" Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e, de tudo o que se deseja, nada se pode comparar com ela." - Provérbios 8.11
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
CAMINHAR COM DEUS
«Hoje estou absolutamente seguro de que uma relação com Deus é fundamentalmente uma biografia, uma movimentada biografia de aventureiro.»
António Alçada Baptista
quarta-feira, 24 de março de 2010
A FORÇA CRIADORA

«As pessoas sentem-se rejeitadas pela vida não exactamente por causa dos seus males, das circunstâncias em que vivem, nem sequer por causa das suas trevas, das suas ameaças ou dos seus horrores objectivos, mas porque estão separadas da sua força criadora e da sua significação.»
António Alçada Baptista
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
SOLIDÃO DERROTADA
«Julgo que o mais importante são as palavras. Quando se vive a solidão, sabe-se que, por causa duma palavra verdadeira, caem muitas vezes as muralhas que levantámos à volta das nossas almas. Uma palavra verdadeira pode ser um milagre: é a solidão derrotada.»
António Alçada Baptista, em "Tia Suzana, meu amor"
António Alçada Baptista, em "Tia Suzana, meu amor"
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
O PESO DOS MODELOS HERDADOS
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
O modo como tratamos os outros
«Numa tribo na Nova Guiné, está entendido que as crianças que nascem à terça-feira são inteligentes, solares e vencedoras e, as que nascem à sexta, são estúpidas, falhadas e vencidas. O pior, é que isso acaba por acontecer porque o tratamento que os outros lhes dão é que faz delas escravas ou vencedoras.»
Extraido de "O Riso de Deus" de António Alçada Baptista
Extraido de "O Riso de Deus" de António Alçada Baptista
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Os meus livros II

O Riso de Deus, de António Alçada Baptista
Partilho convosco alguns trechos significativos:
Descrição da editora:"Ao acompanhar a vida de Francisco, o personagem central deste romance, ao longo das suas escolhas, da sua procura - ele que deliberadamente escolheu a via do sonho possível, da busca dos valores mais essenciais -, ao acompanhá-lo ao longo das sua deambulações pelo mundo, pela história, ao sabor dos acasos e encontros, e, muito especialmente, da intimidade de algumas mulheres cúmplices da mesma procura... "
Este é um dos livros que mais me tocou o coração e influenciou a construção da minha personalidade e lapidação da minha sensibilidade; que me ajudou a ver a vida com os olhos do amor, do afecto, da graça, da amizade sincera, profunda, verdadeira.
Faz alguns anos que o li pela primeira vez. Entretanto, já o reli vezes sem conta. Hoje, ao rele-lo, verifico que tenho uma compreensão e uma leitura diferentes de muitas das suas passagens. Creio que hoje compreendo com mais profundidade e intensidade essas passagens, porque vivi experiências, aprendi lições, li e reflecti sobre coisas que me abriram e alargaram a mente e aprofundaram a sensibilidade.
Para mim, hoje, essas passagens têm um significado que não tinham outrora; e o livro tornou-se ao longo dos anos uma chave para o apaziguamento de muitos fantasmas e inquietações, assim como para a compreensão de muitas coisas que se passam dentro e fora de mim. Alguém disse: «Não há no mundo livros que se devam ler, mas somente livros que uma pessoa deve ler em certo momento, em certo lugar, dentro de certas circunstâncias e num certo período da sua vida».
Hoje, sinto mais afinidade e correspondência com o mundo interior do autor. Tenho outra sensibilidade e maturidade. Creio que «...o proveito dos livros depende da sensibilidade do leitor; a ideia ou paixão mais profunda dorme como numa mina enquanto não é descoberta por uma mente e um coração afins.»
O Riso de Deus é um livro que fala a linguagem do amor, dos afectos. Um livro que nos conduz à descoberta de nós mesmos, do mundo que nos rodeia, do que nos une aos outros e do que dá verdadeiro sentido e signficado ás nossas vidas. Não é um livro com respostas prontas, mas repleto de questões que se nos colocam e fazem reflectir, procurar, duvidar, partir à descoberta.
Partilho convosco alguns trechos significativos:
"Acho que a grande criatividade é aquela que soubermos pôr nos nossos actos: fazer da nossa vida uma obra de arte: pôr na nossa vida a nossa individualidade mais identificada e com um verdadeiro sentido estético na relação com os outros e com o mundo, é a nossa grande criação."
"Amar é uma atitude de compreender e aceitar: é reconhecer os outros e respeitar a sua liberdade."
"Possivelmente, o amor continua a chamar-nos do centro do labirinto e nós anadamos ás voltas sem sermos capazes de o encontrar(...) e talvez seja necessário despojarmo-nos de muitas coisas e tornar a vestir as vestes da inocência para que o amor nos possa ser revelado."
"A letra de Deus nem sempre é decifrável e ninguém conhece a língua em que escreveu a alma humana.Tudo me leva a crer que as marcações que nos deram para o desempenho da vida passam ao lado do caminho por onde os nossos afectos poderiam fluir conforme o que está inscrito no mapa oculto do ser humano(...) Algumas vezes, até parece que a simplicidade emana do andamento da vida e que bastaria um pequeno gesto de espírito para passarmos para o lado de lá de tantas incomodidades que nos fazem viver como se tivéssemos calçado dois números abaixo da forma da alma."
"Procurei analisar o que são as minhas angústias. Creio que são assim uma espécie de reacção a uma forma incómoda que impede o meu desenvolvimento. Como se eu, periodicamente, tivesse que fazer um esforço para alargar o meu espaço, como se o estado do meu projecto interior não fosse cabendo no módulo que estou a usar. Depois de cada depressão sinto que qualquer coisa em mim ficou mais livre. É como se eu estivesse preso com várias cadeias e, depois de atravessar o túnel da depressão, conseguisse libertar-me de uma. Pergunto-me se cada homem não estará aprisionado pelos modelos de comportamento que herdou e se isso não atingirá a própria respiração da sua alma(...) As minhas depressões talvez sejam as minhas metamorfoses: é a maneira que eu tenho de passar de lagarta a crisálida. São etapas de libertação."
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