sábado, 30 de junho de 2007

Como mudar o mundo


Eis o que conta, de si mesmo.
O sufi Bayazid: «Na juventude,
eu era um revolucionário e rezava assim:
Dai-me energia, ó Deus, para mudar o mundo!».

Mas notei, ao chegar à meia-idade,
que metade da vida já passara
sem que eu tivesse mudado homem algum.
Então, mudei a minha oração, dizendo a Deus:
«Dai-me a graça, Senhor, de transformar
os que vivem comigo, dia a dia,
como sejam a família e os amigos;
e com isto eu já fico satisfeito...».

Agora que sou velho e com os dias contados,
percebo bem quanto fui tolo ao rezar assim.
A minha oração, agora, é apenas esta:
«Dai-me a graça, Senhor,
de me mudar a mim mesmo.
Se eu tivesse rezado assim, desde o princípio,
não teria esbanjado a minha vida».

O canto do pássaro, Anthony de Mello

quinta-feira, 28 de junho de 2007

As 7 Maravilhas da Blogosfera


Hoje, ao visitar alguns blogs da minha preferência, tomei conhecimento de uma iniciativa muito interessante, e à qual decidi aderir. A iniciativa partiu do blog O Sentido das Coisas e consiste num concurso para a eleição dos 7 melhores blogs. Cada blog/blogger deve nomear 7 blogs.


Eis o regulamento do concurso:

1. Podem participar na votação todos os bloggers que mantenham blogues activos há mais de um mês [os outros esperem por outra ideia brilhante que alguém irá ter].
2. Cada blogger deverá referenciar sete nomes de blogs. A cada menção corresponde um 1 voto.
3. Cada blogger só poderá votar uma vez, e deverá publicar as suas menções no seu blog [da forma que melhor lhe aprouver], enviando-as posteriormente para o seguinte e-mail: 7.maravilhas.blogoesfera@gmail.com. No e-mail, para além da escolha, deverão indicar o link para o post onde efectuaram as nomeações. A data limite para a publicação e envio das votações é dia: 01/07/2007.
4. De forma a reduzir alguns constrangimentos [e desplantes], e evitar algumas cortesias desnecessárias, também são considerados votos nulos:
- Os votos dos blogger(s) em si próprio(s) ou no(s) blogue(s) em que participa(m);
- Os votos no blog O Sentido das Coisas.

No dia 7.7.2007 serão anunciados os vencedores e disponibilizadas todas as votações.

Aqui ficam as minhas nomeações:

O desabrochar de uma simples Flôr - http://flor-odesabrochar.blogspot.com/
Palavras de Sabedoria - http://medubi.blogs.sapo.pt/
O Senhor é a minha força - http://marlenemaravilha.blogspot.com/


A ovelha perdida


Uma ovelha encontrou um buraco na cerca
e, fugiu por ele, satisfeita por se ver,
assim, em liberdade.

Caminhou muito tempo e perdeu o caminho
de volta para casa. Só então percebeu
que um lobo faminto a seguia de perto.
A ovelhinha começou a correr e o lobo
correu também;
até que, de repente, chegaram os pastores
e salvando-a da fera, levaram-na para casa,
com muito carinho.

Mas, apesar do conselho de amigos
que viram como foi,
o pastor recusava fechar o buraco
da cerca por onde a ovelhinha fugira.


O canto do pássaro, Anthony de Mello

terça-feira, 26 de junho de 2007

Categorias coloridas


Um Padre, certo dia, perguntava a um grupo de crianças, numa turma:«Se os homens bons, no mundo, fossem brancos e fossem negras as pessoas más, cada um de vós que estão aqui, que cor teriam?».

E a pequena Maria respondeu:«Acho que eu seria às riscas...».


********************************


Certo homem procurava uma igreja para rezar e, na que encontrou, o pregador orava com o seu povo. E, diziam eles, mais ou menos assim:«Deixámos de fazer aquelas coisas que era nosso dever realizar; ao contrário, fizemos muitas coisas que jamais devíamos ter feito».Ouvindo isto, aquele homem suspirou e, com grande alívio, disse para consigo:«Encontrei, finalmente, o meu lugar».



O canto do pássaro, Anthony de Mello

Onde está a diferença?


Uma mãe com um bébé nos braços, entrou num consultório médico e, diante do médico, começou a lamentar-se:– «Doutor, o senhor precisa de me ajudar num problema muito sério. Este meu bébé ainda não completou um ano e estou grávida de novo! Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas sim num espaço grande entre um e outro».

O médico pergunta:– «Muito bem... e o que a senhora quer que eu faça?»

A mulher, já esperançosa, respondeu:– «Desejo interromper esta gravidez e quero contar com a sua ajuda.»

O médico pensou alguns minutos e disse para a mulher:– «Acho que tenho uma melhor opção para solucionar o problema e é menos perigoso para a senhora.»

A mulher sorria, certa que o médico aceitara o seu pedido, quando o ouviu dizer:

– «Veja bem, minha senhora... para não ficar com dois bébés em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está nos seus braços. Assim, o outro poderá nascer... Se o caso é matar, não há diferença para mim entre um e outro. Até porque sacrificar o que a senhora tem nos braços é mais fácil e a senhora não corre nenhum risco.»

A mulher apavorou-se:–«Que horror!!! Matar uma criança é crime!!! É infanticídio!!!».

O médico sorriu e, depois de algumas considerações, mostrou à mãe que não existe a menor diferença entre matar uma criança ainda por nascer (mas que já vive no seio materno) e uma já crescida. O crime é exactamente o mesmo.

sábado, 23 de junho de 2007

Somente amar...

Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas me pareciam
as pequenas satisfações que a vida me dava,
tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte
das alegrias da vida.
Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo.
O dinheiro não era nada, o poder não era nada.
Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.
A beleza não era nada.
Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar da sua beleza.
Também a saúde não contava tanto assim.
Cada um tem a saúde que sente.
Havia doentes cheios de vontade de viver
e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.
A felicidade é amor, só isto.
Feliz é quem sabe amar.
Feliz é quem pode amar muito.
Mas amar e desejar não é a mesma coisa.
O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.
O amor não quer possuir.
O amor quer somente amar.

(Hermann Hesse)

Um dia de pobre...

«Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.» - Mateus 18, 3

«Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração. A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz...» - Mateus 6, 21-22

Certo dia, um pai de uma família muito rica levou o seu filho numa viagem pelo interior do país com o firme propósito de lhe mostrar o quanto as pessoas podem ser pobres. Eles passaram um dia e uma noite na casa de uma família muito pobre. Quando regressaram da viagem, o pai perguntou:
-«Como foi a viagem?»
-«Muito boa, Pai!»
-«Meu filho, viste como as pessoas pobres vivem?»
-«Sim.»
-«E o que aprendeste?»
O filho respondeu: -«Eu vi que nós temos um cão em casa; eles têm quatro! Nós temos uma piscina que chega ao meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim! Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz; eles têm as estrelas e a lua! O nosso quintal vai até ao portão de entrada; eles têm uma floresta inteira! Quando o pequeno menino estava a acabar de responder, o pai ficou estupefacto.
E o filho acrescentou:- «Obrigado, pai, por me mostrar o quão "pobres" nós somos!»

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Post de Ouro


Diariamente, reservo um tempinho para visitar os meus blogs predilectos, assim como outros que vou descobrindo durante essas visitas, ou por intermédio de amigos. Tenho lido muitos posts interessantes, mas claro que há sempre aqueles que são especiais; que me fazem reflectir, que me comovem, encantam ou fazem rir. São pensamentos, reflexões, poemas ou pequenas histórias que me tocam o coração pela sua sensibilidade, ternura, beleza, profundidade, riqueza de sentimentos, sabedoria...

Gosto de compartilhar essas pérolas de sabedoria que vou descobrindo, com os meus amigos e conhecidos. Hoje, tive a ideia de criar uma espécie de galardão que pretendo atribuir aos melhores posts que vou lendo nas minhas deambulações pela blogsfera. Este prémio também é uma forma de agradecer ás pessoas que partilham connosco o que lhes vai na alma. Há posts que nos encantam, comovem, enriquecem e iluminam... São um ponto de luz que brilha na escuridão do mundo. E como disse Jesus:«Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos» - Mateus 5, 14-15

O primeiro post ao qual vou atribuir o galardão "Post de Ouro" é primoroso, enternecedor e recheado de ensinamentos para reflectir e reter. Provavelmente, vão julgá-lo demasiado extenso, e isso poderá desmotivar alguns para a sua leitura. Mas, eu peço-vos que se sentem calmamente, relaxem e leiam com atenção, concentração e total disponibilidade mental e espiritual.
O Post intitula-se: «Recado da Mafalda ao mundo dos Adultos», foi escrito por Rui Santiago do blog - derrotar montanhas. Cliquem no link e surpreendam-se, encantem-se:
Gostaria que todos os meus visitantes escolhessem um post de que gostem particularmente e lhe atribuissem o galardão "Post de Ouro". Obrigado!

domingo, 17 de junho de 2007

Resposta ao desafio...


Em resposta ao desafio que me foi feito pela Flôr, do blog "O desabrochar de uma simples Flôr" , http://flor-odesabrochar.blogspot.com/ , vou revelar os livros que estou a ler no momento e os que li recentemente.
Em primeiro lugar, é inevitável mencionar a Bíblia Sagrada - é o livro que me acompanha há muitos anos e cuja leitura é sempre estimulante e enriquecedora. Cada leitura, implica uma descoberta de novos significados, sentidos, e um entendimento mais claro dos propósitos de Deus.«Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.» - Hebreus 4, 12


Recentemente, li um livro fascinante, ao qual penso voltar muitas vezes: "O Regresso do Filho Pródigo" de Henri Nouwen. Tenho publicado alguns trechos no meu blog:http://www.seguirjesus.blogspot.com/. O autor descreve assim a causa que deu origem ao livro:" Um encontro aparentemente insignificante com um cartaz em que se via em pormenor de O Regresso do Filho Pródigo de Rembrant, foi para mim o início de uma longa aventura espiritual que me levaria a entender melhor a minha vocação e a cobrar novas forças para viver. Os protagonistas desta aventura são: um quadro do século XVII e o seu autor, uma parábola do séc. I e o seu autor, e um homem do séc. XX à procura do sentido da vida.


Depois de ler este livro, senti necessidade de conhecer outras obras de Henri Nouwen. Neste momento, estou a ler "A Voz Íntima do Amor" -«que foi escrito quando a angústia rondava a porta do autor. O livro é uma espécie de diário onde Henri Nouwen extravasou sentimentos. Mais tarde, ajudou-o a perceber que esse tempo de desespero era o solo fértil para a renovação da esperança. Para os incontáveis homens e mulheres que têm de percorrer a via dolorosa de relações interrompidas ou que sofrem com a perda de uma pessoa amada, este livro, sobre a voz íntima do amor, oferece novo alento.»


"Viver é ser amado" - Henri Nouwen - «Um dia, Fred, um jovem jornalista do New York Times, procurou Henri Nouwen para uma entrevista. O encontro aconteceu, mas, mais importante que a notícia de jornal, foi a amizade que nasceu entre eles. Fred gostava de escrever, mas detestava o tipo de reportagem que fazia: 750 palavras... era o espaço que lhe davam, e mais nada, houvesse ou não razão para deixar o entrevistado falar à vontade. Henri sentiu-lhe a raiva a bailar nos olhos. Simpatizou com ele e ajudou-o a dar um novo rumo à vida. Fruto da amizade de ambos, este livro é também um companheiro e um amigo, para quem o lê.»

"O canto do pássaro" - Anthony Mello. É um conjunto de pequenos contos e parábolas que nos convidam à reflexão e à meditação. Já publiquei algumas neste blog e também no http://seguirjesus.blogspot.com/ «Um pássaro não canta por ter algo a dizer. Canta porque traz a melodia na garganta. As palavras do Mestre não são para ser entendidas, são para ser ouvidas com atenção meditativa, assim como se ouve o vento nas árvores, o marulhar do riacho e o «canto do pássaro».


«A Ditadura da beleza» - Augusto Cury. Atenção mulheres: leiam este livro!
«A bela Sarah sai do seu quarto a cambalear, com os longos cabelos revoltos, os olhos, fundos, o rosto pálido e a respiração entrecortada. A modelo de 16 anos apresenta-se abruptamente aos olhos da mãe, quase irreconhecível, desfalecendo nos seus braços. Aflita, a mãe chama uma ambulância e quando os paramédicos chegam, o coração de Sarah mal se sente, de tão fracos que são os seus batimentos. Sarah choca o mundo com a sua tentativa de suicídio. Apesar de parecer ter uma vida invejável, a jovem debate-se com um problema interior: a obsessão por atingir a beleza física perfeita. Elizabeth, editora de uma conceituada revista feminina, pede ajuda ao psiquiatra Marco Polo (protagonista de A Saga de Um Pensador) e o seu diagnóstico é bem preciso: Sarah, tal como milhares de mulheres e jovens em todo o mundo, sofre da síndrome do PIB – Padrão Inatingível de Beleza. Influenciadas pelo padrão doentio de beleza imposto pelos media, estas mulheres destroem a sua auto-estima e com isso a sua saúde mental e física. É uma autêntica epidemia da ditadura da beleza. Com milhões de livros vendidos no Brasil, Augusto Cury retrata neste novo livro o quotidiano das mulheres que sofrem em silêncio as consequências de uma cruel realidade do mundo moderno: a ditadura da beleza. Através de uma narrativa simples e ao mesmo tempo aliciante, o autor ajuda-nos a compreender que a beleza está nos olhos de quem vê e que cada ser humano é único no palco da existência.»

"O Mestre do Amor" - Augusto Cury. O livro que me faltava para completar a colecção "Análise da Inteligência de Cristo". Mais um livro fascinante, maravilhoso, que nos revela aspectos ímpares da personalidade de Jesus Cristo. «Neste livro, o autor investiga o cerne da mente de Jesus Cristo, principalmente nas suas últimas horas. Ficaremos surpreendidos, assombrados e, por vezes, choraremos ao penetrar nos pensamentos e nas reacções fascinantes que teve quando o seu coração estava a parar e o seu corpo, agonizando. Era de se esperar que dessa vez Ele não brilhasse na sua inteligência, que gritasse, fosse consumido pelo medo, derrotado pela ansiedade e reagisse por instinto como qualquer miserável às portas da morte. Mas ferido, Ele foi ainda mais extraordinário. O Mestre do Amor fez poesia no caos.»

Bem, agora tenho de passar o desafio a três amigos(as). Pode ser uma forma interessante de os conhecermos um pouco melhor. Lanço o desafio a:

1. a Arte das artes(H.K. Merton) - http://artedartes.blogspot.com/
2. Deus em Tudo e Sempre(Maria João) - http://deusemtudoesempre.blogspot.com/
3. por um mundo melhor(Sonia Farmaceutica) - http://blog-mundo-melhor.blogspot.com/

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Sobre a Amizade...

«Dentro de mim soa uma melodia quando chega um amigo, e é essa melodia que me torna feliz.Quando o amigo parte, fico cheio da sua música, e essas melodias não se esgotam, porque em cada pessoa produz-se uma melodia diferente, que também nos torna felizes e enriquece nossa harmonia.Talvez haja uma melodia ou várias que me agradem de maneira particular, mas não me apego a elas: de facto são agradáveis, quer estejam ou não comigo, pois não tenho a enfermidade da nostalgia.Estou tão feliz que não sinto falta de coisa alguma. A verdade é que não posso sentir a falta de um amigo porque tenho a sua presença comigo. Se sentisse a sua falta, estaria reconhecendo que, quando ele partiu, teria deixado um vazio no meu peito. Pobre de mim, se cada vez que uma pessoa querida partisse, minha orquestra deixasse de tocar!»

Anthony de Mello

terça-feira, 12 de junho de 2007

Rótulos


A nossa vida é como uma garrafa
de vinho generoso. Há quem
fique satisfeito só de ler o rótulo;
outros precisam de provar o conteúdo.

Buda, um dia, mostrou aos seus discípulos
uma flor e pediu-lhes que disessem
uma coisa qualquer a seu respeito.
Olharam, (em silêncio), para a flor
durante algum tempo e, logo, um deles
fez sobre ela uma erudita prelecção.

Um outro dedicou-lhes uma poesia
e um terceiro compôs uma parábola,
tentando cada qual sobrepujar,
em arte e profundeza, o seu colega.
Mahakashyap, porém, olhou a flor,
sorriu silencioso... e nada disse.

Apenas ele foi capaz de ver a flor!

Fabricantes de rótulos! Ah, se eu pudesse «saborear» um pássaro, uma flor, uma árvore, um rosto humano!
Infelizmente, porém, não tenho tempo! Ando ocupado demais em ler os rótulos e em produzir alguns da minha própria autoria. E assim, nunca me deixo inebriar com este vinho!

O canto do pássaro
de Anthony de Mello

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Pensamento da semana

"Nada é mais perigoso que um bom conselho acompanhado de um mau exemplo." (Autor desconhecido)

domingo, 10 de junho de 2007

O que é educar?


Educar é produzir um homem feliz e sábio. Educar é produzir um homem que ama o espectáculo da vida. Desse amor, emana a fonte da inteligência. Educar é produzir uma sinfonia em que rimam dois mundos: o das ideias e o das emoções.

Há dois tipos de educação: a que informa e a que forma. A educação que informa ensina o homem a conhecer o mundo em que habita; a educação que forma vai além, ensina-o também a conhecer o mundo que ele é.


O Mestre do amor
de Augusto Cury

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Os entendidos

« Naquele tempo falou Jesus, dizendo: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.» - Mateus 11, 25

Um homem que pensavam estar morto
foi levado por amigos, ao sepulcro.
Ao baixá-lo, porém, à sepultura,
o defunto reviveu e começou
a esmurrar a tampa do caixão.
Abriram o caixão e o homem sentou-se:
«Que estão vocês a fazer?- perguntou à multidão.
Não estou morto; vejam!, estou bem vivo!».
Houve espanto e silêncio perante isto.
E, disse, peremptório, um dos presentes:
«O médico e o Padre, caro amigo,
declararam que você já estava morto,
e os entendidos, sabe, não se enganam».
Fecharam, novamente, o seu caixão...
e, com respeito solene, o sepulturam.
O canto do Pássaro
de Anthony de Mello

quinta-feira, 7 de junho de 2007

O explorador


Ao meu amigo de além-mar - H.K. Merton

Voltou o explorador para o seu povo
que o esperava ansioso por saber
tudo sobre o Amazonas. Entretanto,
com que termos podia ele exprimir
todos os sentimentos que inundaram
o seu coração, quando viu, na densa mata,
aquelas flores de beleza sem igual?
E, quando ele ouviu, à noite, os sons da selva?
Como contar os seus medos e ansiedades
perante a ameaça das feras e dos rios
que ele em frágil canoa navegara?

Eis o que ele disse, então: «Ide lá vós mesmos!
Nada melhor que o próprio risco
e a experiência pessoal». Para guiá-los,
deu-lhes um mapa do Amazonas.
Pegou, então, no mapa aquela gente,
pôs-lhe uma moldura e colocou-o
numa sala da sua Prefeitura.
Fizeram dele cópias pessoais
e cada um que possuía destas cópias
já se julgava um bom conhecedor
do famoso Amazonas, pois no mapa
estavam todas as curvas deste rio,
igarapés, cascatas, corredeiras.
E o pobre explorador arrependeu-se
de, um dia, lhes ter dado aquele mapa!
O canto do pássaro
de Anthony de Mello

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Feliz Aniversário, Minha Princesa!

Olha, tu e eu! Somos belos, não somos? "A beleza está nos olhos de quem a vê"

Aceita este ramo de flores virtual em nome do verdadeiro amor que sinto por ti.



Estes pensamentos são para ti. Reflecte sobre eles e deixa que a sua essência perfumada e a sua nobre sabedoria impregne o teu coração.



"Amar não é mais que morrer em si para renascer no outro."

"Amar não é apoderar-se do outro para completar-se, mas dar-se ao outro para completá-lo."

"Quando descanso? Descanso no amor."

"Amar alguém é ser o único a ver um milagre invisível para outros."

"Ama-me quando eu menos o merecer, porque será nessa altura que mais necessitarei."

"O verdadeiro amor nunca se esgota. Quanto mais se dá, mais se tem. "

"Amar alguém significa ver essa pessoa como a Deus a concebeu."

"Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos."

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa, ou como um címbalo que tine. E ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e tivesse toda a fé, até ao ponto de transportar montanhas, se não tivesse amor, não seria nada. E, ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse amor, nada me aproveitaria."


Dedico-te este poema, que sei ser muito do teu agrado.

Amo como o amor ama.
Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.
Que queres que te diga mais que te amo,
Se o que quero dizer-te é que te amo.

Quando te vi amei-te já muito antes:
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci pra ti antes de haver o mundo.
Não há coisa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa...



E agora, mais um presente-surpresa. Dedico-te esta bela canção de amor. Não fui eu quem a escreveu, mas aceita esta melodia e estas palavras como se fossem minhas.




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I give her all my love

That's all I do

And if you saw my love

You'd love her too

I love her

She gives me ev'rything

And tenderly

The kiss my lover brings

She brings to me

And I love her

A love like ours

Could never die

As long as I

Have you near me

Bright are the stars that shine

Dark is the sky

I know this love of mine

Will never die

And I love her

Bright are the stars that shine

Dark is the sky

I know this love of mine

Will never die

And I love her

P.S. Ah! Estas são apenas as surpresas virtuais!

domingo, 3 de junho de 2007

Uma história sobre o céu e o inferno


Deus, numa atitude incomum, convidou um Pastor e um Padre para conhecer o céu e o inferno. Ao abrirem a porta do inferno, viram centenas de pessoas sentadas à volta de uma mesa enorme. No centro da mesa, viam-se os manjares mais requintados que qualquer pessoa poderia imaginar e, embora todos tivessem uma colher para chegar ao prato central, estavam mortos de fome! O problema era que as colheres tinham o dobro do comprimento dos seus braços e estavam presas às suas mãos. Assim, todos podiam servir-se, mas ninguém conseguia levar a comida à boca. A situação era deveras desesperada e ouviam-se gritos de dor e sofrimento.


Entraram numa sala idêntica à primeira, onde se depararam com o mesmo cenário; as pessoas em volta e, para surpresa dos dois, as mesmas colheres de cabo comprido, que alcançavam o prato central, mas não podiam alcançar a boca. Mas a grande diferença é que todos estavam saciados. O pastor e o padre se questionaram? - Eu não compreendo - disse o padre- por que aqui as pessoas estão felizes, enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual, inclusive as colheres com cabos compridos? - Sim, como isso é possível? - completou o pastor. Deus sorriu e respondeu:- Ainda não compreenderam? Aqui, no céu, ninguém morre de fome, porque os meus servos aprenderam a dar comida uns aos outros.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Os Dons de Deus



Um dia, um homem entrou numa loja e, estupefacto, viu um anjo atrás do balcão.
Maravilhado com aquela visão, perguntou:

- Anjo, o que vendes?
O anjo respondeu: - Todos os dons de Deus.
O homem voltou a perguntar: - E custam caro?
E a resposta do anjo foi: - Não. São de graça... é só escolher.


O homem, cheio de entusiasmo e alegria, olhou para toda a loja e viu jarras de vidro de fé, pacotes de sabedoria, caixas de felicidade ... Não estava a acreditar que poderia adquirir tudo aquilo.
- Por favor, embrulhe para mim: muito amor de Deus, bastante felicidade, abundante perdão d'Ele, amor ao próximo, paciência, tolerância...
O anjo anotou o pedido e foi separar os produtos. Ao regressar, entregou-lhe vários pacotinhos, que cabiam na palma da mão do homem.

Espantado, ele indagou: - Como é possível que me possa dar apenas esses pacotinhos?! Eu quero levar uma grande quantidade dos dons de Deus.
O anjo respondeu: - Querido amigo, na loja de Deus nós não vendemos frutos. Apenas sementes
.

terça-feira, 29 de maio de 2007

O Barbeiro


Um homem foi ao barbeiro. Enquanto este lhe cortava o cabelo, ele falava da vida e de Deus. Passado algum tempo, o barbeiro incrédulo não aguentou e disse:

- Deixa-te disso, meu amigo, Deus não existe!

- Porquê? - questionou o homem.

- Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis a morrer de fome! Olha em volta e vê quanta tristeza. Basta andar pelas ruas e observar!

- Bem, essa é a tua maneira de pensar, não é?

- Sim, claro!


O cliente pagou o corte e saiu. Á porta da barbearia, deparou-se com um mendigo imundo, com os cabelos compridos e sujos; a barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço. Não se conteve, deu meia volta e interpelou o barbeiro:

- Queres saber uma coisa? Não acredito em barbeiros!

- Como?

- Sim, se existissem barbeiros, não haveria pessoas de cabelos e barbas compridas!

- Ora - respondeu o barbeiro - eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim!

- Agora, tu compreendes-te! - afirmou o homem.

sábado, 26 de maio de 2007

Verdadeiro Amor


Um homem bastante idoso entrou numa clínica para lhe fazerem um curativo na sua mão ferida, e logo se confessou muito apressado porque estava atrasado para um compromisso.
Enquanto o tratava, o jovem médico quis saber o motivo da sua pressa e ele disse que precisava de ir a um Lar de Idosos tomar o pequeno almoço com a sua mulher que vivia lá há bastante tempo...
A sua mulher sofria da doença de Alzheimer em estágio bastante avançado...
Enquanto terminava o curativo, o médico perguntou-lhe se ela não ficaria assustada pelo facto de ele estar atrasado.
-" Não, disse ele. Ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos que ela não me reconhece..."
Intrigado o médico pergunta-lhe:
-"Mas se ela já não sabe quem é o senhor, por que essa necessidade premente de estar com ela todas as manhãs?"
O velho sorriu, deu uma palmadinha na mão do médico e disse:
-"É verdade, ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem QUEM ELA É"
Enquanto o velhinho saía apressado, o jovem médico sorria emocionado e pensava:
-"Esta é a qualidade de amor que eu gostaria para a minha vida"


O Amor não se resume à atracção física, à paixão e ao romantismo...
O Amor verdadeiro é a aceitação
DE TUDO O QUE O OUTRO É....
DE TUDO QUE O OUTRO FOI....
DO QUE SERÁ....
DO QUE JÁ NÃO É......

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Para ti, que te amo como o Amor ama...


Vai alta no céu a lua da Primavera
Penso em ti e dentro de mim estou completo.

Corre pelos vagos campos até mim uma brisa ligeira.
Penso em ti, murmuro o teu nome; e não sou eu: sou feliz.

Amanhã virás, andarás comigo a colher flores pelo campo,
E eu andarei contigo pelos campos ver-te colher flores.
Eu já te vejo amanhã a colher flores comigo pelos campos,
Pois quando vieres amanhã e andares comigo no campo a colher flores,
Isso será uma alegria e uma verdade para mim.
Alberto Caeiro

terça-feira, 22 de maio de 2007

Escrever


A maioria dos estudantes pensa que escrever é colocar ideias, insights e visões no papel. Acham que, primeiramente, precisam ter alguma coisa a dizer antes que possam efectivamente escrevê-la. Para eles, escrever é um pouco mais do que registar um pensamento preexistente. Porém, com esta abordagem, o verdadeiro acto de escrever torna-se impossível. Escrever é um processo no qual descobrimos aquilo que vive dentro de nós. O próprio escrever revela o que está vivo (...) A mais profunda satisfação ao escrever é exactamente que este acto abre novos espaços dentro de nós dos quais não tínhamos consciência antes de começar a escrever. Escrever é embarcar numa jornada cujo destino final não sabemos." - Henri Nouwen

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Amizade


Amigos são aqueles com quem podemos viver sem máscaras, porque não tememos ser rejeitados. Amigo é aquele que te conhece por dentro e, mesmo assim, continua teu amigo. O vosso relacionamento extrapolou a fase dos possíveis desapontamentos e condições para a manutenção da amizade. A Bíblia diz que "há amigo mais chegado que um irmão". A ami­zade é o espaço privilegiado do crescimento pessoal, pois "Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro". E não te esqueças, "fer­ro com ferro" implica atrito, e todo o atrito aquece e faz faísca. Por isso, amigos que não se estranham, que não de­batem pontos de vista divergentes, que não se questionam mutuamente, na verdade, não são amigos. "Melhor é a repreensão feita abertamente do que o amor oculto", isto é, a amizade que sobrevive às custas da omis­são reflecte um amor de pouco valor.


Um amigo de verdade não é alguém que pode resolver todos os teus problemas ou tem respostas para todas as perguntas. Também não é alguém que vai embora quando não há nenhuma solução ou resposta, mas fica contigo, permanece fiel. Muitas vezes, quem nos dá maior conforto não é a pessoa que diz: "Faz isso, diz aquilo, vá lá"; mas quem, mesmo se não há nenhum bom conselho para dar, afirma: "Não importa o que acontecer, eu sou teu amigo; tu podes contar comigo". Quanto mais velho te tornas, mais descobres que tua alegria e felicidade dependem de tais amizades. O grande segredo da vida é que o sofrimento frequentemente pa­rece ser tão insuportável que pode tornar-se, na compaixão, uma fonte de vida e esperança novas. A amizade é um dos maiores dons que um ser humano pode receber. É um vínculo que ultrapassa objectivos, interesses ou histórias em comum. É um vínculo mais for­te do que aquele que a união sexual pode criar, mais profundo do que o que um destino partilhado pode solidificar, e ainda pode ser mais íntimo que os laços do matrimónio ou da comunidade. A ami­zade é estar com o outro na alegria e na tristeza, mesmo quando não podemos aumentar a alegria e diminuir a tristeza. É uma união de almas que confere nobreza e sinceridade ao amor, fazendo a vida brilhar intensamente. Abençoados são aqueles que dão a vida pelos amigos.


Autor desconhecido

terça-feira, 15 de maio de 2007

O QUE É SER FELIZ?


Quem conquista uma vida feliz? Será que são as pessoas mais ricas do mundo, os políticos mais poderosos e os intelectuais mais brilhantes?
Não! São os que alcançam qualidade de vida no palco da sua alma. Os que se libertam da prisão do medo. Os que superam a ansiedade, vencem o mau humor, transcendem os seus traumas. São os que aprendem a velejar nas águas da emoção. Tu sabes velejar nessas águas ou passas a vida a afundar-te?


Ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.


Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da sua própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus em cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, ter parzer com os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.


Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para dizer “eu errei”. É ter ousadia para dizer “perdoa-me”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de ti”. É ter capacidade de dizer “eu amo-te”.


Ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.


Ser feliz é ser sempre jovem, mesmo com os cabelos embranquecer. É contar histórias para os filhos, mesmo que o tempo seja escasso. É amar os pais, mesmo que eles não te compreendam. É agradecer muito, mesmo quando as coisas correm mal. É transformar os erros em lições de vida.


Ser feliz é sentir o sabor da água, a brisa no rosto, o cheiro da terra molhada. É extrair das pequenas coisas grandes emoções. É encontrar todos os dias motivos para sorrir, mesmo que não existam grandes acontecimentos. É rir das suas próprias tolices. É não desistir de quem se ama, mesmo que haja decepções. É ter amigos para partilhar as lágrimas e dividir as alegrias(...)É agradecer a Deus pelo espetáculo da vida...


Augusto Cury, Dez leis para Ser Feliz

sábado, 12 de maio de 2007

Nunca desistas dos teus Sonhos


Os sonhos inspiram o poeta, animam o escritor, arrebatam o estudante, abrem a inteligência e crescem nos vales secretos da mente humana(...)

A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, e a ausência dos sonhos transforma milionários em mendigos. A presença de sonhos faz de idosos, jovens, e a ausência de sonhos faz dos jovens, idosos.
Os sonhos trazem saúde à emoção, equipam os frágeis para serem autores da sua história, renovam as forças do ansioso, animam os deprimidos, transformam os inseguros em seres humanos de raro valor. Os sonhos fazem os tímidos terem rompantes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.
Uma mente saudável deveria ser uma fábrica de sonhos. Pois os sonhos oxigenam a inteligência e irrigam a vida de prazer e sentido.

A maior genialidade não é aquela que vem da carga genética nem a que é produzida pela cultura académica, mas a que é construída nos vales dos medos, no deserto das dificuldades, nos Invernos da existência, no mercado dos desafios.

Sem sonhos, as pedras do caminho tornam-se montanhas, os pequenos problemas são insuperáveis, as perdas são insuportáveis, as decepções transformam-se em golpes fatais e os desafios em fonte de medo.

Os sonhos não são desejos superficiais. Os sonhos são bússolas do coração, são projectos de vida. Os desejos não suportam o calor das dificuldades. Os sonhos resistem às mais altas temperaturas dos problemas. Renovam a esperança quando o mundo desaba sobre nós.

A vida sem sonhos é um rio sem nascente, uma praia sem ondas, uma manhã sem orvalho, uma flor sem perfume... Sem sonhos, a coragem dissipa-se, a inventividade esgota-se, o sorriso vira um disfarce, a emoção envelhece.


Nunca desista dos seus sonhos, Augusto Cury

domingo, 6 de maio de 2007

A Mão Invisível de Deus


O Túnel. A luz ao fundo do túnel. À saída, o ceú escuro, sombrio, ameaçador. Irrompe a tempestade imprevísivel, violenta, implacável. Os céus em pranto. As pedras geladas contra o vidro. Um silêncio premonitório. Aquelas palavras que ainda ecoam dentro de mim:" Já está!". Já fomos, não há salvação, pensei. E hoje lembrei-me das palavras de Cristo:"Está consumado". Missão cumprida. A morte vencida. A morte de um Homem pela eternidade de muitos.

Surrealista, disseste. Sim, um acontecimento estranho, surreal. Para mim, como se o mundo invisível e o mundo visível se tivessem cruzado naquele instante e a realidade tivesse sido alterada por um insondável desígnio divino. Como num sonho, talvez. Ás vezes, os sonhos parecem tão reais, tão vívidos.

Os céus em pranto. Eu não chorei. Chorei depois. Não de tristeza, nem de alegria. Penso que de gratidão e comoção. A mão invisível de Deus. Os teus olhos brilhantes e meigos felizes com a minha presença física. Felizes por verem os meus vivos e brilhantes. Felizes por verem em mim o que só tu és capaz de ver.
Somos tão preciosos, meu amor. Deus conhece de cor cada recanto das nossas almas.

Quando estas coisas acontecem não podemos ficar indiferentes...Ninguém fica indiferente. E vemos quão preciosos somos no olhar de quem nos ama. Vemos o quanto nos querem bem. Como temem perder-nos. Como nos agarram e beijam como se lhes fossemos escapar.

Eu acredito que estas coisas acontecem não tanto para aprendermos com os erros e tornarmo-nos mais prudentes quanto para nos despertar, para nos lembrar da nossa fragilidade, da nossa dependência e mortalidade...Também acontecem para esvaziarmos o ego de quaisquer indícios de orgulho farisaico, auto-suficiência e altivez.

Sabes que um dia vais morrer, e que esse dia pode ser já hoje; mas vives como se dia nunca fosse chegar. Acreditas ter toda a eternidade pela frente e vais adiando sucessivamente as decisões importantes, as mudanças que urgem... Perdes-te em insignificâncias, coisas sem conteúdo e sem sentido...A rotina embala-te num sono letárgico... Nos teus olhos o torpor e o vazio das horas que passam sem que faça sentido aquilo que vives. Precisas de um abanão, de um choque(talvez um susto) que te desperte da ilusão do tempo indeterminado que julgas ter pela frente. E tem de ser assim, por que não aprendes com a morte dos outros. E só se vive uma vez.
A vida é uma dádiva. Fazes dela o que quiseres, com a liberdade que te foi concedida. Mas, tem cuidado com a forma como usas a liberdade. Não a uses para teu próprio proveito.

A efemeridade da vida. Fragilidade confrangedora. Os pensamentos emaranhados. O coração em silêncio contemplativo; expressando-se numa linguagem que só Deus entende. Tu(meu amor) tão frágil, vulnerável e indefesa. Tu(meu amor) pensando mais em mim do que em ti. E eu espantado, maravilhado por estarmos vivos e sem mazelas de maior. Os céus em pranto.Tu a tratares dos aspectos práticos e eu imerso no espanto, na profundidade daquele mistério. A ver a mão invisível de Deus por detrás de tudo.

Sorte? Acaso? Milagre? Destino?
Por vezes, entramos nos túneis escuros da vida e não conseguimos ver a luz ao fundo, ou esquecemos que ela existe como nos outros túneis que já atravessámos. Mas, enquanto atravessamos o túnel escuro do sofrimento, da dor, da perda, do fracasso, há sempre uma luz que nos guia e ilumina. A luz da fé. A luz da esperança. A luz do amor. A luz da amizade. A luz dos teus olhos tão doces e tão meigos.
O pior é quando na nossa alma todas as luzes se apagam e, através do túnel escuro e medonho, vagueamos sem direcção e sem rumo, ás apalpadelas, com a alma seca e os olhos molhados.
Mas, a luz continua a brilhar lá no fundo, do túnel, e da alma. E nunca estivemos sós por mais que acreditassemos nisso. Houve sempre um propósito, apesar da aparente falta de sentido. Houve sempre uma luz, apesar da escuridão. Houve sempre uma mão, apesar do sentimento de abandono e desamparo. Houve sempre uma Mão.
A Mão Invisível de Deus.

terça-feira, 1 de maio de 2007

A criança e o sábio


Um dia, uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: "Que tamanho tem o universo? " Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: "O Universo tem o tamanho do teu mundo."
Perturbada, ela indagou novamente: "Que tamanho tem o meu mundo?" O pensador respondeu: "Tem o tamanho dos teus sonhos."

Esta pequena e simples história encerra uma grande verdade. Há pouco tempo decidi partilhá-la com uma pessoa muito querida que, em breve, irá formar-se e exercer uma profissão muito nobre e que valorizo imenso. As crianças fazem parte do seu mundo e ela do mundo das crianças.

Quando olhamos em redor, abrimos as páginas de um jornal ou assistimos ás notícias na televisão, deparamos com um mundo manchado pela violência, fome, guerras, pobreza, desespero, solidão, egoísmo... Vemos crianças inocentes serem vítimas de todo este terror; crianças com um olhar sem brilho, carregado de tristeza e opressão. Como será o mundo dessas crianças? Ainda sonham? Quem alimenta os seus sonhos? Quem lhes incute esperança e as ajuda a ver para além da cortina do terror e da miséria?
Mesmo as crianças que vivem longe dos cenários de violência, pobreza e miséria, não serão elas afectadas pelos efeitos nefastos desses males? Creio que sim.
O mundo das crianças é um mistério tão belo e fascinante. Podemos aprender tanto com elas!

Jesus amava profundamente as criancinhas. Abençoava-as, acariciava-lhes o cabelo e as faces e dizia:" Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como menino, não entrará nele." (Lucas 18: 16, 17)

Considero muito importante na formação de uma criança o desenvolvimento da capacidade de sonhar e lutar pelos sonhos. Nesta questão, pais, professores, educadores desempenham uma função muito importante e que deve ser mais valorizada e apoiada.
Eu recomendo a todos a leitura de um livro fascinante que nos encoraja e estimula a lutar pelos nossos sonhos e a nunca desistir deles por maiores que sejam os obstáculos e as dificuldades.
"Nunca desista dos seus sonhos" de Augusto Cury é um livro impregnado de esperança, fé, força, coragem, determinação, perseverança e convicções fortes. Não podemos ficar indiferentes à história de vida de grandes sonhadores que mudaram a história. Como é que eles conseguiram mudar a história? Mudaram a história através dos seus grandes projectos. "Tiveram grandes projectos porque viveram grandes sonhos. Os seus sonhos aliviaram o seu sofrimento, trouxeram esperança na perda, renovaram as suas forças nas derrotas. Os seus sonhos transformaram a sua inteligência num solo fértil. "
Se Deus quiser, voltarei a falar deste livro em breve.

Contemplemos as maravilhas e mistérios da criação

Beth Gibbons - Mys...


terça-feira, 24 de abril de 2007

Sabes que te amo?


Por vezes, sou acordado de manhã, com a tua voz sussurrando ao meu ouvido: «Sabes que te amo?». Outras vezes, enquanto escrevo ou estou profundamente concentrado na leitura de um livro, sinto uma carícia suave e aconchegante sobre os meus cabelos e a tua voz doce e ternurenta murmura: «Sabes que te amo?». Respondo quase sempre com um sorriso de indisfarçável alegria e satisfação, e retribuo com beijos e afagos o profundo e sincero afecto com que me aquietas a alma e aqueces o coração. Eu sinto-me grato(e algumas vezes, sinto vontade de chorar, porque sinto que não mereço).

«Sabes que te amo?», repetes a pergunta, que não é retórica, nem é como aquelas perguntas que por vezes fazemos, com o intuito de satisfazer a curiosidade, esclarecer algumas dúvidas, ou simplesmente para tentar saciar a insaciável sede de aprender e conhecer.
«Sabes que te amo?»- Sei que é mais uma afirmação que uma interrogação. Penso que tu queres afirmar e queres que eu esteja seguro que, apesar de todos os meus defeitos, falhas e imperfeições, tu me amas como eu sou. Apesar das críticas que te dirijo; das coisas que te recuso; do meu aparente desinteresse; do meu espírito por vezes tão ausente; da minha impaciência irritante; das minhas crises de ansiedade; dos meus hábitos invulgares; das minhas opiniões irreflectidas; dos meus gestos impensados; das minhas pequenas obsessões; do meu desajeitado sentido prático; da minha falta de autoconfiança; das minhas inseguranças nocivas; dos meus medos injustificados; do cansaço que por vezes trago e com o qual te sobrecarrego; dos meus acessos de preguiça aguda; do meu despojamento em relação a tantas coisas(que para ti são importantes); do meu apego aquilo que considero que realmente importa e é essencial(mas que para ti pode não ser); do meu feitio caseiro e fechado; da falta de ousadia e coragem para correr riscos que por vezes se apodera de mim... e de tantas outras coisas que agora não me ocorrem e que, a serem lembradas, tornariam esta lista um relatório fastidioso e aborrecido.

«Sabes que te amo?» - Sim, eu sei.(raramente te respondo assim, porque creio que a tua intenção não é obter uma resposta, ou pelo menos, esta resposta) Tu queres reafirmar o teu amor por mim... Tu queres dizer-me:" Eu amo-te como tu és! Não me importa se por vezes falhas, se fracassas, se me desiludes, se me magoas, se não correspondes ás minhas expectativas... Eu sinto amor... é amor...". Então, vem-me à mente uma passagem bíblica, "o amor cobre uma multidão de pecados...". E quanto mais reflicto mais frases me ocorrem: "o amor é paciente...Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo suporta".

«Sabes que te amo?» E parece que te oiço dizer:« Deixa-me amar-te... gosto tanto de amar-te... é tão bom amar-te.» E eu sinto-me amado e cheio de gratidão. Mas não mereço.
Eu acredito e sinto que me amas, minha amada. O teu amor flui no meu coração como um bálsamo suave e inebriante. Sinto-me então mais confiante, sereno, ousado, corajoso, dinâmico, aberto aos outros, compreensivo, compassivo e paciente.

Eu também te amo, meu tesouro. Sabes que te amo? Quero que saibas que só sei amar-te como sou e amo-te como és. Não tenhas medo, minha flor. Não tenhas receio das trevas, pois também há luz no meu olhar. Não te assustes com as sombras; fixa o teu olhar no meu sorriso de criança feliz quando me dizes: «sabes que te amo?».
Conta-me histórias de encantar quando à noite chegar cansado. Beija os meus densos cabelos negros e brancos, quando me sentires ausente ou ansioso. Deixa-me mergulhar com os meus medos nas águas tranquilas do teu regaço. Contagia-me com o teu entusiamo e alegria quando me sentires fustigado pelas tempestades da vida. Levanta-me com as tuas mãos suaves e maternas quando eu tropeçar e cair. Acalma-me com os teus beijos suaves e ternos quando o meu corpo tremer de ansiedade. Encoraja-me com as tuas palavras doces e meigas quando eu começo a vacilar. Pega nas minhas mãos frias e cansadas com as tuas mãos suaves e macias e diz-me mais uma vez: «sabes que te amo?».

Quero que saibas também que é o teu amor, meu amor(minha musa), que me faz escrever assim. Eu que já não escrevia assim há tanto tempo e agora escrevo, só porque acordei esta manhã com a tua voz doce de menina a segredar-me ao ouvido: «Sabes que te amo?».

domingo, 22 de abril de 2007

O mendigo


Não sou um grande contador de histórias(uma arte admirável), mas vou tentar contar, com as devidas limitações, um sonho que tive há muito e que ainda hoje está tão vivo e nítido na minha memória. Foi um sonho, não foi um pesadelo... Eu não queria acordar...
Estou no centro de uma cidade enorme, percorro uma avenida cujo fim não consigo vislumbrar. Até onde os meus olhos conseguem alcançar, no fundo do horizonte, avisto um deserto árido e tenebroso. Ao longo da avenida, caminha uma multidão de seres que me parecem humanos mas, ao mesmo tempo, me parecem completamente destituídos de humanidade.
Não há luz na cidade. O sol está ausente durante quase todo o sonho. O céu está coberto por um véu negro de escuridão impenetrável. O ar que respiro é oprimente e impregnado pelo cheiro das almas doentes que vagueiam pela avenida apressadas e indiferentes umas ás outras.Todas elas parecem rumar para o deserto que vislumbro no fundo do horizonte.
Penso que deserto será aquele: o deserto das suas vidas? O inferno? O fim de tudo ou o princípio de nada?
A certa altura, apercebo-me que nem todos caminham em direcção ao deserto estampado no fundo do horizonte. Alguns seres que me parecem claramente diferentes dos restantes, estão recostados nas paredes das casas e estendem as suas mãos para os que passam sem os ver. Neste sonho, consigo ter a percepção do interior do coração e da alma das pessoas, e passo por elas sem que se apercebam da minha presença. Julgo ser um ser etéreo.
O que vejo no coração e na alma daqueles seres que caminham apressados para o nada no fundo do horizonte? Vejo corações vazios; prisioneiros de si mesmos; oprimidos; sem amor e sem liberdade. Vejo almas cheias de si mesmas; cheias de nada; um deserto de solidão em cada uma. Mas, quando olho mais atentamente para os outros seres parados junto ás casas, com as mãos sujas e gastas estendidas num gesto carente de ajuda e partilha, perco a percepção anterior e vejo apenas seres que me parecem tão humanos quanto a humanidade almeja ser. Têm algumas semelhanças físicas com os mendigos da realidade da vida de cada um de nós, e com os quais nos cruzamos quase diariamente quando atravessamos apressados as ruas e avenidas das cidades onde moramos. Contudo, pressinto neles um mistério insondável.
Aproximo-me de um desses mendigos que me estende ambas as mãos. Vejo no seu rosto traços da indiferença e da rejeição das pessoas que passam. Olho no fundo dos seus olhos e vejo um quadro da solidão que acompanha os seus dias. Olho com mais profundidade e sou invadido por um sentimento de compaixão e compreensão profundos que não consigo ocultar. O mendigo permanece de mãos estendidas, e eu sem saber bem o que fazer, revolvo os bolsos sem encontrar moedas ou notas. Com um gesto de profundo pesar, digo-lhe que lamento, mas não tenho nada para lhe dar. Ele estende ainda mais as suas mãos que parecem clamar pelas minhas. Não sei então o que fazer e, com um gesto espontâneo e natural, estendo-lhe as minhas mãos vazias e agarro as dele. Entrelaçamos as mãos, e pela primeira vez, vejo-o sorrir( como certamente há muito não sorria). É um sorriso de criança encantada, deslumbrada perante o milagre de existir.É o sorriso transbordante de quem sempre viveu num deserto morrendo à sede e, inesperadamente, encontra uma fonte onde pode momentaneamente saciar a sua sede. É o sorriso de um homem profundamente grato pelo meu gesto simples e afectuoso.
Naquele momento, eu queria que ele soubesse que, para mim, aquele sorriso era a dádiva mais preciosa. Eu também me sentia só e esquecido naquela cidade cheia de seres vazios. Eu também sentia sede...
O sonho não acaba aqui...Olhei de novo com profundidade os olhos do mendigo enquanto sorria, e vi nascer do fundo uma luz muito brilhante e pura... A luz crescia e tornava-se mais intensa, até que transbordou o limite do seu olhar e inundou tudo... as casas, os seres cheios de nada, as almas moribundas...O véu escuro que cobria o céu desapareceu e um sol alegre, ameno e risonho iluminou toda a cidade. No fundo do horizonte, já não se avistava aquele deserto de solidão para o qual aqueles estranhos seres pareciam caminhar. Agora, eu via um jardim coberto de flores e árvores. O ar da cidade estava agora impregnado pelo perfume extasiante das flores. Ouviam-se notas de uma música distante que inspirava paz e serenidade. Aqueles seres antes tão apressados e agitados, paravam agora junto aos mendigos, agarravam as suas mãos estendidas e arrebatavam-os para uma dança de prazer e alegria. Também entrei na dança.
Enquanto dançava extasiado, acordei do sonho com um sorriso de criança a moldar-me os lábios. Finos raios de sol primaveril penetravam por entre as frechas da janela do nosso quarto e anunciavam o nascimento de um novo dia. Levantei-me com a alma serena, limpa e leve...Abri a janela e, por instantes, admirei profundamente a beleza que me rodeava...Tive a sensação de que tudo era novo, diferente... e que uma nova vida me havia sido dada de presente pelo mendigo do sonho que acabara de sonhar, e que ainda hoje está tão vivo na minha memória como a imagem do nosso primeiro beijo, ou o sorriso familiar daquela criança que acaba de passar por nós.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

A verdadeira alegria


"Cultivar a alegria não é tapar os olhos para não ver as coisas feias e os dissabores do mundo, não é cobrir a realidade com um véu cor-de-rosa para criar uma felicidade ilusória; pelo contrário, viver na alegria é viver na consciência extrema, testemunhando, na escuridão do mundo, que o nosso ser pertence a algo de diferente. A alegria não é uma linguagem de palavras, é uma linguagem de olhares, a alegria não convence, contagia. A alegria é poderosamente subversiva, porque é subversivo o amor sem distinções que ela transmite." - Susanna Tamaro, Querida Mathilda

Paciência e Fidelidade




"Uma longa amizade tem exactamente os mesmos sinais que uma chávena enegrecida pelo tempo; há gretas e sombras nos objectos quotidianos tal como há momentos de arrufo e de sombra nas amizades. Para não se deitar fora uma chávena, ou uma amizade, tem de haver dois sentimentos já invulgares mas muito importantes: a paciência e a fidelidade. A paciência é como um tijolo, a fidelidade é como uma raiz. A paciência é o antídoto da pressa, a fidelidade é o antídoto do consumo. Se as associo a uma imagem física penso em pequenos tijolos ou em raízes. Com os tijolos constrói-se, graças às raízes, cresce-se." - Susanna Tamaro, Querida Mathilda

sábado, 14 de abril de 2007

Para o meu grande amor...


Amor, terno amor...

Este é o tempo de amar;

Aqui e agora...

Tempo de nos darmos,

De nos fundirmos na nossa essência mais profunda.

Tempo luminoso e sereno;

Tempo que se renova e perpetua;

Tempo de luz e esplendor;

Tempo que não se move e não se sente.


Amor, doce amor...

Que é o Amor?

Quem sou?

Quem és?

Quem fomos?

Quem somos e quem seremos?


Manhãs serenas, luminosas...

O nosso amor tudo mudou;

Dentro de nós, fora de nós...

Que alegria é esta?

Que magia nos transcende e encanta?

Quem desvenda o mistério dos laços que nos unem?


Dentro de mim brilha a luz

Que vem de ti ou do Amor?

Esta luz tem de brilhar

E iluminar sempre o nosso caminho.


Sinto-te dentro de mim.

Sou um pouco de ti no melhor de mim.

Se tu és o Amor,

Então eu serei o Amor;

E o Amor seremos nós

Neste tempo presente

Que nos cabe viver.


A muitos nada lhes basta.

Que nunca te baste o amor;

Não tanto o que recebes como o que me dás.