meu coração pressente

Todos os mistérios que encerra.


Transporto-a para um sonho

Onde ela é minha sem o ser.

Caminho feliz e risonho,

Porque ela é minha sem o saber.


Mesmo no meu sonho de luz e esplendor

Nunca a desejei, nunca a beijei...

Não sei se é isto o amor,

Nem sei se alguma vez amei.


Toda a minha vida sonhei, sonhei...

Dos sonhos a minha realidade fiz.

Se me dizem que nunca amei,

Digo-lhes que fui feliz...sou feliz!
Roberto Dunas

domingo, 25 de março de 2007

Saudade

Que frias saudades eu sinto
Do calor das tuas mãos.
Quando entrelaçadas nas minhas
Emanavam um calor espiritual,
Que me revigorava a alma
Exausta de inúteis pensamentos.

Tu chegavas de surpresa
E cobrias-me de afecto;
Beijos subtis, ternurentos...

(Eu amava-te tanto!)
Nunca aprendi a retribuir
Toda a pureza afectuosa
Com que me abraçavas e beijavas
Na mais sublime expressão
Dos teus puros sentimentos.

Que falta eu sinto de ti
Nestas tardes de pura melancolia.

Sem a simplicidade do teu amor,
Perco-me nos labirintos da minha mente,
Nos múltiplos caminhos da razão.

Vem, regressa da forma como partiste;
Discreta, simples, etérea...
Entra pela humilde porta do meu ser
Envolto em melancolia e desencanto;
Inunda-me de luz e esperança...
Dá-me calorosamente as tuas mãos
Para que eu possa renascer
Das cinzas da tua ausência,
Para que volte a naufragar
No mar de emoções que me despertas.