" Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e, de tudo o que se deseja, nada se pode comparar com ela." - Provérbios 8.11
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
A ÚNICA FORÇA
«A única força de que dispomos para ajudar os outros a entrar no caminho do amor é amá-los.» http://derrotarmontanhas.blogspot.com/
terça-feira, 27 de setembro de 2011
SABER ENVELHECER
«Quando saí do centro de reeducação, trazia a criança nos braços. Cruzei-me com uma velha numa cadeira de rodas. O seu olhar iluminou-se ao ver o bebé. Inclinei-me para lho apresentar. Os dois fitaram-se um instante - o que ainda não pertencia plenamente ao mundo, e a que já lhe não pertencia completamente-.
A mulher tinha uma cara maravilhosamente enrugada, semelhante à casca de uma árvore secular. Perante a perfeição destas duas presenças, eu não conseguia compreender porque quer esta sociedade a todo o preço que permaneçamos jovens, afastados das luzes do nascimento e da velhice, cravados no meio delas.»
Christian Bobin, em "Ressuscitar"
domingo, 25 de setembro de 2011
SÓ A BONDADE É ETERNA
«Debrucei-me sobre o túmulo do meu pai e apoiei a mão na pedra fria. Nuvens obscureciam o céu. O sol apareceu e pousou na minha a sua mão. O frio da pedra falava-me da ausência definitiva do meu pai e o calor do sol da doçura, sempre actuante, da sua alma. Fiquei assim alguns segundos apenas, depois ergui-me e voltei para a cidade com uma força enorme no coração. (...)
Foi a observar o meu pai viver que aprendi o que era a bondade, a única realidade que nesta vida irreal podemos encontrar.»
Christian Bobin, em "Ressuscitar"
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
A ESSÊNCIA DA FELICIDADE
"O auge da felicidade é o homem desejar ser o que ele é".
Desiderius Erasmus
"A Grande doença é a doença da alma. Nós, os índios, só pedimos uma coisa: Lembre sempre quem você é, lembre sempre da sua essência. Essa lembrança, por si só, pode te curar."
Kaká Werá Jecupé - Índio Guarani
Desiderius Erasmus
"A Grande doença é a doença da alma. Nós, os índios, só pedimos uma coisa: Lembre sempre quem você é, lembre sempre da sua essência. Essa lembrança, por si só, pode te curar."
Kaká Werá Jecupé - Índio Guarani
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A PERTURBAÇÃO DO ÚLTIMO ACONTECIMENTO
«A vida de uma pessoa consiste num conjunto de acontecimentos no qual o último poderia mesmo mudar o sentido de todo o conjunto, não porque conte mais do que os precedentes mas porque, uma vez incluídos na vida, os acontecimentos dispõem-se segundo uma ordem que não é cronológica mas que corresponde a uma arquitectura interna. Uma pessoa, por exemplo, lê na idade madura um livro importante para ela, que a faz dizer: "Como poderia viver sem o ter lido!" e ainda: "Que pena não o ter lido quando era jovem!".
Pois bem, estas afirmações não fazem muito sentido, sobretudo a segunda, porque a partir do momento em que ela leu aquele livro, a sua vida torna-se a vida de uma pessoa que leu aquele livro, e pouco importa que o tenha lido cedo ou tarde, porque até a vida que precede a leitura assume agora uma forma marcada por aquela leitura.»
Italo Calvino, in "Palomar"
Pois bem, estas afirmações não fazem muito sentido, sobretudo a segunda, porque a partir do momento em que ela leu aquele livro, a sua vida torna-se a vida de uma pessoa que leu aquele livro, e pouco importa que o tenha lido cedo ou tarde, porque até a vida que precede a leitura assume agora uma forma marcada por aquela leitura.»
Italo Calvino, in "Palomar"
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
A RIQUEZA DO AMOR
«A riqueza do amor cumula todas as inquietações e pesquisas do coração e do espírito humano.
Enquanto não se chegar a isso, hão-de procurar-se sempre compensações para o coração e para o espírito humano, no que tiver uma aparência de infinito ou, então, nas riquezas materiais.»
Jean Vanier
Enquanto não se chegar a isso, hão-de procurar-se sempre compensações para o coração e para o espírito humano, no que tiver uma aparência de infinito ou, então, nas riquezas materiais.»
Jean Vanier
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
FERIDAS
«As pessoas cuja a alma e a carne são feridos têm uma grandeza que jamais terão aquelas que vivem a sua vida em triunfo.»
Christian Bobin
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
PARAÍSO
«Mesmo que encontrássemos outro Éden,
não teríamos condição de desfrutá-lo perfeitamente
nem de ficar lá para sempre.»
Henry Van Dyke
não teríamos condição de desfrutá-lo perfeitamente
nem de ficar lá para sempre.»
Henry Van Dyke
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
SOBRE O PERDÃO (2ª parte)
«Precisamos de tomar consciência que, ao perdoar a alguém, ao fazer-lhe bem (perdoando-lhe uma dívida, por exemplo), em certo sentido fazemos bem sobretudo a nós mesmos: readquirimos aquela liberdade que o rancor e o ressentimento quase nos iam fazendo perder.
Tal como a dependência afectiva, também a recusa em perdoar nos amarra à pessoa a quem queremos mal e aliena a nossa liberdade. Somos tão dependentes das pessoas que detestamos como das pessoas que amamos exageradamente.
Quando alimentamos rancor contra uma pessoa, não paramos de pensar nela, enredamo-nos em pensamentos negativos que nos absorvem uma grande parte da energia, há um «investimento» na relação que não nos deixa psicológica e espiritualmente disponíveis para nos dedicarmos às outras coisas que temos que fazer. O rancor ataca as forças vitais da pessoa que o acalenta e causa-lhe muito dano.
Quando sentimos o coração «apertado», muitas vezes a causa será a seguinte: o nosso coração tem disposições mesquinhas para com o próximo, recusa-se a amar e a perdoar com generosidade. Pelo contrário, a generosidade no amor e no perdão, a benevolência nos julgamentos, a misericórdia, fazem de nós «filhos do Altíssimo», e levam-nos a navegar num universo de gratuidade, nos oceanos ilimitados do amor e da vida divina, onde as mais profundas aspirações do nosso próprio coração serão um dia satisfeitas.
Se amares o próximo, diz Isaías, «então a tua luz surgirá como a aurora, e as tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se. Serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas inesgotáveis». (Is 58, 8-11)
Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior"
Tal como a dependência afectiva, também a recusa em perdoar nos amarra à pessoa a quem queremos mal e aliena a nossa liberdade. Somos tão dependentes das pessoas que detestamos como das pessoas que amamos exageradamente.
Quando alimentamos rancor contra uma pessoa, não paramos de pensar nela, enredamo-nos em pensamentos negativos que nos absorvem uma grande parte da energia, há um «investimento» na relação que não nos deixa psicológica e espiritualmente disponíveis para nos dedicarmos às outras coisas que temos que fazer. O rancor ataca as forças vitais da pessoa que o acalenta e causa-lhe muito dano.
Quando sentimos o coração «apertado», muitas vezes a causa será a seguinte: o nosso coração tem disposições mesquinhas para com o próximo, recusa-se a amar e a perdoar com generosidade. Pelo contrário, a generosidade no amor e no perdão, a benevolência nos julgamentos, a misericórdia, fazem de nós «filhos do Altíssimo», e levam-nos a navegar num universo de gratuidade, nos oceanos ilimitados do amor e da vida divina, onde as mais profundas aspirações do nosso próprio coração serão um dia satisfeitas.
Se amares o próximo, diz Isaías, «então a tua luz surgirá como a aurora, e as tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se. Serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas inesgotáveis». (Is 58, 8-11)
Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior"
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
SOBRE O PERDÃO (1ª parte)
«Se nos recusarmos a perdoar algum mal de que fomos vítimas, não fazemos senão juntar um mal a outro mal, e não resolvemos nada com isso. Aumentamos a quantidade de mal que há no mundo, e já há que chegue! Não sejamos cúmplices da propagação do mal.
Como S. Paulo nos recomenda, «não nos deixemos vencer pelo mal, mas vençamos o mal com o bem». (Rm 12, 21)
O que torna o perdão às vezes tão difícil, é pensarmos, mais ou menos conscientemente, que perdoar a tal pessoa que nos fez sofrer, significaria proceder como se ela nada tivesse feito de mal; isso seria chamar «bem» ao mal, caucionar uma injustiça, e não podemos aceitá-lo.
Perdoar significa o seguinte: esta pessoa fez-me mal, todavia eu não quero condená-la, identificá-la com o seu erro, nem fazer justiça pelas minhas próprias mãos. Entrego a Deus, o único que «conhece profundamente os pensamentos e corações» e que «julga com justiça», o cuidado de avaliar os seus actos e de fazer justiça, não quero ser eu a encarregar-me dessa tarefa sumamente difícil de delicada que só a Deus compete.
Além disso, não quero emitir, sobre aquele que me feriu, um julgamento definitivo e sem recurso, mas continuo a poisar sobre ele um olhar de esperança, acredito que ele pode evoluir e mudar numa ou noutra coisa, continuo a querer-lhe bem.»
Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior"
Como S. Paulo nos recomenda, «não nos deixemos vencer pelo mal, mas vençamos o mal com o bem». (Rm 12, 21)
O que torna o perdão às vezes tão difícil, é pensarmos, mais ou menos conscientemente, que perdoar a tal pessoa que nos fez sofrer, significaria proceder como se ela nada tivesse feito de mal; isso seria chamar «bem» ao mal, caucionar uma injustiça, e não podemos aceitá-lo.
Perdoar significa o seguinte: esta pessoa fez-me mal, todavia eu não quero condená-la, identificá-la com o seu erro, nem fazer justiça pelas minhas próprias mãos. Entrego a Deus, o único que «conhece profundamente os pensamentos e corações» e que «julga com justiça», o cuidado de avaliar os seus actos e de fazer justiça, não quero ser eu a encarregar-me dessa tarefa sumamente difícil de delicada que só a Deus compete.
Além disso, não quero emitir, sobre aquele que me feriu, um julgamento definitivo e sem recurso, mas continuo a poisar sobre ele um olhar de esperança, acredito que ele pode evoluir e mudar numa ou noutra coisa, continuo a querer-lhe bem.»
Jacques Philippe, em "A Liberdade Interior"
sábado, 3 de setembro de 2011
A BELEZA QUE NÃO PODE SER PINTADA
Os gregos da era clássica costumavam dizer que o homem, para atingir sua plenitude humana, deve ser belo e bom, e o inesquecível Cervantes, com seu mais inesquecível Dom Quixote, dirá, mais tarde, que não existe beleza separada da bondade. (...)
Francis Bacon, filósofo inglês, também se interessou por esse assunto quando escreveu: A melhor parte da beleza é aquela que não pode ser pintada.
Hoje, diríamos, com o desagrado de tantas atrizes e modelos, que a melhor parte da beleza é a que não pode ser fotografada, primeiro porque essas belezas de revistas, de cinema e TV são puras folhas de papel ou reflexos coloridos e, segundo, porque, na frase de Bacon, se trata de uma formosura espiritual que não pode ser captada nem pelas mais modernas câmeras digitais!
Héber Salvador de Lima SJ, em "Tudo é Graça..."
Francis Bacon, filósofo inglês, também se interessou por esse assunto quando escreveu: A melhor parte da beleza é aquela que não pode ser pintada.
Hoje, diríamos, com o desagrado de tantas atrizes e modelos, que a melhor parte da beleza é a que não pode ser fotografada, primeiro porque essas belezas de revistas, de cinema e TV são puras folhas de papel ou reflexos coloridos e, segundo, porque, na frase de Bacon, se trata de uma formosura espiritual que não pode ser captada nem pelas mais modernas câmeras digitais!
Héber Salvador de Lima SJ, em "Tudo é Graça..."
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
SOBRE O AMOR
«O amor é um coisa «perigosa», só ele traz a única revolução que proporciona felicidade.
São poucos os que são capazes de amar, e tão poucos os que querem o amor.
Amamos segundo as nossas próprias condições, fazendo do amor um coisa de mercado. Temos mentalidade mercantil, mas o amor não é comercializável nem é um negócio de troca.
O amor é um estado de ser, no qual todos os problemas humanos se resolvem. Vamos ao poço com um dedal e assim a vida torna-se uma coisa sem qualidade, insignificante e limitada.»
J. Krishnamurti, em "Cartas a uma jovem amiga"
São poucos os que são capazes de amar, e tão poucos os que querem o amor.
Amamos segundo as nossas próprias condições, fazendo do amor um coisa de mercado. Temos mentalidade mercantil, mas o amor não é comercializável nem é um negócio de troca.
O amor é um estado de ser, no qual todos os problemas humanos se resolvem. Vamos ao poço com um dedal e assim a vida torna-se uma coisa sem qualidade, insignificante e limitada.»
J. Krishnamurti, em "Cartas a uma jovem amiga"
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
AMOR QUE CURA
«Só nos braços de alguém que nos ama podemos ousar mergulhar até ao fundo do abismo do nosso coração, reconhecer o nosso mal, confessá-lo, enfim, sermos verdadeiros perante nós mesmos e perante Deus. E começar uma vida nova».
É verdade que o mal descoberto não pode deixar de causar vergonha, uma vergonha que geraria angústia e desespero se, ao mesmo tempo, no olhar daquele que nos ama, não descobríssemos que há em nós uma beleza, mais profunda que o nosso mal, capaz de suscitar estima e amor.»
Henri Caffarel, em "Nas encruzilhadas do amor"
É verdade que o mal descoberto não pode deixar de causar vergonha, uma vergonha que geraria angústia e desespero se, ao mesmo tempo, no olhar daquele que nos ama, não descobríssemos que há em nós uma beleza, mais profunda que o nosso mal, capaz de suscitar estima e amor.»
Henri Caffarel, em "Nas encruzilhadas do amor"
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
O AMOR É UM DOM
“Deus nos ama como somos para nos fazer como Ele sonhou que sejamos!”
"Há poucas emoções mais capazes de nos deixar mal em relação a nós mesmos do que a convicção de que não merecemos ser amados. E poucas coisas são mais decisivas para gerar essa convicção do que a ideia de que toda vez que fazemos algo de errado damos a Deus, e às pessoas mais achegadas a nós, razões para não nos amarem".
Harold Kushner, em "O quanto é preciso ser bom?"
"Há poucas emoções mais capazes de nos deixar mal em relação a nós mesmos do que a convicção de que não merecemos ser amados. E poucas coisas são mais decisivas para gerar essa convicção do que a ideia de que toda vez que fazemos algo de errado damos a Deus, e às pessoas mais achegadas a nós, razões para não nos amarem".
Harold Kushner, em "O quanto é preciso ser bom?"
domingo, 21 de agosto de 2011
PRESENÇA DE DEUS
«Deus nunca "acontece" tão profunda, intensa e puramente como quando um homem ou uma mulher acorre em ajuda de outro homem ou de outra mulher.
Onde alguém ama, está tornando visível e operante a presença de Deus.»
Andrés Torres Queiruga em "Do terror de Isaac ao Abbá de Jesus"
Onde alguém ama, está tornando visível e operante a presença de Deus.»
Andrés Torres Queiruga em "Do terror de Isaac ao Abbá de Jesus"
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
SER AMADO
«Não há experiência mais profunda no ser humano do que aquela de ser amado. Só o sentir-se amado transforma, faz perdoar-me a mim mesmo, aceitar o que sou, querer ser o que sou. As comparações e as utopias fazem-nos, muitas vezes, olhar na direcção errada.
Para quem acredita, é um passo fundamental dar este salto: acreditar que Deus me ama sempre, acredita sempre em mim, não desiste. Ter alguém que sempre apoia o meu desejo de perfeição é a base de todo o movimento em direcção à plenitude.
Sentindo-se amado, e reconhecido como se é, torna a pessoa mais autêntica no modo de estar perante o mundo e os outros. Move-a o desejo de simplesmente ser, fazer crescer o bem, ser radicalmente optimista, porque nada está perdido, mesmo que o pareça.
Deste modo, aquele que é amado ama como a expressão mais própria da Vida. Tudo o que sente e faz se confronta com o desejo que a Vida e os outros se sintam amados como eu me sinto amado.»
António Valério s.j.
http://amar-tesomente.blogspot.com/2009/10/plenitude-interior.html
Para quem acredita, é um passo fundamental dar este salto: acreditar que Deus me ama sempre, acredita sempre em mim, não desiste. Ter alguém que sempre apoia o meu desejo de perfeição é a base de todo o movimento em direcção à plenitude.
Sentindo-se amado, e reconhecido como se é, torna a pessoa mais autêntica no modo de estar perante o mundo e os outros. Move-a o desejo de simplesmente ser, fazer crescer o bem, ser radicalmente optimista, porque nada está perdido, mesmo que o pareça.
Deste modo, aquele que é amado ama como a expressão mais própria da Vida. Tudo o que sente e faz se confronta com o desejo que a Vida e os outros se sintam amados como eu me sinto amado.»
António Valério s.j.
http://amar-tesomente.blogspot.com/2009/10/plenitude-interior.html
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
DESFIGURAÇÃO DO AMOR
«Quando o critério para merecer amor é uma questão de passar em testes e preencher condições começamos a experimentar mais fracassos do que êxitos. Na experiência repetida do fracasso aparecem o conflito, o medo, a frustração, a dor e, por fim, alguma forma de ódio a si mesmo. Passamos o resto das nossas vidas tentando escapar desta dor. Muitas vezes tentamos assumir uma fachada que agrade aos outros e nos traga aceitação e amor. Desistimos de ser nós mesmos e tentamos ser uma outra pessoa, alguém que seja digno de reconhecimento e afeição.»
John Powell
John Powell
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
PARA UMA VIDA SER BELA...
"Para uma vida ser bela, não é indispensável possuirmos capacidades extraordinárias ou sermos muito dotados: existe felicidade no dom humilde de nós próprios."
Irmão Roger, de Taizé, em "Viver em tudo a Paz do Coração
Irmão Roger, de Taizé, em "Viver em tudo a Paz do Coração
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terça-feira, 9 de agosto de 2011
O MOMENTO PRESENTE
«A hora em que vives, a tarefa a ti confiada e o homem que encontras neste momento, são o mais importante da tua vida.»
Máximo, o confessor
Máximo, o confessor
domingo, 7 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
O QUE IMPORTA
«Não procureis acções espectaculares.
O que importa é o dom de vós mesmos.
O que importa é o grau de amor que pondes em cada um dos vossos gestos.
Sede fiéis nas pequenas coisas,
porque é nelas que está a vossa força.
Para Deus nada é pequeno.»
Madre Teresa
O que importa é o dom de vós mesmos.
O que importa é o grau de amor que pondes em cada um dos vossos gestos.
Sede fiéis nas pequenas coisas,
porque é nelas que está a vossa força.
Para Deus nada é pequeno.»
Madre Teresa
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
SER CRISTÃO
«É necessário dizê-lo e repeti-lo: ser cristão não é ser fiel às leis, mas antes de mais é ser fiel a Jesus Cristo. Ora, esta fidelidade quase nunca se inscreve na rigidez das regras, mas antes, passo a passo, numa humilde procura dos desejos do Pai na caminhada diária. »
Michel Quoist, em "Deus, sentido único"
Michel Quoist, em "Deus, sentido único"
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
DEUS DO PRESENTE
"Deus é um Deus do presente: como te encontra, assim te assume e te permite vires a Ele. Deus não pergunta o que tens sido, mas o que tu és agora." Mestre Eckhart
"O anel de ouro, o vestido de festa, o banquete, são para as almas que regressam." Julien Green
"O anel de ouro, o vestido de festa, o banquete, são para as almas que regressam." Julien Green
sábado, 30 de julho de 2011
LIBERDADE INTERIOR
«O mais livre de todos os homens é aquele que consegue ser livre na própria escravidão.
Nenhum poder humano consegue forçar o impenetrável reduto da liberdade de um coração.»
François Fénelon
terça-feira, 26 de julho de 2011
ALEGRA-TE E DANÇA!
«Um sábio anotou que as pessoas, em geral, são sensatas.
Poucas, no entanto, seriam sensíveis.
A sensibilidade é qualidade do coração
que agasalha com ternura os relacionamentos humanos.
Pessoas sensatas são lógicas e corretas, mas duras e cobradoras.
Julgam sem piedade e não perdoam facilmente.
Trabalham bem, mas não são boa companhia.
Podem até ser heróicas e dignas de aplausos,
mas falta-lhes alegria espiritual e não sabem dançar.
São zelosas, mas com pouco carinho pela vida.»
Pe. Neylor J. Tonin
Poucas, no entanto, seriam sensíveis.
A sensibilidade é qualidade do coração
que agasalha com ternura os relacionamentos humanos.
Pessoas sensatas são lógicas e corretas, mas duras e cobradoras.
Julgam sem piedade e não perdoam facilmente.
Trabalham bem, mas não são boa companhia.
Podem até ser heróicas e dignas de aplausos,
mas falta-lhes alegria espiritual e não sabem dançar.
São zelosas, mas com pouco carinho pela vida.»
Pe. Neylor J. Tonin
domingo, 24 de julho de 2011
BUSCA DE SATISFAÇÃO
«Ao trabalhar com tantas pessoas diferentes ano após ano, ouvi jovens e idosos expressarem os mesmos sentimentos. Muitos são aqueles que, apesar de riqueza, educação e sucesso profissional, estão insatisfeitos com suas vidas, e sentem uma profunda fome interior que não sabem como saciar.
Talvez as nossas tentativas de encontrar satisfação estejam, na realidade, conduzindo-nos a frustrações. É possível que estejamos cuidar da nossa pessoa sem conhecer as nossas reais necessidades. Se alimentássemos uma criança apenas com água e açucar, ela poderia achar bom e chorar pedindo mais, mas internamente permaneceria faminta e insatisfeita. Sem conhecer suas necessidades, pode ser que continuássemos a lhe dar aquilo de que ela parecesse gostar; suas exigências tornar-se-iam mais insistentes e nossos esforços mais desesperados, até que por fim, ela pereceria por falta de alimentação adequada.»
Tarthang Tulku - Conhecimento da Liberdade
Talvez as nossas tentativas de encontrar satisfação estejam, na realidade, conduzindo-nos a frustrações. É possível que estejamos cuidar da nossa pessoa sem conhecer as nossas reais necessidades. Se alimentássemos uma criança apenas com água e açucar, ela poderia achar bom e chorar pedindo mais, mas internamente permaneceria faminta e insatisfeita. Sem conhecer suas necessidades, pode ser que continuássemos a lhe dar aquilo de que ela parecesse gostar; suas exigências tornar-se-iam mais insistentes e nossos esforços mais desesperados, até que por fim, ela pereceria por falta de alimentação adequada.»
Tarthang Tulku - Conhecimento da Liberdade
quinta-feira, 21 de julho de 2011
AMOR E PACIÊNCIA
«O amor faz parte da paciência. Amor à vida. Pois tudo o que é vivo cresce lentamente, espera pelo seu tempo, segue por muitos caminhos e atalhos. Por isso precisa do amor e só no amor confia.
Já não tem amor à vida aquele que perdeu a paciência. É então que surge toda a espécie de impostura e de atritos, a causar danos e rupturas.»
Romano Guardini
Já não tem amor à vida aquele que perdeu a paciência. É então que surge toda a espécie de impostura e de atritos, a causar danos e rupturas.»
Romano Guardini
terça-feira, 19 de julho de 2011
A JANELA
«Muitos homens vivem sufocados porque não tiveram a humildade de deixar sempre aberta a janela que dava para Deus.»
António Alçada Baptista
domingo, 17 de julho de 2011
O IMPORTANTE
«O importante é o sentido que soubermos dar à vida de maneira a vivermos em harmonia com as aspirações profundas do nosso Ser.»
António Alçada Baptista
quinta-feira, 14 de julho de 2011
GRATIDÃO
«Temos de aprender a agradecer uns aos outros:
quem recebe, porque obteve amor e ajuda,
quem dá, porque tem uma grande oportunidade de crescer no amor.»
Francisco Xavier Nguyen Van Thuan
quem recebe, porque obteve amor e ajuda,
quem dá, porque tem uma grande oportunidade de crescer no amor.»
Francisco Xavier Nguyen Van Thuan
terça-feira, 12 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
AUTO-ACEITAÇÃO
«Parte do processo de auto-aceitação consiste em libertarmo-nos das opiniões dos outros. (...)
Frequentemente, as coisas que achamos que estão «erradas» connosco são somente a expressão da nossa individualidade.»
(Louise L. Hay)
A auto-aceitação é a capacidade de abraçarmos tudo que existe em nós.
É a disponibilidade para assumir e admitir as fraquezas e aceitar-se como imperfeito. Implica autenticidade e não o uso de máscaras, respeitando o seu «ser» e o «ser» do outro, aceitando a diferença, valorizando os próprios esfroços, cooperando consigo mesmo, tirando partido dos próprios erros, dominando e enfrentando o fracasso, sendo optimista e relativizando críticas... sabendo aprender, até mesmo com as injustas.
A auto-aceitação exige dois tipos de capacidade: a de aceitar as nossas qualidades, os nossos dons e as nossas competências sem vaidades; e a de aceitar os nossos limites e os nossos defeitos sem complexos de culpa. (...)
Só quem se aceita como é pode aceitar os outros como eles são, e não como gostaria que fossem, vivendo com eles na harmonia de quem sabe relacionar-se, e de quem aceita aprender com os outros... sempre.»
Ana Paula Bastos, em "Rumo à Plenitude do Ser"
Frequentemente, as coisas que achamos que estão «erradas» connosco são somente a expressão da nossa individualidade.»
(Louise L. Hay)
A auto-aceitação é a capacidade de abraçarmos tudo que existe em nós.
É a disponibilidade para assumir e admitir as fraquezas e aceitar-se como imperfeito. Implica autenticidade e não o uso de máscaras, respeitando o seu «ser» e o «ser» do outro, aceitando a diferença, valorizando os próprios esfroços, cooperando consigo mesmo, tirando partido dos próprios erros, dominando e enfrentando o fracasso, sendo optimista e relativizando críticas... sabendo aprender, até mesmo com as injustas.
A auto-aceitação exige dois tipos de capacidade: a de aceitar as nossas qualidades, os nossos dons e as nossas competências sem vaidades; e a de aceitar os nossos limites e os nossos defeitos sem complexos de culpa. (...)
Só quem se aceita como é pode aceitar os outros como eles são, e não como gostaria que fossem, vivendo com eles na harmonia de quem sabe relacionar-se, e de quem aceita aprender com os outros... sempre.»
Ana Paula Bastos, em "Rumo à Plenitude do Ser"
quinta-feira, 7 de julho de 2011
SABER-SE AMADO
«Pensar que Deus nos condena é um dos maiores obstáculos à fé. (...)
Se soubéssemos até que ponto certas crianças precisam que olhemos para elas com confiança para que possam reencontrar a alegria de viver...
No coração de uma criança, saber que se é amado com ternura, que se é perdoado, pode ser fonte de paz para toda a vida.»
Irmão Roger de Taizé
Se soubéssemos até que ponto certas crianças precisam que olhemos para elas com confiança para que possam reencontrar a alegria de viver...
No coração de uma criança, saber que se é amado com ternura, que se é perdoado, pode ser fonte de paz para toda a vida.»
Irmão Roger de Taizé
terça-feira, 5 de julho de 2011
AMOR E LIBERDADE
"Não se é livre senão para amar,
porque em tudo o que está fora do amor
existe o poder de dominar
que oprime e impede o homem de ser plenamente homem."
François Varillon, em "Alegria de Crer e Viver
porque em tudo o que está fora do amor
existe o poder de dominar
que oprime e impede o homem de ser plenamente homem."
François Varillon, em "Alegria de Crer e Viver
sábado, 2 de julho de 2011
PUBLICIDADE ENGANOSA
«O maior roubo que se pode fazer a alguém é tirar-lhe a esperança. Cuidado! Este tempo de competição e consumismo, do culto das aparências, é muito propício a comparações, é fácil alguém sentir-se marginalizado, sem sentido nem futuro. E neste caso quem roubou a esperança foi a mentira, a ilusão de que se é feliz com o ter, com o ganhar, com o êxito. Essa é mesmo publicidade enganosa!»
Vasco Pinto de Magalhães
Vasco Pinto de Magalhães
terça-feira, 28 de junho de 2011
QUERES SER GRANDE?
"Queres ser grande? Começa por ser humilde.
Projetas levantar o edifício da tua própria perfeição?
Começa por escavar os alicerces da tua humildade.
E quanto mais alto o edifício, tanto mais profundos os alicerces.
Vê bem que os edifícios sobem quando os alicerces são aprofundados.
De tal forma que a grandeza torna-se pequena e a pequenez, grande."
Santo Agostinho
Projetas levantar o edifício da tua própria perfeição?
Começa por escavar os alicerces da tua humildade.
E quanto mais alto o edifício, tanto mais profundos os alicerces.
Vê bem que os edifícios sobem quando os alicerces são aprofundados.
De tal forma que a grandeza torna-se pequena e a pequenez, grande."
Santo Agostinho
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domingo, 26 de junho de 2011
RAÍZES FORTES
"Preocupa-te se a árvore de tua vida tem galhos apodrecidos?
Não percas tempo; cuida bem da raiz e não terás de andar pelos galhos."
Santo Agostinho
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quinta-feira, 23 de junho de 2011
AMA E FAZ O QUE QUISERES
"Ama e faz o que quiseres". Esta famosíssima frase do santo Agostinho tem que se lhe diga. É que quem ama, só pode fazer o bem. E querer o bem é muito exigente. Não é "ama e faz o que te apetece", o que seria uma contradição. É antes: "Se amares de verdade, vais saber escolher o bem e o melhor."
Vasco Pinto de Magalhães, s.j. in "Não há soluções, há caminhos"
Vasco Pinto de Magalhães, s.j. in "Não há soluções, há caminhos"
terça-feira, 21 de junho de 2011
ESPERANÇA
"Cada um vê aquilo que espera. Parece estranha esta afirmação. Vemos o que esperamos! É assim. Se o que espero são desgraças, só vejo desgraças e tudo me parece já mal. Mas se o que espero (e sei que vem) é o Bem, tudo já são sinais desse bem.
É isso que me purifica o olhar e me liberta de fantasmas. Quem sabe que o Bem vem, já vê o bem a vir. Vê com bons olhos, mesmo no meio do nevoeiro."
Vasco Pinto de Magalhães
É isso que me purifica o olhar e me liberta de fantasmas. Quem sabe que o Bem vem, já vê o bem a vir. Vê com bons olhos, mesmo no meio do nevoeiro."
Vasco Pinto de Magalhães
domingo, 19 de junho de 2011
SÓ SE VÊ BEM COM O CORAÇÃO
"Só se vê bem com o coração", dizia a raposa do Principezinho.
É que o coração não engana.
O olhar já depende dos óculos que se têm e da luz exterior.
Mas o coração é iluminado pelo Deus do amor.
Eu é que não o deixo falar, nem o sei ouvir.
O orgulho e a inveja cegam-nos."
Vasco Pinto de Magalhães, s.j. , in "Não há soluções, há caminhos"
É que o coração não engana.
O olhar já depende dos óculos que se têm e da luz exterior.
Mas o coração é iluminado pelo Deus do amor.
Eu é que não o deixo falar, nem o sei ouvir.
O orgulho e a inveja cegam-nos."
Vasco Pinto de Magalhães, s.j. , in "Não há soluções, há caminhos"
sexta-feira, 17 de junho de 2011
SER FELIZ
"O desejo mais profundo de uma pessoa é ser feliz. Não só por um momento, mas feliz para sempre. Outra coisa não seria normal! Mas há quem desista desse sonho por lhe parecer uma paixão inútil e impossível, confundindo felicidade com bem-estar ou prazer.
Ser feliz é ser fecundo. É esse o significado da palavra. E uma árvore só é fecunda quando é podada. Não se é feliz sem podar o egoísmo."
Vasco Pinto de Magalhães, s.j. in "Não há soluções, há caminhos"
Ser feliz é ser fecundo. É esse o significado da palavra. E uma árvore só é fecunda quando é podada. Não se é feliz sem podar o egoísmo."
Vasco Pinto de Magalhães, s.j. in "Não há soluções, há caminhos"
quarta-feira, 15 de junho de 2011
SISTEMA
«A questão está em se perguntar se aquilo que andamos a viver responde ou não à chamada do que pressentimos dentro de nós...
O sistema tem que andar e até há pessoas que nele se sentem bem. Tenho é pena daqueles que trocam a riqueza do que têm por dentro em inquietação e risco pela comodidade que ele lhes dá.»
António Alçada Baptista
O sistema tem que andar e até há pessoas que nele se sentem bem. Tenho é pena daqueles que trocam a riqueza do que têm por dentro em inquietação e risco pela comodidade que ele lhes dá.»
António Alçada Baptista
sexta-feira, 10 de junho de 2011
TÃO POBRES
"E não falemos da pobreza do amor, para não ter mesmo aqui de começar a chorar.
A pobreza de amor nas famílias, entre vizinhos e amigos, para com Deus, o pior dos empobrecimentos...
Estamos tão pobres de amor, meu amor. Sente-se tanto, nota-se tanto esta pobreza, esta falta, nunca tanto foi assim tanto, podes crer, meu amor.
É nesta falta, tão pobres dele, que ele cresce, tem de crescer ainda mais, acredita, meu amor."
Pedro Paixão, em "muito, meu amor"
A pobreza de amor nas famílias, entre vizinhos e amigos, para com Deus, o pior dos empobrecimentos...
Estamos tão pobres de amor, meu amor. Sente-se tanto, nota-se tanto esta pobreza, esta falta, nunca tanto foi assim tanto, podes crer, meu amor.
É nesta falta, tão pobres dele, que ele cresce, tem de crescer ainda mais, acredita, meu amor."
Pedro Paixão, em "muito, meu amor"
quarta-feira, 8 de junho de 2011
SURPREENDIDOS PELA ALEGRIA
«Nós somos surpreendidos pela alegria ou pela tristeza?
O grande desafio da fé é sermos surpreendidos pela alegria.
Recordo-me duma vez em que estava sentado à mesa de jantar com alguns amigos a discutir sobre a depressão económica do país. Continuávamos a amontoar estatísticas que nos convenciam cada vez mais de que as coisas não podiam senão piorar. Então, de repente, o filho de quatro anos dum dos meus amigos abriu a porta, correu para o pai e disse-lhe: «Olha, pai! Olha! Encontrei um gatinho no jardim... Olha!... Não é giro?» E, enquanto mostrava o gatinho ao pai, o menino acariciava-o com as mãos e apertava-o contra a face. Tudo mudou de repente. O miúdo e o gatinho tornaram-se o centro das atenções. Houve sorrisos, carícias e muitas palavras de ternura. Enfim, fomos surpreendidos pela alegria!
Deus fez-Se um menino no meio dum mundo violento. Seremos nós surpreendidos pela alegria ou contiuamos a dizer: «Sim, é bonito e terno, mas a realidade é diferente?» E que tal se a criança nos revelasse aquilo que, efectivamente, é a realidade?»
Henri Nouwen, em "Aqui e Agora"
O grande desafio da fé é sermos surpreendidos pela alegria.
Recordo-me duma vez em que estava sentado à mesa de jantar com alguns amigos a discutir sobre a depressão económica do país. Continuávamos a amontoar estatísticas que nos convenciam cada vez mais de que as coisas não podiam senão piorar. Então, de repente, o filho de quatro anos dum dos meus amigos abriu a porta, correu para o pai e disse-lhe: «Olha, pai! Olha! Encontrei um gatinho no jardim... Olha!... Não é giro?» E, enquanto mostrava o gatinho ao pai, o menino acariciava-o com as mãos e apertava-o contra a face. Tudo mudou de repente. O miúdo e o gatinho tornaram-se o centro das atenções. Houve sorrisos, carícias e muitas palavras de ternura. Enfim, fomos surpreendidos pela alegria!
Deus fez-Se um menino no meio dum mundo violento. Seremos nós surpreendidos pela alegria ou contiuamos a dizer: «Sim, é bonito e terno, mas a realidade é diferente?» E que tal se a criança nos revelasse aquilo que, efectivamente, é a realidade?»
Henri Nouwen, em "Aqui e Agora"
quarta-feira, 25 de maio de 2011
LOBOS INTERNOS
Um Avô disse ao seu neto, que se chegou a ele com raiva de um amigo que lhe havia feito uma injustiça: "Deixa-me contar-lhe uma história. Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio daqueles que me "aprontaram" tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram. Todavia, o ódio corrói-te , mas não fere o teu inimigo. É o mesmo que tomaras veneno, desejando que o teu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos".
E o avô continuou contando ao neto: "É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isso, e da maneira correcta.
Mas, o outro lobo, ah!, esse é cheio de raiva! Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não pode pensar, porque a sua raiva e o seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma! Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar o meu espírito".
O garoto olhou intensamente nos olhos do seu Avô e perguntou:
"Qual deles vence, Avô?"
O Avô sorriu e respondeu baixinho:
"Aquele que eu alimento".
Autor desconhecido
E o avô continuou contando ao neto: "É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao redor dele e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isso, e da maneira correcta.
Mas, o outro lobo, ah!, esse é cheio de raiva! Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não pode pensar, porque a sua raiva e o seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, pois sua raiva não irá mudar coisa alguma! Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar o meu espírito".
O garoto olhou intensamente nos olhos do seu Avô e perguntou:
"Qual deles vence, Avô?"
O Avô sorriu e respondeu baixinho:
"Aquele que eu alimento".
Autor desconhecido
domingo, 22 de maio de 2011
O SENTIDO DA VIDA
O sentido da vida: não há pergunta que se faça com maior angústia, e parece que todos são por ela assombrados de vez em quando. Valerá a pena viver? A gravidade da pergunta se revela na gravidade da resposta. Porque não é raro vermos pessoas mergulhadas nos abismos da loucura, ou optarem voluntariamente pelo abismo do suicídio por terem obtido uma resposta negativa. Outras pessoas, como observou Camus, se deixam matar por idéias ou ilusões que lhes dão razões para viver: boas razões para viver são também boas razões para morrer.
Mas o que é isto, o sentido da vida?
O sentido da vida é algo que se experimenta emocionalmente, sem que se saiba explicar ou justificar. Não é algo que se construa, mas algo que nos ocorre de forma inesperada e não-preparada, como uma brisa suave que nos atinge, sem que saibamos donde vem nem para onde vai, e que experimentamos como uma intensificação da vontade de viver a ponto de nos dar coragem para morrer, se necessário for, por aquelas coisas que dão à vida o seu sentido. É uma transformação de nossa visão do mundo, na qual as coisas se integram como em uma melodia, o que nos faz sentir reconciliados com o universo ao nosso redor, possuídos de um sentimento oceânico - na poética expressão de Romain Rolland - sensação inefável de eternidade e infinitude, de comunhão com algo que nos transcende, envolve e embala, como se fosse um útero materno de dimensões cósmicas.
“Ver um mundo em um grão de areia
e um céu numa flor silvestre,
segurar o infinito na palma da mão
e a eternidade em uma hora”
(Blake)
Rubem Alves, em "Transparências da eternidade"
Mas o que é isto, o sentido da vida?
O sentido da vida é algo que se experimenta emocionalmente, sem que se saiba explicar ou justificar. Não é algo que se construa, mas algo que nos ocorre de forma inesperada e não-preparada, como uma brisa suave que nos atinge, sem que saibamos donde vem nem para onde vai, e que experimentamos como uma intensificação da vontade de viver a ponto de nos dar coragem para morrer, se necessário for, por aquelas coisas que dão à vida o seu sentido. É uma transformação de nossa visão do mundo, na qual as coisas se integram como em uma melodia, o que nos faz sentir reconciliados com o universo ao nosso redor, possuídos de um sentimento oceânico - na poética expressão de Romain Rolland - sensação inefável de eternidade e infinitude, de comunhão com algo que nos transcende, envolve e embala, como se fosse um útero materno de dimensões cósmicas.
“Ver um mundo em um grão de areia
e um céu numa flor silvestre,
segurar o infinito na palma da mão
e a eternidade em uma hora”
(Blake)
Rubem Alves, em "Transparências da eternidade"
terça-feira, 10 de maio de 2011
O TESOURO DA SABEDORIA
«Protegei-me da sabedoria que não chora, da filosofia que não ri e da grandeza que não se inclina perante as crianças...
A sabedoria é a única riqueza que os tiranos não podem expropriar.»
kahlil Gibran
A sabedoria é a única riqueza que os tiranos não podem expropriar.»
kahlil Gibran
domingo, 8 de maio de 2011
DESCOBERTA INTERIOR
«As pessoas viajam para admirar a altura das montanhas, as imensas ondas dos mares, o longo percurso dos rios, o vasto domínio do oceano, o movimento circular das estrelas e, no entanto, elas passam por si mesmas sem se admirarem.»
Santo Agostinho
«Todos os caminhos conduzem a um mesmo fim: a revelação de nós.»
Pablo Neruda
Santo Agostinho
«Todos os caminhos conduzem a um mesmo fim: a revelação de nós.»
Pablo Neruda
quinta-feira, 5 de maio de 2011
ACEITAR O OUTRO
«Quando o critério para merecer amor é uma questão de passar em testes e preencher condições, começamos a experimentar mais fracassos do que êxitos. Na experiência repetida do fracasso aparecem o conflito, o medo, a frustração, a dor e, por fim, alguma forma de ódio a si mesmo. Passamos o resto das nossas vidas tentando escapar desta dor.
Muitas vezes tentamos assumir uma fachada que agrade aos outros e nos traga aceitação e amor. Desistimos de ser nós mesmos e tentamos ser uma outra pessoa, alguém que seja digno de reconhecimento e afeição.»
John Powell
Muitas vezes tentamos assumir uma fachada que agrade aos outros e nos traga aceitação e amor. Desistimos de ser nós mesmos e tentamos ser uma outra pessoa, alguém que seja digno de reconhecimento e afeição.»
John Powell
terça-feira, 3 de maio de 2011
CAMINHAR NA NATUREZA
«Caminhar na natureza
É como estar numa enorme biblioteca
onde cada livro
contém apenas frases essenciais.»
Christian Bobin
domingo, 1 de maio de 2011
PERFECCIONISMO
«S. sofre da mania da perfeição. Pensa que tudo quanto faz é incompleto, mau, falhado. Desejaria que lhe dessem uma segunda vida como um bonito papel branco sobre o qual poderia copiar a primeira, retirando-lhe as nódoas e rasuras. Não vê que o rascunho é a própria vida.»
Christian Bobin, em "Ressuscitar"
Christian Bobin, em "Ressuscitar"
domingo, 24 de abril de 2011
O RESSUSCITADO
«O Ressuscitado pede-nos para renascer, todos os dias,
para nos distanciarmos do nosso pequeno e prepotente eu,
para fazermos viver em nós um Tu maior,
para morrermos para os nossos apegos, as nossas certezas,
para darmos lugar ao deserto e esperarmos pela chuva.
Pela água que desce do céu e faz florescer até a areia.»
Susanna Tamaro, em "O Fogo e o Vento"
sexta-feira, 22 de abril de 2011
«ERA UMA VEZ O AMOR...»
«Salvou os outros e não conseguiu salvar-Se a Si mesmo», comentava-se junto Daquele crucificado, sem perceber nada da sua história.
Na verdade, a história mais simples do mundo, mas por vezes complicamos tanto a simplicidade do mundo! Comprometemos a transparência da vida com o nosso excesso de razões!
No entanto, aquela história, a de Jesus, conta-se assim: «Era uma vez o Amor...». O amor, essa entrega de nós para lá do cálculo e da retenção, a ponto de não conseguirmos viver para nós próprios.O amor, essa descoberta de que ou nos salvamos com os outros (porque aceitamos o risco de viver para os outros) ou gastamos inutilmente o nosso tesouro.
O que se comentava junto da cruz, naquele dia, não era um insulto, mas o maior dos elogios feitos a Jesus.
Compreender isso é, de alguma maneira, acolher o sentido verdadeiro da Páscoa.
José Tolentino Mendonça
VALORES
«Os valores da eficiência, individualismo, riqueza e bem-estar pessoal, ao converterem-se nas motivações humanas mais frequentes, mesmo únicas, abafam as aspirações mais profundas do homem, que, pouco a pouco, vai perdendo todo o sentido de fraternidade e comunidade.
A juventude encontra-se, hoje, como nunca, perante a opção entre estas aspirações ao amor universal e a realidade da nossa sociedade que enaltece a busca dos bens materiais, frequentemente, sem respeito pelo outro e que, na maioria dos casos, fomenta o endurecimento do coração.»
Jean Vanier, em "Novas perspectivas do amor"
A juventude encontra-se, hoje, como nunca, perante a opção entre estas aspirações ao amor universal e a realidade da nossa sociedade que enaltece a busca dos bens materiais, frequentemente, sem respeito pelo outro e que, na maioria dos casos, fomenta o endurecimento do coração.»
Jean Vanier, em "Novas perspectivas do amor"
quarta-feira, 20 de abril de 2011
AS FERIDAS REMETEM AO AMOR
«A nossa fé no amor de Deus é apenas uma fineza piedosa ou pode realmente curar nossas feridas? A fé no amor de Deus não é uma droga milagrosa que funciona em qualquer ferimento. Creio que ela me ajuda a confrontar, sem angústia, com minhas feridas.
O amor de Deus é para mim uma atmosfera terapêutica, onde posso retirar as ligaduras das minhas chagas para que a expiração curativa de Deus sopre sobre elas. Minhas feridas querem justamente me remeter para a profundidade do amor de Deus. Elas me mostram que estou à mercê da graça desse maravilhoso amor, e que não posso me curar sozinho.
A ferida pode me abrir para o amor de Deus, e este fluir para intimidade do meu ser através da minha predisposição. Então sinto repentinamente, através do meu ferimento, apesar de tudo, uma profunda paz interior. A ferida não pára de doer, mas eu deixo de ficar revolvendo-a. Nela eu sinto que sou aceite e amado por Deus. Isto transforma a dor de quem está ferido na dor de quem é amado, que é mais leve de suportar. Neste sentido, as feridas tornam-se lugar de experiência divina.»
Anselm Grün, em "Abra seu coração para o amor"
O amor de Deus é para mim uma atmosfera terapêutica, onde posso retirar as ligaduras das minhas chagas para que a expiração curativa de Deus sopre sobre elas. Minhas feridas querem justamente me remeter para a profundidade do amor de Deus. Elas me mostram que estou à mercê da graça desse maravilhoso amor, e que não posso me curar sozinho.
A ferida pode me abrir para o amor de Deus, e este fluir para intimidade do meu ser através da minha predisposição. Então sinto repentinamente, através do meu ferimento, apesar de tudo, uma profunda paz interior. A ferida não pára de doer, mas eu deixo de ficar revolvendo-a. Nela eu sinto que sou aceite e amado por Deus. Isto transforma a dor de quem está ferido na dor de quem é amado, que é mais leve de suportar. Neste sentido, as feridas tornam-se lugar de experiência divina.»
Anselm Grün, em "Abra seu coração para o amor"
segunda-feira, 18 de abril de 2011
DOÇURA PROFUNDA
«Busco a doçura profunda,
a que nunca ninguém viu,
e cuja existência não pode ser posta em causa,
pois é a ela que devemos a beleza perfumada dos jacintos,
a luz nos olhos espantados dos animais e tudo o que,
sobre a terra e nos livros,
há de bom.»
Christian Bobin, em "Ressuscitar"
a que nunca ninguém viu,
e cuja existência não pode ser posta em causa,
pois é a ela que devemos a beleza perfumada dos jacintos,
a luz nos olhos espantados dos animais e tudo o que,
sobre a terra e nos livros,
há de bom.»
Christian Bobin, em "Ressuscitar"
sexta-feira, 15 de abril de 2011
PALAVRAS AUTÊNTICAS
«São muito poucas as palavras autênticas que se trocam todos os dias,
realmente muito poucas.
Talvez não nos apaixonemos
senão para finalmente começarmos a falar.
Talvez não se abra um livro
senão para finalmente começar a ouvir.»
Christian Bobin
realmente muito poucas.
Talvez não nos apaixonemos
senão para finalmente começarmos a falar.
Talvez não se abra um livro
senão para finalmente começar a ouvir.»
Christian Bobin
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quarta-feira, 13 de abril de 2011
A FALHA
«A falha não deve ser uma decepção para aqueles que aceitam os desafios mais extremos e não se fixam no que é modestamente proporcional: ela é a régua graduada de nossos empreendimentos e não deve ser referida aos nossos sentimentos, nem usada como prova contra nossa realização, que afinal se compõe incessantemente de mil recomeços.»
Rainer Maria Rilke
Rainer Maria Rilke
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