Muitos querem ser especiais. Naturalmente, cada pessoa é única. Mas muitos vêem "seu" carácter especial apenas no grande poder, na grande posse.
Também devo, porém, olhar dentro de mim mesmo; qual é a minha história de vida, quais são minhas feridas, qual é minha sensibilidade? Pois tudo isto faz parte de mim - minhas feridas, meus erros, minhas fraquezas. Não apenas meus pontos fortes.
Apenas quando me reconcilio com isso descubro que sou singular, uma expressão única de Deus.
Mas pretender ser algo de especial passando por cima da própria humanidade é dar murro em ponta de faca.»
Anselm Grün, em "O pequeno livro da verdadeira felicidade
" Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e, de tudo o que se deseja, nada se pode comparar com ela." - Provérbios 8.11
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
ABRE A PORTA À ESPERANÇA
Ter esperança
é acreditar num futuro de redenção,
mesmo no meio das realidades mais tristes.
Ter esperança é não desistir de si próprio.
Ter esperança é confiar
que Deus pode transformar tudo.
Ele há-de encher a nossa alma de alegria,
se deixarmos que a Esperança
more no nosso coração.
Mantém a lucidez de espírito.
Não deixes que a tua alma seja toldada
pelas nuvens negras que passam
no firmamento do teu coração.
Quem consegue ver um raio de luz
por entre a neblina dos dias,
quem não deixa de acreditar na Luz,
mesmo que se encontre
na mais profunda das tristezas,
há-de encontrar no meio de todas as contrariedades
e da infelicidade o caminho para a libertação.
A capacidade de encontrar este caminho
nos momentos em que te sentes mais magoado,
desiludido ou desesperado
é o lado mais belo da arte de viver.
Cada um de nós carrega dentro de si
o paraíso para onde caminha.
E sendo assim, toda a caminhada
pode já significar uma antecipação do paraíso em si.
Mesmo que o céu da tua consciência
esteja coberto de nuvens negras
a anunciar tempestade,
nunca te esqueças que na tua alma
há um sol que brilha sempre.
O lugar que Deus habita dentro de ti
é um céu límpido e azul,
marcado pela claridade.
Anselm Grün, em "Em cada dia... um caminho para a felicidade"
é acreditar num futuro de redenção,
mesmo no meio das realidades mais tristes.
Ter esperança é não desistir de si próprio.
Ter esperança é confiar
que Deus pode transformar tudo.
Ele há-de encher a nossa alma de alegria,
se deixarmos que a Esperança
more no nosso coração.
Mantém a lucidez de espírito.
Não deixes que a tua alma seja toldada
pelas nuvens negras que passam
no firmamento do teu coração.
Quem consegue ver um raio de luz
por entre a neblina dos dias,
quem não deixa de acreditar na Luz,
mesmo que se encontre
na mais profunda das tristezas,
há-de encontrar no meio de todas as contrariedades
e da infelicidade o caminho para a libertação.
A capacidade de encontrar este caminho
nos momentos em que te sentes mais magoado,
desiludido ou desesperado
é o lado mais belo da arte de viver.
Cada um de nós carrega dentro de si
o paraíso para onde caminha.
E sendo assim, toda a caminhada
pode já significar uma antecipação do paraíso em si.
Mesmo que o céu da tua consciência
esteja coberto de nuvens negras
a anunciar tempestade,
nunca te esqueças que na tua alma
há um sol que brilha sempre.
O lugar que Deus habita dentro de ti
é um céu límpido e azul,
marcado pela claridade.
Anselm Grün, em "Em cada dia... um caminho para a felicidade"
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Esperança
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
FÉ, AMOR E ESPERANÇA
«Amar significa amar o que é difícil de ser amado,
de contrário não seria virtude alguma;
perdoar significa perdoar o imperdoável,
de contrário não seria virtude alguma;
fé significa crer no inacreditável,
de contrário não seria virtude alguma.
E esperar significa esperar quando já não há esperança,
de contrário não seria virtude alguma.»
Gilbert Keith Chesterton
de contrário não seria virtude alguma;
perdoar significa perdoar o imperdoável,
de contrário não seria virtude alguma;
fé significa crer no inacreditável,
de contrário não seria virtude alguma.
E esperar significa esperar quando já não há esperança,
de contrário não seria virtude alguma.»
Gilbert Keith Chesterton
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
A TERCEIRA DIMENSÃO
«As pessoas, geralmente, têm uma visão plana, pegada à terra, de duas dimensões.
Quando a tua vida for sobrenatural, obterás de Deus a terceira dimensão: a altura.
E, com ela, o relevo, o peso e o volume.»
Josemaría Escrivá
Quando a tua vida for sobrenatural, obterás de Deus a terceira dimensão: a altura.
E, com ela, o relevo, o peso e o volume.»
Josemaría Escrivá
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Pensamentos
sábado, 1 de janeiro de 2011
FELIZ ANO NOVO!
Desejo a todos um Feliz, Abençoado e Iluminado Ano de 2011!!!
Que Deus vos ilumine com a Luz do Amor, da Fé, da Alegria, da Esperança, da Sabedoria e da Paz!
«Que o Anjo do Amor preencha teu coração
Que o Anjo da Alegria ilumine teu sorriso
Que o Anjo da Justiça te alerte sempre
Que o Anjo da Amizade te ampare com carinho
Que o Anjo do Perdão te fortaleça
Que o Anjo da Luz te ilumine,
e te mantenha como seu emissário,
espalhando luz para todos que
cruzem o teu caminho neste ano de 2011.»
«Que o Anjo do Amor preencha teu coração
Que o Anjo da Alegria ilumine teu sorriso
Que o Anjo da Justiça te alerte sempre
Que o Anjo da Amizade te ampare com carinho
Que o Anjo do Perdão te fortaleça
Que o Anjo da Luz te ilumine,
e te mantenha como seu emissário,
espalhando luz para todos que
cruzem o teu caminho neste ano de 2011.»
ABRAÇO FRATERNO!
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
NATAL É QUANDO UM HOMEM QUISER
Tu que dormes à noite na calçada do relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
NATAL É LUZ E CALOR
Desejo do fundo do meu coração,
Um Santo e Abençoado Natal para todos vós!
«Na nossa sociedade faz frio.
E o Natal é luz e calor!
A humanidade enregela sem o Espírito que é fogo.
Contra o frio do egoísmo, o calor humano.Contra o frio da ganância, o calor da generosidade.
Contra o frio da indiferença, o fogo da solidariedade.
Contra o frio da solidão, o fogo da proximidade.
Contra o frio do desencanto, o fogo do ideal.»
(Vasco Pinto de Magalhães, em "Não há soluções. Há caminhos.")
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
NASCER DE NOVO
«Quando as nossas limitações ou um sentimento de inferioridade nos atormentam, surpreendidos, compreendemos que Cristo nos ajuda a retomar alento.
Deus concede-nos a possibilidade de nascermos nele sempre de novo,
quando em nós acolhemos a sua confiança e o seu perdão.
Se nos deixássemos revestir de perdão,
como se nos cobríssemos com uma veste,
pressentiríamos na nossa noite claridade.»
Irmão Roger, de Taizé
Deus concede-nos a possibilidade de nascermos nele sempre de novo,
quando em nós acolhemos a sua confiança e o seu perdão.
Se nos deixássemos revestir de perdão,
como se nos cobríssemos com uma veste,
pressentiríamos na nossa noite claridade.»
Irmão Roger, de Taizé
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Irmão Roger
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
A CORAGEM DE FAZER O BEM
"Cristo repetia à saciedade: "Coragem, não temais!" Eu venci o mundo!"
Coragem é agir com o coração confiante e livre para arriscar o que deve ser arriscado!
Coragem é a força interior de quem sabe que vale mais a verdade do que todo o dinheiro do mundo.
O violento não tem coragem.
Agredir o outro não é coragem: é medo disfarçado, é prepotência, é inveja.
Só é verdadeira coragem fazer o bem."
Vasco Pinto de Magalhães, s.j. in "Não há soluções, há caminhos"
Coragem é agir com o coração confiante e livre para arriscar o que deve ser arriscado!
Coragem é a força interior de quem sabe que vale mais a verdade do que todo o dinheiro do mundo.
O violento não tem coragem.
Agredir o outro não é coragem: é medo disfarçado, é prepotência, é inveja.
Só é verdadeira coragem fazer o bem."
Vasco Pinto de Magalhães, s.j. in "Não há soluções, há caminhos"
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
A VERDADEIRA ALEGRIA
A alegria não é uma linguagem de palavras, é uma linguagem de olhares, a alegria não convence, contagia.
A alegria é poderosamente subversiva, porque é subversivo o amor sem distinções que ela transmite."
Susanna Tamaro, em «Querida Mathilda»
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Susanna Tamaro
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
VERDADE E SANTIDADE
«A verdade nada deve à suposta grandeza das nossas fortunas ou dos nossos espíritos.
A verdade alberga a sua luz em si mesma e não naquele que a diz.
Não é grande, quando o é, senão pela sua proximidade com a vida pobre e fraca...
A verdade nunca é tão grande como na humilhação daquele que a anuncia. (...)
De resto, não há santos.
Só há santidade.
A santidade é o júbilo. Ela é o fundo de tudo.
A maternidade é a fadiga superada,
a morte tragada sem a qual nenhuma alegria viria.
Dizer de alguém que é santo, é simplesmente dizer que ele se revelou,
pela sua vida,
um maravilhoso condutor de júbilo - tal como se diz de um metal que é bom condutor
quando deixa passar o calor sem perda ou quase,
tal como se diz de uma mãe que é uma boa mãe quando deixa a fadiga devorá-la,
sem sobras ou quase.»
Christian Bobin
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
A DOR
Eu andava por um caminho coberto de relva e, de repente, ouvi uma voz atrás de mim: “Olha para ver se me reconheces!”
Voltei-me, olhei para ela, e disse: “Não consigo me lembrar do teu nome!”
Ela continuou: “Eu sou a primeira grande Dor que tiveste quando jovem”.
Os olhos dela pareciam a manhã em que o orvalho ainda paira no ar.
Fiquei em silêncio algum tempo, e depois perguntei: “Perdeste aquele imenso fardo de lágrimas?”
Ela sorriu, sem responder, e eu compreendi que as suas lágrimas haviam tido Tempo de aprender a linguagem do sorriso. Depois, suspirando, acrescentou:
“Certa vez disseste que irias acariciar a tua tristeza para sempre...”
Corando, eu respondi: “Sim, mas passaram-se anos e acabei esquecendo”.
Então eu tomei as mãos dela nas minhas, e lhe disse: “Mas também tu mudaste muito”.
Ela respondeu: “O que antes era sofrimento, agora se transformou em paz”
Voltei-me, olhei para ela, e disse: “Não consigo me lembrar do teu nome!”
Ela continuou: “Eu sou a primeira grande Dor que tiveste quando jovem”.
Os olhos dela pareciam a manhã em que o orvalho ainda paira no ar.
Fiquei em silêncio algum tempo, e depois perguntei: “Perdeste aquele imenso fardo de lágrimas?”
Ela sorriu, sem responder, e eu compreendi que as suas lágrimas haviam tido Tempo de aprender a linguagem do sorriso. Depois, suspirando, acrescentou:
“Certa vez disseste que irias acariciar a tua tristeza para sempre...”
Corando, eu respondi: “Sim, mas passaram-se anos e acabei esquecendo”.
Então eu tomei as mãos dela nas minhas, e lhe disse: “Mas também tu mudaste muito”.
Ela respondeu: “O que antes era sofrimento, agora se transformou em paz”
Rabindranath Tagore
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
A COMPARAÇÃO
Toda a nossa educação se baseia na comparação, assim como a nossa cultura. Portanto, existe uma constante luta para sermos uma coisa diferente daquilo que realmente somos.
A compreensão do que somos liberta a criatividade, mas a comparação alimenta a competitividade, a crueldade, a ambição e, pensamos nós, isso gera progresso. O progresso só nos levou até agora a guerras cruéis e à infelicidade como jamais o mundo conheceu.
A verdadeira educação é educar as crianças sem comparação.»
J. Krishnamurti, em "Cartas a uma jovem amiga"
J. Krishnamurti, em "Cartas a uma jovem amiga"
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Educação
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
PURA SABEDORIA
«Os elogios dos aduladores enfraquecem a alma, devido ao prazer que provocam.
Quando o homem não admite a verdade sobre si próprio, faz depender a sua glória da opinião alheia, e quando é chamado afortunado, magnífico, poderoso, acredita, não por o ser, mas porque assim é dito.
Prefere que a tua casa seja conhecida pelo dono, não que o dono seja conhecido pela casa.»
S. Martinho Dume
Quando o homem não admite a verdade sobre si próprio, faz depender a sua glória da opinião alheia, e quando é chamado afortunado, magnífico, poderoso, acredita, não por o ser, mas porque assim é dito.
Prefere que a tua casa seja conhecida pelo dono, não que o dono seja conhecido pela casa.»
S. Martinho Dume
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
AMOR INFINITO E INCONDICIONAL
«Trata-se de uma autêntica revolução interior: proceder de maneira a não me apoiar no amor que tenho a Deus, mas exclusivamente no amor que Deus me tem...
Quando já não acreditares no que podes fazer por Deus, continua a acreditar no que Deus pode fazer por ti...
Deus não me ama por causa do bem de que sou capaz, do amor que Lhe tenho, mas ama-me de uma maneira absolutamente incondicional, por causa de Si mesmo, da Sua misericórdia e da Sua infinita ternura, unicamente em virtude da Sua Paternidade para comigo.
Esta experiência produz um grande abalo na vida cristã, que vem a ser uma graça imensa: o fundamento da minha relação com Deus, da minha vida, não mais está em mim, mas total e exclusivamente em Deus.»
Quando já não acreditares no que podes fazer por Deus, continua a acreditar no que Deus pode fazer por ti...
Deus não me ama por causa do bem de que sou capaz, do amor que Lhe tenho, mas ama-me de uma maneira absolutamente incondicional, por causa de Si mesmo, da Sua misericórdia e da Sua infinita ternura, unicamente em virtude da Sua Paternidade para comigo.
Esta experiência produz um grande abalo na vida cristã, que vem a ser uma graça imensa: o fundamento da minha relação com Deus, da minha vida, não mais está em mim, mas total e exclusivamente em Deus.»
Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior"
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Deus,
Jacques Philippe
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
CARTAS DE AMOR DO PROFETA
10 de Fevereiro 1916
(...)Esta fome, que me acompanha por tantos anos, era a vontade de enxergar o que estava além de mim. Tentei de diversas maneiras, e agora encontrei o único caminho certo: através de Deus.
A alma procura Deus, como o ar quente busca as alturas, e os rios correm para o mar. A alma tem dois poderes: o desejo de buscar, e a capacidade de lutar por este desejo.
E a alma nunca perde seu caminho, da mesma maneira que a água não corre montanha acima. Por isso, todas as almas estarão em Deus, não importa quanto tempo isto demore.
O sal não perde suas propriedades, mesmo quando misturado a todas as águas do oceano. A alma não perde esta fome de Deus; ela é eterna, e um dia será saciada.
A alma jamais deixara de buscar a Deus. E quando encontra-lo, irá descobrir que Ele também a estava buscando.»
Kahlil Gibran, em "Cartas de amor do profeta"
(...)Esta fome, que me acompanha por tantos anos, era a vontade de enxergar o que estava além de mim. Tentei de diversas maneiras, e agora encontrei o único caminho certo: através de Deus.
A alma procura Deus, como o ar quente busca as alturas, e os rios correm para o mar. A alma tem dois poderes: o desejo de buscar, e a capacidade de lutar por este desejo.
E a alma nunca perde seu caminho, da mesma maneira que a água não corre montanha acima. Por isso, todas as almas estarão em Deus, não importa quanto tempo isto demore.
O sal não perde suas propriedades, mesmo quando misturado a todas as águas do oceano. A alma não perde esta fome de Deus; ela é eterna, e um dia será saciada.
A alma jamais deixara de buscar a Deus. E quando encontra-lo, irá descobrir que Ele também a estava buscando.»
Kahlil Gibran, em "Cartas de amor do profeta"
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O AMOR TUDO TRANSFORMA
"Amar uma pessoa não significa fazer as coisas por ela,
mas ajudá-la a descobrir sua própria beleza, unicidade,
a luz escondida no seu coração e o significado da vida.
Através do amor uma nova esperança é comunicada a essa pessoa
e um desejo de crescer e viver."
Jean Vanier
mas ajudá-la a descobrir sua própria beleza, unicidade,
a luz escondida no seu coração e o significado da vida.
Através do amor uma nova esperança é comunicada a essa pessoa
e um desejo de crescer e viver."
Jean Vanier
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
UM AMOR VIVO
"Quando um sentimento de inferioridade nos atormentar,
podemos com surpresa fazer esta descoberta:
o que nos abre à plenitude não são os dons prestigiosos e, menos ainda,
as grandes facilidades,
mas sim um amor vivo."
Irmão Roger, de Taizé, em "Viver em tudo a Paz do Coração"
podemos com surpresa fazer esta descoberta:
o que nos abre à plenitude não são os dons prestigiosos e, menos ainda,
as grandes facilidades,
mas sim um amor vivo."
Irmão Roger, de Taizé, em "Viver em tudo a Paz do Coração"
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Irmão Roger
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
CARTAS DE AMOR DO PROFETA
7 de fevereiro 1912
«Meu coração está hoje sereno, e as angústias de sempre foram substituídas pela calma e pela alegria; vi Jesus num sonho, durante a noite.
A mesma face generosa, os grandes olhos negros que pareciam queimar a quem o encarava de frente, os pés empoeirados, as sandálias usadas. E a presença forte do Seu espírito, dominando tudo com a paz daqueles que sabem olhar direito a Vida.
Oh, querida Mary, por que não posso sonhar com Jesus todas as noites? Por que não consigo olhar para minha vida com a metade da calma que Ele era capaz de me transmitir durante o sonho? Por que não consigo encontrar ninguém nesta Terra que possa ser tão simples e tão afectuoso como Ele?»
Kahlil Gibran, em "Cartas de amor do profeta"
«Meu coração está hoje sereno, e as angústias de sempre foram substituídas pela calma e pela alegria; vi Jesus num sonho, durante a noite.
A mesma face generosa, os grandes olhos negros que pareciam queimar a quem o encarava de frente, os pés empoeirados, as sandálias usadas. E a presença forte do Seu espírito, dominando tudo com a paz daqueles que sabem olhar direito a Vida.
Oh, querida Mary, por que não posso sonhar com Jesus todas as noites? Por que não consigo olhar para minha vida com a metade da calma que Ele era capaz de me transmitir durante o sonho? Por que não consigo encontrar ninguém nesta Terra que possa ser tão simples e tão afectuoso como Ele?»
Kahlil Gibran, em "Cartas de amor do profeta"
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O MILAGRE DO AMOR
«Este é o milagre que sempre ocorre aos que realmente estão amando:
quanto mais dão, mais possuem desse amor delicioso e nutritivo do qual as flores e as crianças extraem a sua força e que poderia ajudar a todos se fosse aceite sem reservas.»
Rainer Maria Rilke
quanto mais dão, mais possuem desse amor delicioso e nutritivo do qual as flores e as crianças extraem a sua força e que poderia ajudar a todos se fosse aceite sem reservas.»
Rainer Maria Rilke
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Rainer Maria Rilke
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
O JULGAMENTO FINAL
«Não tenho medo do julgamento final, sei que seremos julgados por um olhar de criança... Quando hoje me coloco diante desse terrível olhar inocente, não consigo ter ilusões sobre mim mesmo e, ao mesmo tempo, não posso mais desesperar.
Quando somos olhados assim, não nos sentimos mais fora do alcance do amor, qualquer que seja a espessura das nossas máscaras.»
Jean-Yves Leloup, em "O absurdo e a graça"
Quando somos olhados assim, não nos sentimos mais fora do alcance do amor, qualquer que seja a espessura das nossas máscaras.»
Jean-Yves Leloup, em "O absurdo e a graça"
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
O SILÊNCIO
«O silêncio já se tornou para mim uma necessidade física espiritual.
Inicialmente escolhi-o para aliviar-me da depressão. A seguir precisei de tempo para escrever. Após havê-lo praticado por certo tempo descobri, todavia, seu valor espiritual.
E de repente dei conta de que eram esses momentos em que melhor podia comunicar-me com Deus. Agora sinto-me como se tivesse sido feito para o silêncio.»
M. Gandhi
Inicialmente escolhi-o para aliviar-me da depressão. A seguir precisei de tempo para escrever. Após havê-lo praticado por certo tempo descobri, todavia, seu valor espiritual.
E de repente dei conta de que eram esses momentos em que melhor podia comunicar-me com Deus. Agora sinto-me como se tivesse sido feito para o silêncio.»
M. Gandhi
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Gandhi
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
AOS PROFESSORES
«Há profissões de alta sublimidade. Permito-me destacar a do professor.
Educar não é simplesmente passar conhecimentos, mas trocar corações.
A educação é uma obra de amor. O verdadeiro educador cinzela, com mãos especiais, o carácter dos seus alunos e constrói, através deles, as certezas futuras e os destinos de um povo.
E que recompensa terão os educadores pela dedicação e grandes renúncias da sua profissão, senão a de, uma vez esquecidos, ainda se lembrarem dos seus alunos?»
Pe. Neylor J. Tonin
Educar não é simplesmente passar conhecimentos, mas trocar corações.
A educação é uma obra de amor. O verdadeiro educador cinzela, com mãos especiais, o carácter dos seus alunos e constrói, através deles, as certezas futuras e os destinos de um povo.
E que recompensa terão os educadores pela dedicação e grandes renúncias da sua profissão, senão a de, uma vez esquecidos, ainda se lembrarem dos seus alunos?»
Pe. Neylor J. Tonin
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010
SÊ BOM PARA CONTIGO
«Ser bondoso para contigo significa
olhares para ti com humanidade.
Ser bondoso significa sentires-te bem contigo próprio.
É reconhecer a criança ferida que existe em ti
e usares de misericórdia para com ela;
olhar para as próprias feridas com o olhar
compassivo do coração e agir com uma
dedicação sincera.
Não deves enfurecer-te com as tuas próprias fraquezas,
mas sim olhá-las com amor e aceitá-las.
Só um olhar carinhoso pode fazer com
que as nossas fraquezas se transformem.
Não dificultes a tua vida
ao levar demasiado a sério
aquilo que não te agrada em ti
e o que te aborrece nos outros.
Vive e deixa viver.
Vê para lá das coisas.
Sê criativo na forma como levas alegria
à vida das pessoas que vais encontrando.
As rosas que fazes florescer para os outros
não perfumam apenas a vida delas.
Também inebriam a tua.
Também enchem o teu coração de amor e alegria.
Sempre que te aproximas dos outros,
há algo em ti que se agita,
que te faz sentir livre e expansivo.»
Anselm Grün, em "Em cada dia... um caminho para a felicidade"
olhares para ti com humanidade.
Ser bondoso significa sentires-te bem contigo próprio.
É reconhecer a criança ferida que existe em ti
e usares de misericórdia para com ela;
olhar para as próprias feridas com o olhar
compassivo do coração e agir com uma
dedicação sincera.
Não deves enfurecer-te com as tuas próprias fraquezas,
mas sim olhá-las com amor e aceitá-las.
Só um olhar carinhoso pode fazer com
que as nossas fraquezas se transformem.
Não dificultes a tua vida
ao levar demasiado a sério
aquilo que não te agrada em ti
e o que te aborrece nos outros.
Vive e deixa viver.
Vê para lá das coisas.
Sê criativo na forma como levas alegria
à vida das pessoas que vais encontrando.
As rosas que fazes florescer para os outros
não perfumam apenas a vida delas.
Também inebriam a tua.
Também enchem o teu coração de amor e alegria.
Sempre que te aproximas dos outros,
há algo em ti que se agita,
que te faz sentir livre e expansivo.»
Anselm Grün, em "Em cada dia... um caminho para a felicidade"
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au
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
UMA ÁRVORE

"Se por algum desígnio voltar a esta terra amada gostava de ser uma árvore visitada por aves no Verão, por onde se passeassem os esquilos, onde escrevessem no casco pequenos nomes humanos apaixonados.
Uma árvore de uma floresta do norte onde no inverno cai a neve e há aquele silêncio que tudo guarda. E que depois fosse cortada por um lenhador, pai de uma família grande e saudável, e que parte de mim fosse logo queimada, o seu calor cozendo a comida de todos e que com a melhor madeira se fizesse uma mesa onde alguém um dia escrevesse uma carta a alguém que estivesse longe para lhe dizer que a amava."
Pedro Paixão, em "Nos teus braços morreríamos"
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Pedro Paixão
terça-feira, 9 de novembro de 2010
AMAR
Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas me pareciam
as pequenas satisfações que a vida me dava,
tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte
das alegrias da vida.
Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo.
O dinheiro não era nada, o poder não era nada.
Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.
A beleza não era nada.
Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar da sua beleza.
Também a saúde não contava tanto assim.
Cada um tem a saúde que sente.
Havia doentes cheios de vontade de viver
e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.
A felicidade é amor, só isto.
Feliz é quem sabe amar.
Feliz é quem pode amar muito.
Mas amar e desejar não é a mesma coisa.
O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.
O amor não quer possuir.
O amor quer somente amar.
Hermann Hesse
as pequenas satisfações que a vida me dava,
tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte
das alegrias da vida.
Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo.
O dinheiro não era nada, o poder não era nada.
Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.
A beleza não era nada.
Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar da sua beleza.
Também a saúde não contava tanto assim.
Cada um tem a saúde que sente.
Havia doentes cheios de vontade de viver
e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.
A felicidade é amor, só isto.
Feliz é quem sabe amar.
Feliz é quem pode amar muito.
Mas amar e desejar não é a mesma coisa.
O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.
O amor não quer possuir.
O amor quer somente amar.
Hermann Hesse
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Hermann Hess
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
CARTA PARA LEONOR NO DIA EM QUE FEZ 22 ANOS
"Só tem valor o que não se pode comprar. Podem-se comprar pêssegos mas não podemos comprar o pessegueiro em flor no campo em que floresce. Isto não tem a ver com o dinheiro. Pode-se dar dinheiro por coisas que têm valor. Uma fotografia, por exemplo, tem um custo, mas o seu valor está onde ela não está, de mistura com o sonho que nos agarra quando a vemos. É também assim o amor.
É sempre preciso voltar à banalidade das coisas. O espírito é só o contraste que revela. Somos pesados como a água e leves como o vento. Não paramos de passar. E o mistério das coisas não está nelas, nem em nós. O mistério existe e é tudo. E se quisermos saber tudo ficamos logo cegos. A bondade é o que há de mais belo, Leonor, e não se sabe o que é. É urgente que aprendas a viajar.
E não voltamos nunca. E vamos acabar. O que nos espera não espera por nós. Ficaremos cansados de qualquer maneira, e não há nada a fazer e isso já o sabíamos no começo e no fim não nos podemos queixar.
E no entanto vale a pena este lugar, este tempo, esta vida que é um erro. Vale a pena esperar, não esquecer o que nunca está presente. Vamos indo, aos poucos, a um encontro secreto. Leonor, não tenhas medo.
A maldade turva o olhar, não o dos outros, mas o nosso. Não é preciso ter em conta as consequências, é no próprio fazer que a culpa se mede. Olha para os teus olhos antes de olhares para os dos outros. O que os teus olhos vêem vem da luz que tens em ti.
Foge do escuro, foge. Foge sobretudo das sombras do teu olhar. O mais precioso, por mais ténue, vale mais do que tudo o resto, mesmo sem existir. Todo o tempo é precioso. Dorme menos.
Não vale a pena dormir com um homem com quem se dorme. O prazer vem só com o que o acompanha da melhor maneira. De resto está só em passar e não há caixa em que se guarde que depois se possa oferecer.
Só o longo trabalho salva. E o amor precisa de mais cuidados do que um jardim. Todos os dias é preciso regar o nosso amor. E podar os ramos mortos. Trabalhemos pois, Leonor, que o amor requer trabalho e o trabalho precisa de amor.
Nunca saberemos o que nos une. Nem o que nos separa. Foi sempre assim. É essa a pequena grandeza que nos distingue. Só nisso somos todos iguais. O homem do lixo vale mais do que eu. A ideia que temos do que somos ou seremos é uma luz incerta e vaga. O mais das vezes enganamo-nos. Mais ainda quando julgamos acertar, felizmente. Temos sempre de recomeçar e é nisso que somos eternos. Louvemos pois o que nos separa e nos une, isso mesmo a que é preciso não desagradar.
E quando o corpo cansa e a alma entristece não faças caso. De vez em quando o mundo também precisa de descansar. Admira as árvores e as nuvens e a sua indiferença por ti. Não queiras ser o centro de nada. À tua volta descobre o que não és. A frivolidade gasta a alma numa inútil correria.
Sê humilde e sensata. Se for preciso torna-te pesada como uma pedra que, embora pesada, não se levanta contra ninguém. E se for preciso sê como o chicote que corta, doce e alegre Leonor."
Pedro Paixão, em "Vida de Adulto"
É sempre preciso voltar à banalidade das coisas. O espírito é só o contraste que revela. Somos pesados como a água e leves como o vento. Não paramos de passar. E o mistério das coisas não está nelas, nem em nós. O mistério existe e é tudo. E se quisermos saber tudo ficamos logo cegos. A bondade é o que há de mais belo, Leonor, e não se sabe o que é. É urgente que aprendas a viajar.
E não voltamos nunca. E vamos acabar. O que nos espera não espera por nós. Ficaremos cansados de qualquer maneira, e não há nada a fazer e isso já o sabíamos no começo e no fim não nos podemos queixar.
E no entanto vale a pena este lugar, este tempo, esta vida que é um erro. Vale a pena esperar, não esquecer o que nunca está presente. Vamos indo, aos poucos, a um encontro secreto. Leonor, não tenhas medo.
A maldade turva o olhar, não o dos outros, mas o nosso. Não é preciso ter em conta as consequências, é no próprio fazer que a culpa se mede. Olha para os teus olhos antes de olhares para os dos outros. O que os teus olhos vêem vem da luz que tens em ti.
Foge do escuro, foge. Foge sobretudo das sombras do teu olhar. O mais precioso, por mais ténue, vale mais do que tudo o resto, mesmo sem existir. Todo o tempo é precioso. Dorme menos.
Não vale a pena dormir com um homem com quem se dorme. O prazer vem só com o que o acompanha da melhor maneira. De resto está só em passar e não há caixa em que se guarde que depois se possa oferecer.
Só o longo trabalho salva. E o amor precisa de mais cuidados do que um jardim. Todos os dias é preciso regar o nosso amor. E podar os ramos mortos. Trabalhemos pois, Leonor, que o amor requer trabalho e o trabalho precisa de amor.
Nunca saberemos o que nos une. Nem o que nos separa. Foi sempre assim. É essa a pequena grandeza que nos distingue. Só nisso somos todos iguais. O homem do lixo vale mais do que eu. A ideia que temos do que somos ou seremos é uma luz incerta e vaga. O mais das vezes enganamo-nos. Mais ainda quando julgamos acertar, felizmente. Temos sempre de recomeçar e é nisso que somos eternos. Louvemos pois o que nos separa e nos une, isso mesmo a que é preciso não desagradar.
E quando o corpo cansa e a alma entristece não faças caso. De vez em quando o mundo também precisa de descansar. Admira as árvores e as nuvens e a sua indiferença por ti. Não queiras ser o centro de nada. À tua volta descobre o que não és. A frivolidade gasta a alma numa inútil correria.
Sê humilde e sensata. Se for preciso torna-te pesada como uma pedra que, embora pesada, não se levanta contra ninguém. E se for preciso sê como o chicote que corta, doce e alegre Leonor."
Pedro Paixão, em "Vida de Adulto"
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
A VIDA É ESPANTOSA

«Tem nove meses. Está sentado ao meu lado no carro que conduzo através de um campo inundado de sol. Enquanto tomo atenção à estrada, observo-o de vez em quando.
Tem nos olhos a gravidade de um sábio.
Estuda as luzes, as sombras e os laços dos sapatinhos, que agarrou.
Por vezes um pensamento fá-lo franzir a testa.
Abrando um pouco, inclino-me para ele e digo-lhe a rir: "A vida é espantosa. Vamos todos morrer mas mesmo assim é fabulosa."
Ele interrompe os estudos, fixa em mim os olhos negros como ameixas, sorri de lado e retoma os pensamentos profundos, imperturbável, majestoso.»
Christian Bobin, em "Ressuscitar"
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
INSTANTES DE ETERNIDADE
Na altura em que nasci, uma fada debruçou-se sobre o meu berço e disse-me:
«Não experimentarás senão uma parte minúscula desta vida e em troca compreendê-la-ás toda.»
Quinze segundos de pureza aqui, outros dez além: com um pouco de sorte, terá havido na minha vida, quando partir, pureza suficiente para perfazer uma hora.
Christian Bobin, em "Ressuscitar"
«Não experimentarás senão uma parte minúscula desta vida e em troca compreendê-la-ás toda.»
Quinze segundos de pureza aqui, outros dez além: com um pouco de sorte, terá havido na minha vida, quando partir, pureza suficiente para perfazer uma hora.
Christian Bobin, em "Ressuscitar"
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
CORAÇÃO PURO
«Quem o tem o coração puro?
Aquele que não mancha o seu coração nem com o mal que comete
nem com o bem que faz».
Dietrich Bonhoeffer, citado por François Varillon, em "Alegria de Crer e Viver"
Aquele que não mancha o seu coração nem com o mal que comete
nem com o bem que faz».
Dietrich Bonhoeffer, citado por François Varillon, em "Alegria de Crer e Viver"
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
SABER QUE SE É AMADO
«Pensar que Deus nos condena é um dos maiores obstáculos à fé. (...)
Se soubéssemos até que ponto certas crianças precisam que olhemos para elas com confiança para que possam reencontrar a alegria de viver...
No coração de uma criança, saber que se é amado com ternura, que se é perdoado, pode ser fonte de paz para toda a vida.»
Irmão Roger de Taizé
Se soubéssemos até que ponto certas crianças precisam que olhemos para elas com confiança para que possam reencontrar a alegria de viver...
No coração de uma criança, saber que se é amado com ternura, que se é perdoado, pode ser fonte de paz para toda a vida.»
Irmão Roger de Taizé
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
O PENSAMENTO DE DEUS
«Penso o que pensam todos ao meu redor ou penso o pensamento de Deus?
Quando vemos a realidade com os olhos de Deus, reconhecemos claramente o que é bom para nós e o que nos torna sãos e inteiros, o que nos conduz à vida verdadeira»
Anselm Grün, em "O Pequeno livro da verdadeira felicidade"
Quando vemos a realidade com os olhos de Deus, reconhecemos claramente o que é bom para nós e o que nos torna sãos e inteiros, o que nos conduz à vida verdadeira»
Anselm Grün, em "O Pequeno livro da verdadeira felicidade"
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010
SENSATEZ E SENSIBILIDADE
«Um sábio anotou que as pessoas, em geral, são sensatas.
Poucas, no entanto, seriam sensíveis.
A sensibilidade é qualidade do coração que agasalha com ternura os relacionamentos humanos. Pessoas sensatas são lógicas e corretas, mas duras e cobradoras.
Julgam sem piedade e não perdoam facilmente.
Trabalham bem, mas não são boa companhia.
Podem até ser heróicas e dignas de aplausos, mas falta-lhes alegria espiritual e não sabem dançar.
São zelosas, mas com pouco carinho pela vida.»
Pe. Neylor J. Tonin
Poucas, no entanto, seriam sensíveis.
A sensibilidade é qualidade do coração que agasalha com ternura os relacionamentos humanos. Pessoas sensatas são lógicas e corretas, mas duras e cobradoras.
Julgam sem piedade e não perdoam facilmente.
Trabalham bem, mas não são boa companhia.
Podem até ser heróicas e dignas de aplausos, mas falta-lhes alegria espiritual e não sabem dançar.
São zelosas, mas com pouco carinho pela vida.»
Pe. Neylor J. Tonin
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A NOSSA MISSÃO NO MUNDO
«Como cristão, interpreto a minha missão no mundo da seguinte forma: Deus - tal como Romano Guardini disse, certa vez - pronunciou sobre mim uma palavra original que pensou apenas para mim. Diria que se trata de uma palavra-passe que só serve para mim.
A minha missão consiste em deixar que essa palavra única de Deus, que em mim encarnou, se torne perceptível neste mundo.
Posso dizer que gostaria de deixar neste mundo a minha marca de vida muito pessoal. Gostaria de voltar a irradiar neste mundo aquilo que Deus colocou em mim. Mas, o que é afinal, a minha marca de vida? Reconheço-a quando escuto o que existe dentro de mim e sinto que sou consistente. E reconheço-a quando me reconcilio com a minha história de vida.
Muitas vezes, é precisamente nas minhas lesões espirituais que consigo descobrir a marca que posso deixar neste mundo. No lugar onde me sinto magoado, também me abro ao meu verdadeiro ser, à palavra única que Deus pronunciou em mim.»
Anselm Grün, em "O Livro das Respostas"
A minha missão consiste em deixar que essa palavra única de Deus, que em mim encarnou, se torne perceptível neste mundo.
Posso dizer que gostaria de deixar neste mundo a minha marca de vida muito pessoal. Gostaria de voltar a irradiar neste mundo aquilo que Deus colocou em mim. Mas, o que é afinal, a minha marca de vida? Reconheço-a quando escuto o que existe dentro de mim e sinto que sou consistente. E reconheço-a quando me reconcilio com a minha história de vida.
Muitas vezes, é precisamente nas minhas lesões espirituais que consigo descobrir a marca que posso deixar neste mundo. No lugar onde me sinto magoado, também me abro ao meu verdadeiro ser, à palavra única que Deus pronunciou em mim.»
Anselm Grün, em "O Livro das Respostas"
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010
USAR AS COISAS E AMAR AS PESSOAS
"Haverá outro meio de uma pessoa tirar satisfação de outra que não o amor ou a dádiva?
Não confundas o amor com o delírio da posse.
Contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer.
O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse, sim, faz sofrer.
Haverá outro meio de uma pessoa tirar satisfação de outra que não o amor ou a dádiva?
Talvez devêssemos lavrar e semear o coração com esta lei, tão certa como a da gravidade:
Aprender
a usar as coisas
e a amar as pessoas;
não a amar as coisas
e a usar as pessoas."
Henrique Manuel, em "Mas Há Sinais..."
Não confundas o amor com o delírio da posse.
Contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer.
O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse, sim, faz sofrer.
Haverá outro meio de uma pessoa tirar satisfação de outra que não o amor ou a dádiva?
Talvez devêssemos lavrar e semear o coração com esta lei, tão certa como a da gravidade:
Aprender
a usar as coisas
e a amar as pessoas;
não a amar as coisas
e a usar as pessoas."
Henrique Manuel, em "Mas Há Sinais..."
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
A FÉ COMPROVA-SE
"A fé não se prova, comprova-se! É assim noutras coisas. Por exemplo, vejo que há coisas tão horríveis, mas se me arrisco a viver pondo em prática a alegria, a ternura, o perdão... isso dá frutos, faz-me crescer, harmoniza, faz felizes os outros, torna a vida bela! Mas se vivo à espera da demonstração teórica para depois agir, acabo mal: ou bloqueado, ou contra tudo e todos.
Ninguém ama começando por apresentar os argumentos sobre a existência do amor. O mesmo em relação a Deus: atreve-te a confiar e verás."
Vasco Pinto de Magalhães
Ninguém ama começando por apresentar os argumentos sobre a existência do amor. O mesmo em relação a Deus: atreve-te a confiar e verás."
Vasco Pinto de Magalhães
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
PLENITUDE INTERIOR - amar e ser amado
«Não há experiência mais profunda no ser humano do que aquela de ser amado.
Só o sentir-se amado transforma, faz perdoar-me a mim mesmo, aceitar o que sou, querer ser o que sou.
As comparações e as utopias fazem-nos, muitas vezes, olhar na direcção errada. Se o desejo comanda a Vida, então que esse desejo seja movido pelo amor a mim mesmo, com uma transparência e simplicidade que me faça dizer sem complexos: esta é a minha perfeição. Uma conquista de todos os dias, mas esta é a minha conquista.
O amor a si mesmo é tudo menos egoísta, porque é uma visão realista das próprias falhas, mas sobretudo um olhar simples e humilde sobre aquilo que sou.
A humildade é reconhecer a nossa bondade e ficarmos extremamente felizes por isso. Mais uma vez, encontra-se no fundo desta dinâmica o amor, e o sentir-se amado.
Para quem acredita, é um passo fundamental dar este salto: acreditar que Deus me ama sempre, acredita sempre em mim, não desiste. Ter alguém que sempre apoia o meu desejo de perfeição é a base de todo o movimento em direcção à plenitude.
Sentindo-se amado, e reconhecido como se é, torna a pessoa mais autêntica no modo de estar perante o mundo e os outros. Move-a o desejo de simplesmente ser, fazer crescer o bem, ser radicalmente optimista, porque nada está perdido, mesmo que o pareça. Deste modo, aquele que é amado ama como a expressão mais própria da Vida. Tudo o que sente e faz se confronta com o desejo que a Vida e os outros se sintam amados como eu me sinto amado.
Por ser tão simples este caminho, é difícil percorrê-lo, porque pensamos que as coisas importantes precisam de enciclopédias para serem explicadas. Quando pensamos e classificamos demasiado, estamos a estragar tudo. Como quando amamos alguém, não o conseguimos explicar, simplesmente é assim.
Quando vivemos em plenitude, tudo é uma oportunidade grande, desejamos afastar as coisas menos boas de nós, e desejamos só que tudo seja bonito... é o único caminho que verdadeiramente interessa.»
António Valério, s.j. http://amar-tesomente.blogspot.com/2009/10/plenitude-interior.html
Só o sentir-se amado transforma, faz perdoar-me a mim mesmo, aceitar o que sou, querer ser o que sou.
As comparações e as utopias fazem-nos, muitas vezes, olhar na direcção errada. Se o desejo comanda a Vida, então que esse desejo seja movido pelo amor a mim mesmo, com uma transparência e simplicidade que me faça dizer sem complexos: esta é a minha perfeição. Uma conquista de todos os dias, mas esta é a minha conquista.
O amor a si mesmo é tudo menos egoísta, porque é uma visão realista das próprias falhas, mas sobretudo um olhar simples e humilde sobre aquilo que sou.
A humildade é reconhecer a nossa bondade e ficarmos extremamente felizes por isso. Mais uma vez, encontra-se no fundo desta dinâmica o amor, e o sentir-se amado.
Para quem acredita, é um passo fundamental dar este salto: acreditar que Deus me ama sempre, acredita sempre em mim, não desiste. Ter alguém que sempre apoia o meu desejo de perfeição é a base de todo o movimento em direcção à plenitude.
Sentindo-se amado, e reconhecido como se é, torna a pessoa mais autêntica no modo de estar perante o mundo e os outros. Move-a o desejo de simplesmente ser, fazer crescer o bem, ser radicalmente optimista, porque nada está perdido, mesmo que o pareça. Deste modo, aquele que é amado ama como a expressão mais própria da Vida. Tudo o que sente e faz se confronta com o desejo que a Vida e os outros se sintam amados como eu me sinto amado.
Por ser tão simples este caminho, é difícil percorrê-lo, porque pensamos que as coisas importantes precisam de enciclopédias para serem explicadas. Quando pensamos e classificamos demasiado, estamos a estragar tudo. Como quando amamos alguém, não o conseguimos explicar, simplesmente é assim.
Quando vivemos em plenitude, tudo é uma oportunidade grande, desejamos afastar as coisas menos boas de nós, e desejamos só que tudo seja bonito... é o único caminho que verdadeiramente interessa.»
António Valério, s.j. http://amar-tesomente.blogspot.com/2009/10/plenitude-interior.html
terça-feira, 5 de outubro de 2010
A LOJA DA VERDADE
Mal pude crer nos olhos quando vi
o nome do lugar: A Loja da Verdade.
Ali eles vendiam a Verdade!
A funcionária ao balcão foi delicada:
que tipo de verdade eu procurava...
só parte dela ou a Verdade toda?
Pois claro, a Verdade toda.
Não me dê decepções nem altos pensamentos.
Eu disse que gostava da Verdade
muito clara, simples, inteira.
Ouvindo isto, ela conduziu-me então
para o outro lado do balcão onde vendiam,
somente aí, a tal Verdade inteira.
O comerciante olhou-me compassivo
e mostrou-me a «etiqueta» com o preço:
«Como assim?», perguntei, determinado
a conseguir, custasse o que custasse
a Verdade toda.
«É que... se levar esta Verdade,
o preço que por ela vai pagar
será não ter mais descanso na vida».
Foi o que disse o homem do balcão
e eu, triste, afastei-me dessa loja
porque pensava eu, tolo, que podia
achar a Verdade inteira... a baixo preço.
Não estou pronto ainda para ela;
quero descanso e paz, de vez em quando;
sinto que preciso ainda de racionalizar,
de usar defesas,
escondendo-me atrás dessas muralhas
que levantei com crenças imbatíveis!
Anthony de Mello, O canto do pássaro
o nome do lugar: A Loja da Verdade.
Ali eles vendiam a Verdade!
A funcionária ao balcão foi delicada:
que tipo de verdade eu procurava...
só parte dela ou a Verdade toda?
Pois claro, a Verdade toda.
Não me dê decepções nem altos pensamentos.
Eu disse que gostava da Verdade
muito clara, simples, inteira.
Ouvindo isto, ela conduziu-me então
para o outro lado do balcão onde vendiam,
somente aí, a tal Verdade inteira.
O comerciante olhou-me compassivo
e mostrou-me a «etiqueta» com o preço:
«Como assim?», perguntei, determinado
a conseguir, custasse o que custasse
a Verdade toda.
«É que... se levar esta Verdade,
o preço que por ela vai pagar
será não ter mais descanso na vida».
Foi o que disse o homem do balcão
e eu, triste, afastei-me dessa loja
porque pensava eu, tolo, que podia
achar a Verdade inteira... a baixo preço.
Não estou pronto ainda para ela;
quero descanso e paz, de vez em quando;
sinto que preciso ainda de racionalizar,
de usar defesas,
escondendo-me atrás dessas muralhas
que levantei com crenças imbatíveis!
Anthony de Mello, O canto do pássaro
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
A FELICIDADE VEM POR ACRÉSCIMO
«Um trecho do Evangelho diz:
"Procurai em primeiro lugar, o Reino e o resto vos será dado por acréscimo."
A felicidade é justamente o que nos é dado por acréscimo! Razão pela qual se a procurarmos em primeiro lugar, nunca chegaremos a encontrá-la...
A etimologia da palavra felicidade é muito significativa. Como já indiquei com precisão, é a "boa hora"; trata-se de estarmos na hora certa, de estarmos presentes onde estamos!
A infelicidade é justamente não estarmos presentes... onde estamos!
Há duas maneiras de viver o tempo: o presente e o ausente.(...)
A felicidade é reencontrarmos em nós a capacidade para amar, porque tudo o que fazemos sem amor é tempo perdido, é feito em má hora, é uma infelicidade... Enquanto tudo o que fazemos com amor é a eternidade reencontrada, a boa hora reencontrada; desse modo, a felicidade nos é dada por acréscimo.»
Jean-Yves Leloup, em "Amar... apesar de tudo"
"Procurai em primeiro lugar, o Reino e o resto vos será dado por acréscimo."
A felicidade é justamente o que nos é dado por acréscimo! Razão pela qual se a procurarmos em primeiro lugar, nunca chegaremos a encontrá-la...
A etimologia da palavra felicidade é muito significativa. Como já indiquei com precisão, é a "boa hora"; trata-se de estarmos na hora certa, de estarmos presentes onde estamos!
A infelicidade é justamente não estarmos presentes... onde estamos!
Há duas maneiras de viver o tempo: o presente e o ausente.(...)
A felicidade é reencontrarmos em nós a capacidade para amar, porque tudo o que fazemos sem amor é tempo perdido, é feito em má hora, é uma infelicidade... Enquanto tudo o que fazemos com amor é a eternidade reencontrada, a boa hora reencontrada; desse modo, a felicidade nos é dada por acréscimo.»
Jean-Yves Leloup, em "Amar... apesar de tudo"
terça-feira, 28 de setembro de 2010
HÁ ALMAS...
"Tudo o que sei do céu me vem do espanto que experimento perante a bondade inexplicável desta ou daquela pessoa, à luz de uma palavra ou de um gesto tão puros que me revelam bruscamente que nada no mundo poderia ser a sua origem. (...)
Há almas nas quais Deus vive sem que elas disso se apercebam.
Nada deixa supor essa presença sobrenatural, senão a grande naturalidade que inspira aos gestos e às palavras daqueles em que habita."
Christian Bobin, em "Ressuscitar"
Há almas nas quais Deus vive sem que elas disso se apercebam.
Nada deixa supor essa presença sobrenatural, senão a grande naturalidade que inspira aos gestos e às palavras daqueles em que habita."
Christian Bobin, em "Ressuscitar"
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
AMAR A DEUS
«AMARÁS O ETERNO, TEU DEUS» : Este mandamento intrigou os pensadores ao longo dos tempos.
Se o amor é um sentimento, uma emoção que escapa ao controlo do homem, como pode ser o objecto de um preceito da Tora? Como é que se podem ditar sentimentos? O mandamento amar parece ser paradoxal.
Pode responder-se que o próprio facto de a Tora prescerver amar o Eterno indica que o homem possui de modo inerente o amor inato por Deus. Este amor, que repousa nos recessos da alma, deve ser despertado e actualizado.
É este processo de despertar que constitui o mandamento de amar, o qual significa de facto. «Faz tudo o que estiver ao teu alcance para despertares o teu amor latente por Deus.»
Sefat Emet
Se o amor é um sentimento, uma emoção que escapa ao controlo do homem, como pode ser o objecto de um preceito da Tora? Como é que se podem ditar sentimentos? O mandamento amar parece ser paradoxal.
Pode responder-se que o próprio facto de a Tora prescerver amar o Eterno indica que o homem possui de modo inerente o amor inato por Deus. Este amor, que repousa nos recessos da alma, deve ser despertado e actualizado.
É este processo de despertar que constitui o mandamento de amar, o qual significa de facto. «Faz tudo o que estiver ao teu alcance para despertares o teu amor latente por Deus.»
Sefat Emet
terça-feira, 21 de setembro de 2010
DAR ESPAÇO À ALMA
"No lugar onde uma pessoa foi muito magoada na sua infância, formam-se pontos sensíveis. E estes pontos sensíveis são a porta para as ofensas. Para que não adoeçamos recorrentemente, é importante que nos reconciliemos com as nossas feridas e nos aceitemos com os nossos pontos sensíveis.(...)
Se estivermos completamente no nosso meio e em harmonia connosco próprios, os outros não nos conseguem magoar tão facilmente. É verdade que ouvimos as palavras ofensivas, mas elas não nos atingem em profundidade.(...)
Salutar para a alma é o facto de se saber amada e de também se amar a si mesma, juntamente com tudo aquilo que nela existe. E é também salutar que a alma possa respirar. Há muitas pessoas que não estão em contacto com a sua alma. Vivem apenas à superfície. Esta separação da alma torna-as doentes. Só quando obtemos o acesso interior à alma é que ela pode renascer e desenvolver-se. A alma precisa de alimento.
Por um lado, é o amor que faz bem à alma, mas também a actividade espiritual. Muitas pessoas adoecem porque não dão espaço à alma. A alma precisa de asas, de agilidade, de amplitude. Aquele que restringe o espaço à alma está a retirar-lhe força.
Anselm Grün, em "O Livro das Respostas"
Se estivermos completamente no nosso meio e em harmonia connosco próprios, os outros não nos conseguem magoar tão facilmente. É verdade que ouvimos as palavras ofensivas, mas elas não nos atingem em profundidade.(...)
Salutar para a alma é o facto de se saber amada e de também se amar a si mesma, juntamente com tudo aquilo que nela existe. E é também salutar que a alma possa respirar. Há muitas pessoas que não estão em contacto com a sua alma. Vivem apenas à superfície. Esta separação da alma torna-as doentes. Só quando obtemos o acesso interior à alma é que ela pode renascer e desenvolver-se. A alma precisa de alimento.
Por um lado, é o amor que faz bem à alma, mas também a actividade espiritual. Muitas pessoas adoecem porque não dão espaço à alma. A alma precisa de asas, de agilidade, de amplitude. Aquele que restringe o espaço à alma está a retirar-lhe força.
Anselm Grün, em "O Livro das Respostas"
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
FALTA DE AMOR
"O maior perigo que ronda o ser humano consiste na falta de amor e nas consequências que esta falta acarreta.
Quem não se sente amado rejeita-se a si mesmo, condena-se, torna-se duro, frio e vazio, é incapaz de amar a si mesmo e aos outros.
Torna-se necessário, então, um amor que não se poupa, que não recua nem mesmo diante da própria morte para curar-nos da ferida mortal da falta de amor."
Anselm Grün, em "Jesus - Porta para a Vida"
Quem não se sente amado rejeita-se a si mesmo, condena-se, torna-se duro, frio e vazio, é incapaz de amar a si mesmo e aos outros.
Torna-se necessário, então, um amor que não se poupa, que não recua nem mesmo diante da própria morte para curar-nos da ferida mortal da falta de amor."
Anselm Grün, em "Jesus - Porta para a Vida"
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
MORAR NA CASA DO AMOR
"Esta é uma imagem muito particular para o amor. Ele não é somente um sentimento que logo desaparece, mas um espaço no qual se pode permanecer. Não obstante, Jesus também indica a condição para a permanência neste amor: "Se vocês seguirem meus mandamentos, permanecerão no meu amor" (Jo 15,10).
Não podemos desfrutar sozinhos do amor de Deus, mas precisamos deixá-lo fluir para outras pessoas. Caso contrário ele é interrompido, acabando seu espaço de ação. O amor de Jesus não retém, como muitas vezes nosso amor o faz; ele doa. Por um amor assim, que liberta e entrega, que por nós morre e se dá sem limites, aspiramos na profundeza de nosso coração.
Diante do Cristo crucificado sentimos que somos incapazes de amar de verdade. Nosso amor muitas vezes se mistura com o desejo de "ter o outro para nós", de possuí-lo. Queremos segurá-lo para que jamais nos abandone, não percebendo como lhe tiramos o ar de que precisa para respirar, como lhe roubamos a possibilidade de continuar se desenvolvendo, a fim de que possa se tornar ele mesmo. Queremos, muitas vezes, moldar a pessoa amada e coagi-la a entrar na forma que nos parece mais aprazível.
O gesto da cruz expressa o contrário: é um amor que nos permite ser livres; que nos convida a deixarmos ser abraçados, mas que também nos deixa soltos para trilhar nosso próprio caminho em liberdade."
Anselm Grün, em "Abra seu coração para o amor"
Não podemos desfrutar sozinhos do amor de Deus, mas precisamos deixá-lo fluir para outras pessoas. Caso contrário ele é interrompido, acabando seu espaço de ação. O amor de Jesus não retém, como muitas vezes nosso amor o faz; ele doa. Por um amor assim, que liberta e entrega, que por nós morre e se dá sem limites, aspiramos na profundeza de nosso coração.
Diante do Cristo crucificado sentimos que somos incapazes de amar de verdade. Nosso amor muitas vezes se mistura com o desejo de "ter o outro para nós", de possuí-lo. Queremos segurá-lo para que jamais nos abandone, não percebendo como lhe tiramos o ar de que precisa para respirar, como lhe roubamos a possibilidade de continuar se desenvolvendo, a fim de que possa se tornar ele mesmo. Queremos, muitas vezes, moldar a pessoa amada e coagi-la a entrar na forma que nos parece mais aprazível.
O gesto da cruz expressa o contrário: é um amor que nos permite ser livres; que nos convida a deixarmos ser abraçados, mas que também nos deixa soltos para trilhar nosso próprio caminho em liberdade."
Anselm Grün, em "Abra seu coração para o amor"
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
O DOM DA SOLIDÃO
"O nosso mundo vive cheio de solidão negativa, sem perceber nem aceitar esse dom, essa necessidade, de estar só para poder recolher-se e organizar-se, para poder dar e dar-se.
Oferece-nos, pelo contrário, dois alibis, para enganar a solidão: o trabalho e o divertimento. A ocupação e a satisfação talvez nos façam esquecer, mas deixam-nos cada vez mais longe de nós mesmos e dos outros."
Vasco Pinto de Magalhães, s.j. in "Não há soluções, há caminhos"
Oferece-nos, pelo contrário, dois alibis, para enganar a solidão: o trabalho e o divertimento. A ocupação e a satisfação talvez nos façam esquecer, mas deixam-nos cada vez mais longe de nós mesmos e dos outros."
Vasco Pinto de Magalhães, s.j. in "Não há soluções, há caminhos"
terça-feira, 7 de setembro de 2010
AS PESSOAS SÃO COMO OS ENVELOPES
«As pessoas e os encontros, por vezes, são como os envelopes bem endereçados que recebemos. Sabe-se o nome e a morada, mas não se sabe o que vem lá dentro. Será uma conta a pagar, um convite, um folheto de publicidade? Será uma cunha, umas boas festas? É que o envelope rasga-se e depois vê-se o que vem lá dentro.
As intenções do coração vêm sempre ao de cima, não há máscara que lhes resista...»
Vasco Pinto de Magalhães, in 'Não Há Soluções, Há Caminhos'
As intenções do coração vêm sempre ao de cima, não há máscara que lhes resista...»
Vasco Pinto de Magalhães, in 'Não Há Soluções, Há Caminhos'
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
DEUS ENTRE AS PESSOAS
«Quando perguntavam a Martin Buber - o grande filósofo e teólogo judeu - "Onde Deus está?", ele foi suficientemente esperto para não dar a resposta estereotipada: Deus está em toda parte, Deus é encontrado nas igrejas e sinagogas.
Buber respondia que Deus está nos relacionamentos. Deus não é encontrado nas pessoas, mas entre as pessoas. Quando duas pessoas estão verdadeiramente em sintonia uma com a outra, Deus se aproxima e preenche o espaço entre elas para que fiquem unidas.
Tanto o amor quanto a verdadeira amizade são mais do que apenas uma forma de saber que somos importantes para alguém. Eles são uma maneira de levar Deus para um mundo que, de outro modo, seria um vale de egoísmo e solidão.» Harold Kushner
Buber respondia que Deus está nos relacionamentos. Deus não é encontrado nas pessoas, mas entre as pessoas. Quando duas pessoas estão verdadeiramente em sintonia uma com a outra, Deus se aproxima e preenche o espaço entre elas para que fiquem unidas.
Tanto o amor quanto a verdadeira amizade são mais do que apenas uma forma de saber que somos importantes para alguém. Eles são uma maneira de levar Deus para um mundo que, de outro modo, seria um vale de egoísmo e solidão.» Harold Kushner
terça-feira, 31 de agosto de 2010
PENSAR...
«Uma verdadeira amizade é como a fosforescência, resplandece melhor quando tudo escureceu.» (Rabindranath Tagore)
«O mal surge sempre quando o amor não é suficiente.» (Hermann Hess)
«O amor é mestre, mas é preciso saber adquiri-lo, porque se adquire dificilmente, ao preço de um esforço prolongado; é preciso amar, de facto, não por um instante, mas até ao fim.» (Dostoievksi)
«Protegei-me da sabedoria que não chora, da filosofia que não ri e da grandeza que não se inclina perante as crianças.» (Kahlil Gibran)
«O mal surge sempre quando o amor não é suficiente.» (Hermann Hess)
«O amor é mestre, mas é preciso saber adquiri-lo, porque se adquire dificilmente, ao preço de um esforço prolongado; é preciso amar, de facto, não por um instante, mas até ao fim.» (Dostoievksi)
«Protegei-me da sabedoria que não chora, da filosofia que não ri e da grandeza que não se inclina perante as crianças.» (Kahlil Gibran)
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Pensamentos
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
QUE TEMOS FEITO COM AS NOSSAS VIDAS?
«Que temos feito com as nossas vidas?
Quantos de nós não traímos o que em verdade poderíamos ter sido? (...)
Sabemos que é pelo sucesso que nos medem e é pelo sucesso que nos medimos a nós próprios. Vivemos aterrorizados pela possibilidade de fracassar. Mas nem o medo podemos admitir, e dominar tornou-se a técnica para o afastar(...)
Assim nunca saberemos o que podemos suportar sem sermos derrotados.
A derrota é o pesadelo que nos ensombra os dias e as noites.
Continuamos a jogar os jogos que nos desgastam e, no fundo do coração, a acalentar o sonho do que poderíamos ter sido, transparentes e autênticos, se alguém nos tivesse querido tal qual éramos.
Mas não. E traímos aquilo que éramos, aquilo que íamos ser, aquilo que deveríamos ter sido, só para que nos quisessem, para que nos admirassem, para que nos amassem.
E perdemos a autonomia, esse estado de graça em que nos sentimos pacificados com os nossos sentimentos e necessidades, sem termos que provar nada a ninguém.
Que temos feito com as nossas vidas?
Temo-nos traído ou sentimo-nos fiéis a nós próprios? (Julgo que é mais do que uma mera pergunta retórica.)
Bom é saber que podemos recomeçar a qualquer momento.
Bom é saber que Aquele que incondicionalmente nos ama, todas as manhãs nos entrega em branco um dia, garantindo-nos que ainda temos hipóteses, que nada do que possamos ter feito nos condena irremediavelmente, que o exame se repete todos os dias, que há sempre um segunda chamada, que se chumbámos ontem, hoje podemos voltar a tentar.
Bom é saber desse Amor e rendermo-nos a ele.»
Henrique Manuel, em "Mas Há Sinais..."
Quantos de nós não traímos o que em verdade poderíamos ter sido? (...)
Sabemos que é pelo sucesso que nos medem e é pelo sucesso que nos medimos a nós próprios. Vivemos aterrorizados pela possibilidade de fracassar. Mas nem o medo podemos admitir, e dominar tornou-se a técnica para o afastar(...)
Assim nunca saberemos o que podemos suportar sem sermos derrotados.
A derrota é o pesadelo que nos ensombra os dias e as noites.
Continuamos a jogar os jogos que nos desgastam e, no fundo do coração, a acalentar o sonho do que poderíamos ter sido, transparentes e autênticos, se alguém nos tivesse querido tal qual éramos.
Mas não. E traímos aquilo que éramos, aquilo que íamos ser, aquilo que deveríamos ter sido, só para que nos quisessem, para que nos admirassem, para que nos amassem.
E perdemos a autonomia, esse estado de graça em que nos sentimos pacificados com os nossos sentimentos e necessidades, sem termos que provar nada a ninguém.
Que temos feito com as nossas vidas?
Temo-nos traído ou sentimo-nos fiéis a nós próprios? (Julgo que é mais do que uma mera pergunta retórica.)
Bom é saber que podemos recomeçar a qualquer momento.
Bom é saber que Aquele que incondicionalmente nos ama, todas as manhãs nos entrega em branco um dia, garantindo-nos que ainda temos hipóteses, que nada do que possamos ter feito nos condena irremediavelmente, que o exame se repete todos os dias, que há sempre um segunda chamada, que se chumbámos ontem, hoje podemos voltar a tentar.
Bom é saber desse Amor e rendermo-nos a ele.»
Henrique Manuel, em "Mas Há Sinais..."
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Henrique Manuel
terça-feira, 24 de agosto de 2010
CAPACIDADE DE SOFRER
"Capacidade de sofrer, para mim, significa saber permanecer no sofrimento a fim de procurar o seu significado. Permanecer aí o tempo suficiente para poder descobrir quem se é verdadeiramente.(...)
Saber viver significa saber estar no sofrimento para aprender a sair dele. (...)
Poderá parecer-vos estranho, mas julgo que saber sofrer significa saber que o sofrimento faz parte da vida.
Por definição.
Irremediavelmente.
De forma inevitável.
Só esta sociedade competitiva nos leva a acreditar que a vida só o é verdadeiramente quando se vence, quando não se sofre. Tanto é assim, que quem não alcança algum tipo de êxito se sente frustrado, irrealizado, deprimido, não importante, não vivo.
Nos dias de hoje, a nossa identidade é construída sobre os êxitos que alcançamos, sobre aquilo que possuímos, sobre o dinheiro, o sexo, a glória; sobretudo, sobre a imagem que damos de nós mesmos. (...)
Para mim, os êxitos têm tanto valor como as derrotas.
Importante, vital, é dar-lhes sentido.
Se eu tiver um êxito, dar-lhe-ei sentido, se viver uma derrota, dar-lhe-ei sentido.
Eu existo porque sou.
Os êxitos e as derrotas são partes integrantes do meu caminho pessoal sobre a terra. Nada mais. São momentos úteis para compreender melhor o sentido da minha viagem terrena, para reduzir o meu apego ao mundo. »
Valerio Albisetti, em "Viagem da Vida"
Saber viver significa saber estar no sofrimento para aprender a sair dele. (...)
Poderá parecer-vos estranho, mas julgo que saber sofrer significa saber que o sofrimento faz parte da vida.
Por definição.
Irremediavelmente.
De forma inevitável.
Só esta sociedade competitiva nos leva a acreditar que a vida só o é verdadeiramente quando se vence, quando não se sofre. Tanto é assim, que quem não alcança algum tipo de êxito se sente frustrado, irrealizado, deprimido, não importante, não vivo.
Nos dias de hoje, a nossa identidade é construída sobre os êxitos que alcançamos, sobre aquilo que possuímos, sobre o dinheiro, o sexo, a glória; sobretudo, sobre a imagem que damos de nós mesmos. (...)
Para mim, os êxitos têm tanto valor como as derrotas.
Importante, vital, é dar-lhes sentido.
Se eu tiver um êxito, dar-lhe-ei sentido, se viver uma derrota, dar-lhe-ei sentido.
Eu existo porque sou.
Os êxitos e as derrotas são partes integrantes do meu caminho pessoal sobre a terra. Nada mais. São momentos úteis para compreender melhor o sentido da minha viagem terrena, para reduzir o meu apego ao mundo. »
Valerio Albisetti, em "Viagem da Vida"
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
AMOR INCONDICIONAL
«Trata-se de uma autêntica revolução interior: proceder de maneira a não me apoiar no amor que tenho a Deus, mas exclusivamente no amor que Deus me tem...
Quando já não acreditares no que podes fazer por Deus, continua a acreditar no que Deus pode fazer por ti...
Deus não me ama por causa do bem de que sou capaz, do amor que Lhe tenho, mas ama-me de uma maneira absolutamente incondicional, por causa de Si mesmo, da Sua misericórdia e da Sua infinita ternura, unicamente em virtude da Sua Paternidade para comigo.
Esta experiência produz um grande abalo na vida cristã, que vem a ser uma graça imensa: o fundamento da minha relação com Deus, da minha vida, não mais está em mim, mas total e exclusivamente em Deus.»
Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior"
Quando já não acreditares no que podes fazer por Deus, continua a acreditar no que Deus pode fazer por ti...
Deus não me ama por causa do bem de que sou capaz, do amor que Lhe tenho, mas ama-me de uma maneira absolutamente incondicional, por causa de Si mesmo, da Sua misericórdia e da Sua infinita ternura, unicamente em virtude da Sua Paternidade para comigo.
Esta experiência produz um grande abalo na vida cristã, que vem a ser uma graça imensa: o fundamento da minha relação com Deus, da minha vida, não mais está em mim, mas total e exclusivamente em Deus.»
Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior"
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Jacques Philippe
terça-feira, 17 de agosto de 2010
AMAR E DEIXAR-SE AMAR
«Uma das notas mais penosas do neurótico parece ser a ausência de gratuidade com que age. Tudo faz para amar e ser amado, menos amar e deixar-se amar gratuitamente.
No jogo do amor, parece temer, no fundo, sentir-se diminuído, tentando por isto sempre impor sua presença, infelizmente, problemática. Faz-se assim agente, centro e fim das relações amorosas que, por natureza, exigem correspondência livre e generosa.
Ah, que beleza se os neuróticos descobrissem a gratuidade do amor!
Os grandes mestres da Espiritualidade sempre detectaram, nas imperfeições do amor, um desejo impulsivo de dominação. Cobranças mesquinhas, controles descabidos, ciúmes ridículos, rudezas espantosas e desconfianças estapafúrdias não passam de atestados de uma doentia insegurança psicológica.
Amar não é dominar nem muito menos aprisionar.
O caminho do amor é uma aventura rica e dolorosa que vai aos poucos nos libertando das escórias do medo e do egoísmo.
Pe. neylor J. Tonin
No jogo do amor, parece temer, no fundo, sentir-se diminuído, tentando por isto sempre impor sua presença, infelizmente, problemática. Faz-se assim agente, centro e fim das relações amorosas que, por natureza, exigem correspondência livre e generosa.
Ah, que beleza se os neuróticos descobrissem a gratuidade do amor!
Os grandes mestres da Espiritualidade sempre detectaram, nas imperfeições do amor, um desejo impulsivo de dominação. Cobranças mesquinhas, controles descabidos, ciúmes ridículos, rudezas espantosas e desconfianças estapafúrdias não passam de atestados de uma doentia insegurança psicológica.
Amar não é dominar nem muito menos aprisionar.
O caminho do amor é uma aventura rica e dolorosa que vai aos poucos nos libertando das escórias do medo e do egoísmo.
Pe. neylor J. Tonin
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Pe. Neylor J. Tonin
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
ABRIR-SE À FÉ
«É verdade que a fé é um dom de Deus, mas é necessário facilitar-lhe o caminho, abrimo-nos para recebê-la. (...)
A fé, segundo a minha acepção, é aquela «capacidade» que nos permite viver a realidade como qualquer coisa fora do nosso Eu, exterior a nós, à qual devemos respeito.
A fé, como lugar que nos faz sair do próprio Eu.
A fé diz-nos que já não podemos sentir-nos importantes e orgulhosos pelos nossos êxitos terrenos, mas por Deus. Por isso, se temos fé, não podemos orgulhar-nos daquilo que fazemos, mas daquilo que é feito por nós.
O acto de fé, na mimha opinião, é sair do nosso Eu para nos colocarmos noutro lugar, no lugar da transcendência, da espiritualidade, e não para nos empobrecer, e não para nos debilitar, mas para alcançar a harmonia e a consciência.
Para nos tornarmos adultos.
Só centrando-nos em Deus podemos estabelecer uma verdadeira harmonia connosco mesmos e com os outros.
Só assim podemos entrar em contacto com a parte mais profunda de nós, com o mistério da nossa existência.
Com a nossa verdadeira essência.
Com a nossa divindade. »
Valerio Albisetti, em "Viagem da Vida"
A fé, segundo a minha acepção, é aquela «capacidade» que nos permite viver a realidade como qualquer coisa fora do nosso Eu, exterior a nós, à qual devemos respeito.
A fé, como lugar que nos faz sair do próprio Eu.
A fé diz-nos que já não podemos sentir-nos importantes e orgulhosos pelos nossos êxitos terrenos, mas por Deus. Por isso, se temos fé, não podemos orgulhar-nos daquilo que fazemos, mas daquilo que é feito por nós.
O acto de fé, na mimha opinião, é sair do nosso Eu para nos colocarmos noutro lugar, no lugar da transcendência, da espiritualidade, e não para nos empobrecer, e não para nos debilitar, mas para alcançar a harmonia e a consciência.
Para nos tornarmos adultos.
Só centrando-nos em Deus podemos estabelecer uma verdadeira harmonia connosco mesmos e com os outros.
Só assim podemos entrar em contacto com a parte mais profunda de nós, com o mistério da nossa existência.
Com a nossa verdadeira essência.
Com a nossa divindade. »
Valerio Albisetti, em "Viagem da Vida"
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Valerio Albisetti
terça-feira, 10 de agosto de 2010
A BONDADE IRRADIA
«Bondosa é a pessoa que tem boas intenções em relação a nós.
Dela irradia calor.
No seu olhar e nas palavras bondosas,
sente-se que o seu coração é bondoso,
que o bem toma conta dele.
A bondade irradia de uma alma que é boa em si,
que está em harmonia consigo mesma.
Quem sente a sua alma como boa também acredita na bondade alheia.
Como ele vê a bondade no outro,
ele também o tratará bem.
Por sua atitude bondosa, ele desperta o núcleo bom no outro.»
Anselm Grün, em "O Pequeno livro da verdadeira felicidade"
Dela irradia calor.
No seu olhar e nas palavras bondosas,
sente-se que o seu coração é bondoso,
que o bem toma conta dele.
A bondade irradia de uma alma que é boa em si,
que está em harmonia consigo mesma.
Quem sente a sua alma como boa também acredita na bondade alheia.
Como ele vê a bondade no outro,
ele também o tratará bem.
Por sua atitude bondosa, ele desperta o núcleo bom no outro.»
Anselm Grün, em "O Pequeno livro da verdadeira felicidade"
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
EXISTE PARA CADA UM DE NÓS...
Existe para cada um de nós
uma determinada hora
em que o conhecimento inconsolável
nos invade a alma e a despedaça.
É à luz dessa hora,
já chegada ou não,
que todos nós nos deveríamos falar, amar,
e se possível,
rir juntos.
Christian Bobin
terça-feira, 3 de agosto de 2010
LUGAR DE AMOR
Em todo o ser humano existe um recanto imaculado,
virgem, inexplorado, silencioso, profundo...
Em toda criatura permanece um mundo, santo e ignorado,
nunca antes penetrado, aguardando, enriquecido de ternura...
Há, no abismo de toda alma,
um rochedo, um lugar, uma ilha, um paraíso,
recanto de maravilha a ser descoberto...
Em todo coração se demora um espaço aberto para a aurora,
um campo imenso a ser trabalhado,
terra de Deus, lugar de sonho,
reduto para o futuro.
Em toda vida há lugar para vidas,
como em toda alegria paira uma suave melancolia prenunciadora de aflição.
Há, porém, um lugar em mim,
na ilha dos meus sentimentos não desvelados,
um abismo de espera,
um oceano de alegria,
um mundo de fantasia,
para brindar-Te, meu Senhor!
Vem, meu amado Rei e Senhor,
dominar a minha ansiedade,
conduzir-me pela estrada da redenção.
E toma posse deste estranho e solitário país,
reinando nele e o iluminando com as tuas claridades celestes,
para que, feliz, eu avance, até o desfalecer das forças,
no Teu serviço libertador.
Vem, meu Rei,
ao meu recanto e faz da minha vida um hino de serviço.
E por Ti uma perene canção de amor.
Rabindranath Tagore
virgem, inexplorado, silencioso, profundo...
Em toda criatura permanece um mundo, santo e ignorado,
nunca antes penetrado, aguardando, enriquecido de ternura...
Há, no abismo de toda alma,
um rochedo, um lugar, uma ilha, um paraíso,
recanto de maravilha a ser descoberto...
Em todo coração se demora um espaço aberto para a aurora,
um campo imenso a ser trabalhado,
terra de Deus, lugar de sonho,
reduto para o futuro.
Em toda vida há lugar para vidas,
como em toda alegria paira uma suave melancolia prenunciadora de aflição.
Há, porém, um lugar em mim,
na ilha dos meus sentimentos não desvelados,
um abismo de espera,
um oceano de alegria,
um mundo de fantasia,
para brindar-Te, meu Senhor!
Vem, meu amado Rei e Senhor,
dominar a minha ansiedade,
conduzir-me pela estrada da redenção.
E toma posse deste estranho e solitário país,
reinando nele e o iluminando com as tuas claridades celestes,
para que, feliz, eu avance, até o desfalecer das forças,
no Teu serviço libertador.
Vem, meu Rei,
ao meu recanto e faz da minha vida um hino de serviço.
E por Ti uma perene canção de amor.
Rabindranath Tagore
sexta-feira, 30 de julho de 2010
ESPIRITUALIDADE NO DIA-A-DIA
«O caminho da espiritualidade tem de conduzir ao quotidiano.
Consiste simplesmente em fazer aquilo que é «necessário», aquilo que devo fazer no momento, aquilo que devo a mim e ao meu ser, aquilo que devo ao outro e aquilo que devo a Deus. (...)
A espiritualidade tem de ser uma coisa concreta. Esta revela-se na configuração do dia, através de rituais curativos. Revela-se num relacionamento amável com os seres humanos, na disponibilidade para ajudar quando os outros precisam do meu trabalho, e numa ocupação em que sirvo as pessoas e não a minha própria imagem. O facto de um ser humano ser espiritual ou não é uma coisa que, segundo São Bento, conseguimos ler sempre no seu quotidiano: na sua maneira de lidar com as pessoas, como organiza o seu tempo e, não menos importante, como lida consigo próprio. Torna-se assim evidente se ele faz girar tudo à sua volta ou, em última análise, à volta de Deus.
Para São Bento, o objectivo de toda e qualquer espiritualidade é «que Deus seja glorificado em tudo». E, na sua regra, ele coloca este princípio precisamente num prosaico capítulo sobre os artíficies. A forma como trabalham e como lidam com o produto do seu trabalho é decisiva para avaliar se se deixam conduzir por cobiça ou avidez, ou se estão preocupados com a glorificação de Deus.»
Anselm Grun, em "O Livro das Respostas"
Consiste simplesmente em fazer aquilo que é «necessário», aquilo que devo fazer no momento, aquilo que devo a mim e ao meu ser, aquilo que devo ao outro e aquilo que devo a Deus. (...)
A espiritualidade tem de ser uma coisa concreta. Esta revela-se na configuração do dia, através de rituais curativos. Revela-se num relacionamento amável com os seres humanos, na disponibilidade para ajudar quando os outros precisam do meu trabalho, e numa ocupação em que sirvo as pessoas e não a minha própria imagem. O facto de um ser humano ser espiritual ou não é uma coisa que, segundo São Bento, conseguimos ler sempre no seu quotidiano: na sua maneira de lidar com as pessoas, como organiza o seu tempo e, não menos importante, como lida consigo próprio. Torna-se assim evidente se ele faz girar tudo à sua volta ou, em última análise, à volta de Deus.
Para São Bento, o objectivo de toda e qualquer espiritualidade é «que Deus seja glorificado em tudo». E, na sua regra, ele coloca este princípio precisamente num prosaico capítulo sobre os artíficies. A forma como trabalham e como lidam com o produto do seu trabalho é decisiva para avaliar se se deixam conduzir por cobiça ou avidez, ou se estão preocupados com a glorificação de Deus.»
Anselm Grun, em "O Livro das Respostas"
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Anselm Grün
terça-feira, 27 de julho de 2010
Ó MEU MESTRE!

Não sei como cantas, ó mestre!
Escuto sempre em silencioso deslumbramento.
A luz da tua música ilumina o mundo.
A luz da tua música ilumina o mundo.
O sopro de vida da tua música voa de céu em céu.
A torrente santa da tua música rompe qualquer obstáculo de pedra - e jorra.
O meu coração anseia por juntar-se ao teu cântico, mas em vão se esforça por ter voz.
Eu poderia falar, mas a linguagem não se transforma em cântico, e, confundindo, choro em voz alta.
Ah! Tu fizeste o meu coração prisioneiro nas malhas sem fim da tua música, ó meu mestre!
Vida da minha vida, eu tratarei de trazer sempre puro o meu corpo, sabendo que o teu tato pousa sobre todos os meus membros.
Vida da minha vida, eu tratarei de trazer sempre puro o meu corpo, sabendo que o teu tato pousa sobre todos os meus membros.
Eu tratarei de trazer sempre longe dos meus pensamentos qualquer falsidade, sabendo que tu é essa verdade que acende a luz da razão no meu espírito.
Eu tratarei de afastar sempre do meu coração qualquer maldade e de conservar sempre em flor o meu amor, sabendo que tens a tua morada no santuário íntimo do meu coração.
E será todo o meu empenho o de revelar-te em minhas ações, sabendo que é o teu poder que me dá a força de agir.
Rabindranath Tagore
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Deus,
Rabindranath Tagore
sexta-feira, 23 de julho de 2010
PARA DEUS NADA É PEQUENO
"Purifique a sua intenção e a menor das suas acções encontrar-se-á cheia de Deus !" (Teillhard de Chardin)
«Não procureis acções espectaculares.
O que importa é o dom de vós mesmos.
O que importa é o grau de amor que pondes em cada um dos vossos gestos.
Sede fiéis nas pequenas coisas, porque é nelas que está a vossa força.
Para Deus nada é pequeno. (...)
Um dia, enquanto caminhava por uma rua de Londres, vi um homem sentado que parecia muito só. Fui até junto dele, peguei-lhe na mão e apertei-a.
Ele disse: "Há quanto tempo não sinto o calor de uma mão!"
Compreendi que um gesto assim tão pequeno pode dar muita alegria.»
Madre Teresa de Calcutá
«Não procureis acções espectaculares.
O que importa é o dom de vós mesmos.
O que importa é o grau de amor que pondes em cada um dos vossos gestos.
Sede fiéis nas pequenas coisas, porque é nelas que está a vossa força.
Para Deus nada é pequeno. (...)
Um dia, enquanto caminhava por uma rua de Londres, vi um homem sentado que parecia muito só. Fui até junto dele, peguei-lhe na mão e apertei-a.
Ele disse: "Há quanto tempo não sinto o calor de uma mão!"
Compreendi que um gesto assim tão pequeno pode dar muita alegria.»
Madre Teresa de Calcutá
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