domingo, 9 de dezembro de 2007

Para ti, meu anjo

«Para o meu coração basta teu peito
para a tua liberdade bastam minhas asas.
Desde a minha boca chegará até ao céu
o que estava dormindo sobre a tua alma.»

Pablo Neruda




Cowboy Junkies - «Angel Mine»



He searched for those wings that he knew
that this angel should have at her back
And although he can't find them
he really don't mind'cause he knows they'll grow back
And he reached for that halo that he knows
that she had when she first caught his eye
Although his hand came back empty
he's really not worried'cause he knows it still shines

I can't promise that I'll grow those wings
or keep this tarnished halo shined
but I'll never betray your trust
angel mine

I search all the time on the ground
for our shadows cast side by side
Just to remind me that I haven't gone crazy
that you exist and are mine
And I know that your skin is as warm and as real
as that smile in your eyes
But I have to keep touching and smelling
and tasting for fear it's all lies

I can't promise that I'll grow those wings
or keep this tarnished halo shined
but I'll never betray your trust
angel mine

Last night I awoke from the deepest of sleeps
with your voice in my head
And I could tell by your breathing
that you were still sleeping
I repeated those words that you had said

I can't promise that I'll grow those wings
or keep this tarnished halo shined
but I'll never betray your trust
angel mine

2 comentários:

Ana disse...

"É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro."
(Pablo Neruda)

Fecho os olhos depois de ler estes versos de Pablo Neruda e recordo a tua voz quando mos lês-te pela primeira vez...Em S.Pedro de Moel, um dia 10 de Novembro há alguns anos atrás...Se nessa altura faziam sentido, agora fazem todo o sentido...
Sempre tua Ana

Ana disse...

"Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria."

Citando Pablo Neruda...