segunda-feira, 21 de outubro de 2013

TAREFAS DA EDUCAÇÃO


«Uma das tarefas mais alegres de um educador é provocar, nos seus alunos, a experiência do espanto. Um aluno espantado é um aluno pensante...

A primeira tarefa da educação é ensinar as crianças a serem elas mesmas. (...) ensinem as crianças a tomar consciência dos seus sonhos!

A segunda tarefa da educação é ensinar a conviver».


Rubem Alves

sábado, 19 de outubro de 2013

COMO CONSEGUI CHEGAR TÃO LONGE?




Como consegui chegar tão longe?

(E sempre em sendas tão escuras?)
Devo ter viajado pela luz
Brilhando nas faces de todos os que amei.

Thomas McGrath, «Poem», in Selected Poems:1938-1988

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

terça-feira, 15 de outubro de 2013

ABUNDÂNCIA E CARÊNCIA DE PALAVRAS


«Há palavras que queimam como raios, correm como setas e magoam como pedras.

Faltam palavras que brilhem como estrelas. 
Que se destaquem pela subtileza e que primem pela claridade.
Eram essas as palavras que usava o Padre António Vieira. Era assim que ele acolhia as palavras. 
«Como hão-de ser as palavras? Como as estrelas. As estrelas são muito distintas e muito claras. Assim há-de ser o estilo da pregação: muito distinto e muito claro».

sábado, 12 de outubro de 2013


"A fé nasce de um encontro, alimenta-se numa relação e culmina numa entrega.
A fé parte da iniciativa de Deus e do acolhimento do homem.
Trata-se, pois, de uma proposta e da consequente resposta.
É por isso que a fé acaba por ter as feições de cada crente e a moldura do único Deus.
A fé é o que, em nós, nos permite ir (muito) além de nós!"

Fonte: http://theosfera.blogs.sapo.pt/1694840.html

domingo, 22 de setembro de 2013

JANELA ENCANTADA



A vida sempre foi boa comigo. 
Quando soube que o meu coração 
estava carregado de sombras 
e que ele só se alimenta de luz, 
abriu uma janela no meu peito 
para que por ela possam entrar 
o resplendor do orvalho 
o fulgor das estrelas 
e o invisível arco-íris do amor.

Thiago de Mello

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

INIMIGOS IMAGINÁRIOS

Há crianças que se alegram com a companhia de "Amigos Imaginários". Há adultos que se martirizam com a companhia de "Inimigos Imaginários".

Quando a cabeça está vazia 
e o coração desocupado de sonhar, 
a vida torna-se um sótão 
cheio de tralhas velhas 
e monstrengos imaginários.


Rui Santiago
RT @ruisantiagocssr

terça-feira, 17 de setembro de 2013

SÓ LEVAMOS O QUE DAMOS

Afinal, que levaremos connosco quando partirmos?
O que conquistámos? O que acumulámos? O que amealhámos?

Saadi Muslah-Al-Din tinha uma certeza: «Quando morreres, só levarás aquilo que tiveres dado».
A nossa dádiva será o nosso rasto, o nosso lastro.
O que tivermos dado na vida de alguém ajudará que a nossa marca se prolongue.
Só quem vive para dar, dará motivos para viver. E para nunca deixar de sobreviver!
Fonte: http://theosfera.blogs.sapo.pt/2089307.html

domingo, 15 de setembro de 2013

SEMPRE EM TESTE


Devíamos estudar na escola. Devíamos estudar para a vida.
Na escola, deveríamos estudar para a vida.
O problema é que, como já avisava Séneca, «não estudamos para a vida, mas para a escola».
Afinal, há pouca interacção entre a escola e a vida.
Na escola, estamos sempre em avaliação. Mas é na vida que estamos continuamente em teste!



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O AMOR...




O amor
é uma ave a tremer
nas mãos duma criança. 
Serve-se de palavras
por ignorar
que as manhãs mais limpas 
não têm voz. 

Eugénio de Andrade

terça-feira, 10 de setembro de 2013

ELE ESTÁ EM NÓS

“Não temos que perguntar como produzir o amor em nós. Ele está em nós, do nascimento à morte, imperioso como uma fome e nós devemos somente saber como conduzi-lo” 

Simone Weil

sábado, 7 de setembro de 2013

O AMOR É SEMPRE UMA APOSTA PESSOAL

“Cada um tem uma vocação de amor particular. O amor não é uniforme, cada um o encarna à sua maneira, nas condições determinadas da sua vida pessoal. A vida não possui um sentido único, geral e válido para todo mundo. Não existe receita. O amor é sempre uma aposta pessoal” 

Soeur Emmanuelle



sábado, 31 de agosto de 2013

GUIADOS PELA PERGUNTA


Da ciência esperamos sobretudo respostas. Mas, se repararmos, a ciência obsequia-nos especialmente com perguntas.

Heidegger dizia que «a pergunta é a oração do pensamento». E Balzac notou que «a chave de todas as ciências é inegavelmente o ponto de interrogação».

Nunca deixe de perguntar. Mesmo depois de achar que encontrou as respostas que procurava.

A interrogação é a bússola do caminhante, o bastão do peregrino!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

ABBÉ PIERRE: O MAIOR MAL É A PESSOA SENTIR-SE INÚTIL




Vale a pena ler na íntegra a entrevista com este homem extraordinário.
Partilho um trecho no qual é relatado o despontar de uma grande aventura de generosidade, solidariedade, comunhão e amizade.

«O pior, o maior mal é que a pessoa se sinta inútil, supérflua na humanidade. Essa é a pior pobreza, sentir que se está a mais, que ninguém tem necessidade de si (...)

Um dia – foi quando tudo começou – chamaram-me por causa de um homem que tinha tentado suicidar-se. Não morrera e contou-me a sua vida. Quando tinha 20 anos, num drama familiar, matara o pai e fora condenado a prisão perpétua e enviado para a Guiana. Depois de 20 anos foi libertado e, quando voltou, viu a sua mulher viver com outro e com outros filhos. Desesperado, quis matar-se.

Quando ele me contou a sua vida, eu disse-lhe: “George, tudo isso é terrível, mas eu não posso fazer nada. Sou deputado mas todo o meu dinheiro foi gasto e tenho dívidas por causa de famílias com crianças que vivem em caves e em condições insuportáveis”.

E disse-lhe: “Eu não te posso dar nada, porque tenho dívidas. Mas tu, uma vez que queres morrer, não tens nada que te embarace. Antes de te matares, não queres ajudar-me a acabar algumas destas casas para essas mães que choram?”

Não foi dizer ao desgraçado “toma, que eu dou-te”, mas dizer-lhe “outros precisam de ti”. Ele repetiu-me, quando morreu 15 anos mais tarde: “Mesmo que me tivessem dado trabalho, dinheiro, uma casa, eu teria recomeçado o suicídio. Mas pedindo-me que trabalhasse consigo, em conjunto, e em favor de outros, reencontrei a razão de viver: amar, sofrer para que os outros sofram menos”.

Podem ler a entrevista completa em:http://www.snpcultura.org/abbe_pierre_o_maior_mal_e_pessoa_sentir_se_inutil.html

segunda-feira, 26 de agosto de 2013


"Fé não é o apego a um  santuário, mas uma peregrinação infindável do coração. 
Espera audaciosa, cânticos ardentes, planos ousados, um ímpeto inundando o coração, invadindo a mente – tudo isso é o impulso que nos leva (a amar aquele) que toca o nosso coração com um sino".
Abraham Heschel

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

MÚSICA SUBMERSA




Não quero ser o grande rio caudaloso
Que figura nos mapas.
Quero ser o cristalino fio d’água
Que canta e murmura
Na mata silenciosa.

Helena Kolody

sábado, 10 de agosto de 2013


A chuva coloca no bico dos pássaros
um guizo d’água.

A tarde levanta da verde folhagem
uma espuma de aroma.

Uma vida, quase a teus pés, dirige-te
um terno pensamento.

Oh, as pequenas coisas supérfluas
extraviadas no mundo.

Quem ouve? quem vê? quem entende?

Cecília Meireles
In: Poesia Completa
Dispersos



quinta-feira, 8 de agosto de 2013

MENSAGEM A UM DESCONHECIDO


Teu bom pensamento longínquo me emociona.
Tu, que apenas me leste,
acreditaste em mim, e me entendeste profundamente.

Isso me consola dos que me viram,
a quem mostrei toda a minha alma,
e continuaram ignorantes de tudo que sou,
como se nunca me tivessem encontrado.

Cecília Meireles
In: Poesia Completa

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O ESSENCIAL E O VERDADEIRO





"Depois de todas as tempestades e naufrágios,
o que fica de mim em mim é cada vez mais
essencial e verdadeiro."

Caio Fernando Abreu,
in "Ovelhas Negras

sábado, 3 de agosto de 2013

A VOCAÇÃO DA LAGARTA



Lagarta que se preze não se contenta com crescer, engordar e ficar uma “senhora lagarta”!
É que, a lagarta traz dentro de si uma vocação muito maior que isso, maior do que ela mesma - deixar-se morrer naquilo que é, para se transformar naquilo que está vocacionada  a ser -BORBOLETA!

Também o grão de trigo, se não morrer naquilo que é - simples grão de trigo - como poderá vir a ser espiga e seara, farinha, pão e fome saciada?
Olhando a própria Natureza, descubro que, crescer nem sempre é aumentar peso ou altura - crescer é, essencialmente, transformar-me e deixar-me transformar, num compromisso salvador e fecundo…

Cresço quando aceito com gratidão os dias que me são oferecidos e os vivo em “modo” de transformação, em permanente passagem, em Páscoa, morrendo naquilo que sou - fraca, medrosa, cabeça no ar, egoísta, numa palavra, desHumana, até que seja transformada naquilo que sou chamada a ser e, acredito, estou, estamos todos, vocacionados a viver como genteHUMANA, gente SALVAREDIMIDA, gente DIVINIZADA, ALEGRE e GRATAem Jesus de Nazaré!
 
NEle, nesse Jesus Nazareno, entre Deus e o Homem “qualquer distância tem o seu caminho andado e destruído…” (M. Torga)

Glória Marques

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

SEM O AMOR...

"O Pai que perdoa", Frank Wesley, 1998, pintura em bloco de madeira impressa em papel de seda, Índia.

“Sem o amor, tão difícil de praticar, a vida se reduz a um combate incessante para possuir e se defender dos outros” (Anthony Burgess).

“Amar, é se esvaziar de si, ser pobre de si, fazer de si um espaço em que cada um possa respirar a sua vida” (Maurice Zundel).

terça-feira, 30 de julho de 2013

COMO CONSEGUI CHEGAR TÃO LONGE?



Como consegui chegar tão longe?

(E sempre em sendas tão escuras?)
Devo ter viajado pela luz
Brilhando nas faces de todos os que amei.




Thomas McGrath, «Poem», in Selected Poems:1938-1988

domingo, 28 de julho de 2013

O POETA BEIJA TUDO




O poeta beija tudo, graças a Deus... 
E aprende com as coisas a sua lição de sinceridade... 
E diz assim: "É preciso saber olhar..." 
E pode ser, em qualquer idade, ingénuo como as crianças, 
entusiasta como os adolescentes e profundo como os homens feitos... 
E levanta uma pedra escura e áspera 
para mostrar uma flor que está por detrás... 
E perde tempo (ganha tempo...) a namorar uma ovelha... 
E comove-se com coisas de nada: um pássaro que canta, 
uma mulher bonita que passou, uma menina que lhe sorriu, 
um pai que olhou desvanecido para o filho pequenino, 
um bocadinho de sol depois de um dia chuvoso... 
E acha que tudo é importante... 
E pega no braço dos homens que estavam tristes 
e vai passear com eles para o jardim... 
E reparou que os homens estavam tristes... 
E escreveu uns versos que começam desta maneira:
“O segredo é amar...”

Sebastião da Gama (1924-1952)

sábado, 20 de julho de 2013

BUSCO A DOÇURA PROFUNDA




Busco a doçura profunda,
a que nunca ninguém viu,
e cuja existência não pode ser posta em causa,
pois é a ela que devemos a beleza perfumada dos jacintos,
a luz nos olhos espantados dos animais e tudo o que,
sobre a terra e nos livros,
há de bom

Christian Bobin, em "Ressuscitar"

quinta-feira, 18 de julho de 2013

HÁ MULHERES...




Há mulheres que trazem o mar nos olhos

Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os Homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes
e calma


Sophia de Mello Breyner Andresen


segunda-feira, 15 de julho de 2013

DESEJAS A FELICIDADE?



Desejas a felicidade? 

Vive plenamente segundo a lógica do amor.
Felizes aqueles que são e que amam!

sábado, 13 de julho de 2013

AO AMIGO, COM AFETO

Que a tua caminhada seja serena
como o ribeiro que se espreme entre rochas. 
Deixa-te evaporar no tempo como o hálito que manchou o espelho. 
Sê discreto como o sal que temperou a carne. 
Sê transparente como a luz que ilumina o céu.

Desejo que te mantenhas sensível em tuas decepções.
Deixa-te ferir com o sofrimento mais longínquo.
Considera a miséria um demônio;
a injustiça, uma deusa sanguinária
e a indiferença, um inferno.

Não te intimides em transformar-te em poeta.
Converte a tua dor em verso,
e que o teu cantarolar desafogue,
com beleza, a indignação que te abate.

Desobriga-te de suprir qualquer expectativa.
Não te sintas lisonjeado e nem te enganes com o aplauso da multidão.
A mão que te afaga hoje poderá apedrejar-te amanhã.

Que aprendas a bordar esperança na escuridão da madrugada
e que os anseios tecidos nas trevas virem ações no raiar do dia.
Guarda os teus sonhos para os amigos mais íntimos.
Para quê dizê-los a quem não respeitaria a imensidão de teu inconsciente?

Transita pela sombra.
Foge das luzes da ribalta.
Resguarda-te.
Se tens que seguir pela avenida, fá-lo com discrição.
Constrói-te em segredo.

Desejo que a tua espiritualidade seja suave como o balançar de uma folha na calmaria do outono;
e o teu silêncio, reverente como uma prece.
Torna-te um com o teu próximo para encontrares lugar na mesa do banquete universal.
Logo todos voltaremos ao mesmo nada que antecedeu o dia em que nascemos.
Que a tua memória seja doce no coração dos que te sobreviverem e eterna no coração de Deus.


Texto adaptado do "Ao amigo, com afeto" de Ricardo Gondim -http://www.ricardogondim.com.br/poemas/a-amigo-com-afeto/

sábado, 6 de julho de 2013

FERIDAS PATERNAS...FERIDAS MATERNAS


«Uma árvore só pode crescer e desenvolver uma copa quando tem raízes profundas. Os pais representam nossas raízes. Mesmo que nos tenham ferido, eles ainda constituem as raízes que nos nutrem. Por isso, faz pouco sentido que o filho corte fora as raízes da sua mãe. Ele ficaria sem raízes, e sua árvore secaria. Mas a árvore do filho não deve crescer junto com a da mãe. A simbiose com a mãe tiraria o espaço da sua árvore, de que ele precisa para se desenvolver. Só fica adulto quem pode se delimitar em relação à mãe, quem pode falar com ela sem se sentir dominado, quem pode lidar com ela sem se adaptar o tempo todo». 

Anselm Grün, em "O pequeno livro da verdadeira felicidade"

quinta-feira, 4 de julho de 2013

REDESCOBRIR O NÃO


«Palavra pequena, mas talvez seja a palavra mais necessária. É uma palavra não só para dizer com os lábios, mas para pronunciar com a vida.

Hoje em dia, há que redescobrir o valor do «não». Não a tanta coisa supérflua, não a tanta coisa violenta.

José Saramago anui: «A palavra mais necessária nos tempos em que vivemos é a palavra não. Não a muita coisa, não a uma quantidade de coisas que eu me dispenso de enumerar»

http://theosfera.blogs.sapo.pt/1904098.html

terça-feira, 2 de julho de 2013

A «MORTE» DA JANELA



Partilho uma pertinente e interessante reflexão sobre as mudanças que as novas e «velhas» tecnologias operam nas nossas vidas. 


«A tecnologia tem o raro sortilégio de operar mudanças e de nos arrastar por elas quase sem nos apercebermos.

Com os novos tempos, estamos perto do longe. Mas, em contrapartida, sentimo-nos cada vez mais longe do perto.

Substituímos a janela pelo ecrã. Já dizia Nélson Rodrigues, esse pronto-a-pensar insaciável, que «a televisão matou a janela».

É importante olhar o mundo. Mas é necessário não deixar de olhar para a rua, para o vizinho, para o rosto caído, para a lágrima furtiva, para o sorriso rasgado.

Quem está disposto a sentir em si a alma dos outros?
»

Fonte: http://theosfera.blogs.sapo.pt/1967146.html

sábado, 29 de junho de 2013

INFÂNCIA



e jogava o pião com Deus
enquanto minha mãe estendia roupa
e o meu pai mendigava o pão

e minha alegria nesse tempo
era muito próxima da dos meninos
e de Deus que ganhava sempre

e não sei quem perdi primeiro:
o pião ou Deus
apenas sei que Deus continua
a jogar com outros meninos

e que no Outono quando saio à praça
nos sentamos e falamos muito
do suave rodopiar das folhas


Daniel Faria
In “Oxalida”

quinta-feira, 27 de junho de 2013

OLHA PARA OS TEUS OLHOS...

"(...)A maldade turva o olhar, não o dos outros, mas o nosso. 
Não é preciso ter em conta as consequências, é no próprio fazer que a culpa se mede. 

Olha para os teus olhos antes de olhares para os dos outros. 
O que os teus olhos vêem vem da luz que tens em ti (...)"

Pedro Paixão, em "Vida de Adulto"

terça-feira, 25 de junho de 2013

A FORÇA DA REVOLUÇÃO


Não se caminha quando não se acredita.
Não se estende a mão quando não se ama.
Não se muda quando nada se espera.

André Malraux foi claro: «A força da revolução é a esperança».

Não precisa de disparar tiros nem de gritar frases fortes.
A maior revolução é feita de paciência.
Não cuida apenas dos resultados. Nunca descuida as raízes nem desperdiça os alicerces.
A revolução da esperança está em marcha. Embora não pareça. Sobretudo porque não parece.

O essencial não se vê. Mas o essencial está a emergir!

Fonte: http://theosfera.blogs.sapo.pt/1379225.html

domingo, 23 de junho de 2013

COM OS MEUS AMIGOS


Com os meus amigos aprendi que o que dói às aves
Não é o serem atingidas, mas que,
Uma vez atingidas,
O caçador não repare na sua queda

Daniel Faria

sábado, 15 de junho de 2013

O ESSENCIAL

«Se abolíssemos o que não é essencial das várias religiões - disse Kahil Gibran -, viveríamos em união e partilharíamos fraternalmente uma grande fé e religião».

E o que é essencial?
Silêncio e fraternidade.
Silêncio para acolher o grande murmúrio que Deus faz ecoar no mundo.
E fraternidade para estender a mão àqueles que vão caindo nas estradas do tempo.

Se ficássemos só com o essencial, perderíamos muito. Mas ganharíamos tudo.
A totalidade não está nas parcelas. Está na alma.

A fé não pode ser rígida como a morte. 
A fé só pode ser leve (e refrescante) como a vida!

A rigidez em nome de Deus acaba por constituir uma enorme malfeitoria ao próprio Deus.

Pretender impor um único caminho para chegar a Deus significa não perceber que Ele mesmo percorre muitos caminhos para chegar até nós.

Kahil Gibran percebeu tudo: «Deus fez a Verdade com muitas portas, para receber todos os que a elas baterem»!



quinta-feira, 13 de junho de 2013

Tiago Bettencourt - «Campo»



Quis agarrar a ti o mar 
Quis agarrar a ti o Sol 
Quis que o mar fosse maior 
Quis que o mar tocasse o Sol 
Quis que a luz entrasse em nós 
inundasse o lado frio 
Quis agarrar a tua mão 
e descer o nosso rio

Quero agarrar a ti o céu 
Quero agarrar a ti o chão 
Quero que a chuva molhe o campo 
e que o campo seja teu 
Para que eu cresça outra vez 
Quero agarrar a ti raiz 
Quero agarrar a ti o corpo 
E eu quero ser feliz...


Se tens medo da dor 
Vem ver o que é o amor 
Se não sabes curar 

Vem ser o que é amar

Quero ver-te amanhecer.

Quis agarrar a ti o barco 
Quis agarrar a ti os remos 
que usamos nas marés 
quando as ondas são de ferro 
Quero agarrar a ti a luta 
Quero agarrar a ti a guerra 
Quero agarrar a ti a praia 
e o sabor de chegar a terra

Porque o mar tocou no Sol 
Inundou o lado frio 
Porque o Sol ficou em nós 
e desceu o nosso rio 
Por isso dá-me a tua mão 
Não largues sem querer 
Quero agarrar a ti o mar 
eu quero é viver.

Se tens medo da dor 
Vem ver o que é o amor 
Se não sabes curar 
Vem ser o que é amar

Quero ver-te amanhecer.

terça-feira, 11 de junho de 2013

UM GESTO DE AMOR




“A doçura de um fruto diz da bondade da árvore que o dá.
Um gesto de Amor diz da grandeza de uma Vida. “ 


José Frazão Correia

domingo, 9 de junho de 2013

EU SEGURO



Samuel Úria & Márcia  
"Eu Seguro"

«Quando o tempo for remendo,
Cada passo um poço fundo
E esta cama em que dormimos
For muralha em que acordamos,
Eu seguro
E o meu braço estende a mão que embala o muro.

Quando o espanto for de medo,
O esperado for do mundo
E não for domado o espinho 
Da carne que partilhamos,
Eu seguro.
O sustento é forte quando o intento é puro.

Quando o tempo eu for remindo,
Cada poço eu for tapando
E esta pedra em que dormimos
Já for rocha em que assentamos,
Eu seguro.
Deixo às pedras esse coração tão duro.

Quando o medo for saindo
E do mundo eu for sarando
Dessa herança eu faço o manto 
Em que ambos cicatrizamos 
EU seguro.
Não receio o velho agravo que suturo. 

Abraços rotos, lassos,
Por onde escapam nossos votos.
Abraso os ramos secos, 
Afago, a fogo, os embaraços
E seguro,
Alastro essa chama a cada canto escuro.

Quando o tempo for recobro,
Cada passo abraço forte
E o voto que concordámos
É o amor em que acordamos,
Eu seguro:
Finco os dedos e este fruto está maduro.

Quando o espanto for em dobro,
o esperado mais que a morte,
Quando o espinho já sarámos
No corpo que partilhamos,
Eu seguro.
O que então nascer não será prematuro.

Uníssonos no sono,
O mesmo turno e o mesmo dono,
Um leito e nenhum trono.
Mesmo que brote o desabono
Eu seguro,
Que o presente é uma semente do futuro.»


quinta-feira, 6 de junho de 2013

A GRAÇA DE CONFIAR QUE SE É AMADO


«O que de mais elementar está em jogo, desde o início, é a graça de confiar que se é amado. E a perdição, a dúvida de o ser.» 

(José Frazão, em "A Fé vive de afeto")

terça-feira, 4 de junho de 2013



«Esta é uma das mais estúpidas filosofias de vida que eu jamais ouvi, e não obstante é aquela que conduz toda a nossa civilização: trata-se da ideia de que o objectivo da vida é obter coisas no futuro que ainda não se possui, em vez de desfrutar as coisas que já se tem no presente.» (Peter Kreeft)

domingo, 2 de junho de 2013



«O que se faz de grande faz-se em silêncio» (Erik Geijer)

«É no coração que todo o homem ri, sofre, se perde ou se descobre. 
É nele que tudo nasce ou morre. 
É por dentro de nós que partem todos os caminhos.» 

(Henrique Manuel, em "Mas há sinais")

domingo, 26 de maio de 2013

MORALISMOS

«Detesto o moralismo. Penso que o moralismo falseia o encontro connosco próprios e com a humanidade. O que acontece aos outros acontece a cada um de nós. Dizia o cristianíssimo Dostoievski: “Somos responsáveis por tudo perante todos.” 

O moralismo faz-nos criar os bodes expiatórios. O filósofo René Girard diz que a nossa sociedade tem um sistema vitimário. Colocamos num bode expiatório tudo o que não queremos ver em nós próprios. Então, como os antigos judeus faziam (colocavam num bode todos os pecados e mandavam-nos para o deserto), colocamos numa pessoa só (o maldito, o criminoso) todos os males, excluímos essa pessoa; e isso dá-nos um alívio muito grande. É o sistema do beco sem saída.» José Tolentino Mendonça

sábado, 25 de maio de 2013

ENQUANTO NÃO TIVER DADO A MINHA VIDA...


"Enquanto não tiver dado a minha vida, não poderei afirmar que os meus sonhos não se podem tornar realidade". Henri Le Boursicaud


Se desejarem conhecer um pouco da vida e obra do autor desta frase, podem visitar:

http://henrileboursicaud.blogspot.pt/


quarta-feira, 22 de maio de 2013

O AMOR É DE TODOS!



«Em qualquer cultura, língua, tradição ou religião, a Acção de quem ama é RevelAcção daquele Amor a quem alguns chamam "Deus". » 

Rui Santiago - https://twitter.com/ruisantiagocssr