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terça-feira, 1 de março de 2011

RAÍZES

"Nós temos as nossas raízes na terra, temos e devemos ter, mas prendemo-nos às coisas ou rastejamos pelo chão; só alguns poucos se elevam para os céus. São eles os únicos seres humanos felizes e criativos. Os demais corrompem-se, e, através da ofensa e da maledicência, destroem-se uns aos outros neste mundo maravilhoso."

J. Krishanmurti, em "Cartas a uma jovem amiga"

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

DIGNIDADE

«A dignidade é algo muito raro. Um cargo ou uma posição de respeito dá «dignidade». É como vestir um casaco. O casaco, aquilo que se veste, dá «dignidade». Um título ou uma posição dão «dignidade». Mas se aos homens forem retiradas essas coisas, muito poucos ficarão com aquela qualidade de dignidade que vem com a liberdade interior de se ser nada.

O homem anseia ser algo, e esse algo confere-lhe uma posição na sociedade, posição que esta respeita. O homem coloca-se geralmente dentro de categorias - ser-se astuto, rico, santo, médico; mas, se ele não se colocar dentro de uma categoria que a sociedade reconheça, é tido por uma pessoa esquisita.
A dignidade não pode ser possuída nem cultivada, e estarmos convencidos de que somos «respeitados» é estarmos centrados em nós mesmos, o que é algo insignificante, pequeno. Ser-se nada é estar-se livre dessa ideia. Ser - não dentro de um qualquer estado particular - é a verdadeira dignidade. Esta não pode ser afugentada, está sempre lá.»

J. Krishnamurti, em "Cartas a uma jovem amiga"

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

RAÍZES

"Nós temos as nossas raízes na terra, temos e devemos ter, mas prendemo-nos às coisas ou rastejamos pelo chão; só alguns poucos se elevam para os céus. São eles os únicos seres humanos felizes e criativos. Os demais corrompem-se, e, através da ofensa e da maledicência, destroem-se uns aos outros neste mundo maravilhoso."


J. Krishanmurti, em "Cartas a uma jovem amiga"

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O RELACIONAMENTO AMOROSO

"Sabemos pouco do amor, da sua extraordinária ternura e poder. Muito facilmente usamos a palavra «amor; o militar usa-a, o carniceiro usa-a, o homem rico usa-a, assim como o rapaz e a rapariga. Mas sabemos pouco do amor, da sua vastidão, da sua imortalidade, da sua profundidade. Amar é ter consciência da eternidade.

O relacionamento é uma coisa estranha; muito facilmente caímos na habituação a um relacionamento particular, onde as coisas são tomadas como garantidas, com a situação aceite, não se tolerando qualquer variação; não se considera nenhum movimento em direcção à incerteza, mesmo por um segundo. Tudo é de tal modo regulado, tornado «seguro», bem amarrado, qua não há qualquer hipótese de frescura, de um respirar revivificador. A isto, e a muito mais, se chama relacionamento. Se observarmos de muito perto, verificamos que o verdadeiro relacionamento é muito mais subtil, mais rápido que um relâmpago, mais vasto do que a Terra, pois ele é vida. A vida é conflito.
Queremos fazer do relacionamento uma coisa grosseira, rígida, manipulável. Deste modo, ele perde a sua fragância, a sua beleza. Isto surge porque não amamos, e o amor é certamente a maior das coisas, pois nele acontece o completo abandono de nós mesmos. (...)

É preciso grande inteligência para um homem e uma mulher se esquecerem de si mesmos, para poderem viver juntos, não se rendendo um ao outro ou não sendo dominados um pelo outro. O relacionamento é a coisa mais difícil da vida."

J. Krishnamurti, em "Cartas a uma jovem amiga"

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

COMPARAÇÃO

«Estamos constantemente a comparar-nos uns com os outros, com alguém que teve mais sorte, o que somos com aquilo que deveríamos ser. A comparação, de facto, mata. A comparação é degradante, ela perverte a nossa observação. E é no seio da comparação que somos criados.

Toda a nossa educação se baseia na comparação, assim como a nossa cultura. Portanto, existe uma constante luta para sermos uma coisa diferente daquilo que realmente somos.
A compreensão do que somos liberta a criatividade, mas a comparação alimenta a competitividade, a crueldade, a ambição e, pensamos nós, isso gera progresso. O progresso só nos levou até agora a guerras cruéis e à infelicidade como jamais o mundo conheceu. A verdadeira educação é educar as crianças sem comparação.»



J. Krishnamurti, em "Cartas a uma jovem amiga"

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O AMOR É...

«O amor é um coisa «perigosa», só ele traz a única revolução que proporciona felicidade.
São poucos os que são capazes de amar, e tão poucos os que querem o amor.

Amamos segundo as nossas próprias condições, fazendo do amor um coisa de mercado. Temos mentalidade mercantil, mas o amor não é comercializável nem é um negócio de troca.
O amor é um estado de ser, no qual todos os problemas humanos se resolvem. Vamos ao poço com um dedal e assim a vida torna-se uma coisa sem qualidade, insignificante e limitada.»

J. Krishnamurti, em "Cartas a uma jovem amiga"

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O RIO DO AMOR

«Não sei, mas o amor incendeia-me. É uma chama inextinguível. Tenho tanto disso, que quero dá-lo a todos, e dou. É como um grande rio, que alimenta e rega cada vila e aldeia; ele vai sendo poluído, desagua nele a porcaria do ser humano, mas depressa as águas se purificam a si próprias, e rapidamente segue em frente. Nada pode estragar o amor, pois todas as coisas se dissolvem nele - o bom e o mau, o feio e o belo. O amor é algo que é a sua própria eternidade.»

J. Krishnamurti, em "Cartas a uma jovem amiga"