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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O Inferno


"O inferno não são 'os outros'. O inferno é trabalhar tão duramente para obter o sucesso de forma a corroer nosso relacionamento com os outros; a enxergar os outros somente em função do que eles podem fazer por nós. Isto me faz pensar em Fausto, que vendeu a sua alma pelo poder ilimitado do mundo, e que se tornou imensamente solitário ao alcançá-lo. Para ele inferno é a solidão de ter tudo e saber que ainda não é o bastante. (Será que todos fazemos os nossos pactos com o demônio, recebendo o que pensamos que queremos e perdendo em troca parte de nossas almas?)". (Harold Kushner em Quando Tudo não é o Bastante).


quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O Inferno

«O inferno é o endurecimento de uma pessoa no mal. É portanto um estado do homem e não um lugar para o qual o pecador é lançado onde há fogo, diabinhos com enormes garfos a assar os condenados sobre grelhas. Tais imagens são de mau gosto e de morbidez religiosa. Inferno é um estado do homem, que se identificou com sua situação egoísta, que se petrificou em sua decisão de só pensar em si e em suas coisas e não nos outros e em Deus. É alguém que disse um não tão decisivo que não quer e não pode mais dizer um sim.» - Leonardo Boff

domingo, 3 de junho de 2007

Uma história sobre o céu e o inferno


Deus, numa atitude incomum, convidou um Pastor e um Padre para conhecer o céu e o inferno. Ao abrirem a porta do inferno, viram centenas de pessoas sentadas à volta de uma mesa enorme. No centro da mesa, viam-se os manjares mais requintados que qualquer pessoa poderia imaginar e, embora todos tivessem uma colher para chegar ao prato central, estavam mortos de fome! O problema era que as colheres tinham o dobro do comprimento dos seus braços e estavam presas às suas mãos. Assim, todos podiam servir-se, mas ninguém conseguia levar a comida à boca. A situação era deveras desesperada e ouviam-se gritos de dor e sofrimento.


Entraram numa sala idêntica à primeira, onde se depararam com o mesmo cenário; as pessoas em volta e, para surpresa dos dois, as mesmas colheres de cabo comprido, que alcançavam o prato central, mas não podiam alcançar a boca. Mas a grande diferença é que todos estavam saciados. O pastor e o padre se questionaram? - Eu não compreendo - disse o padre- por que aqui as pessoas estão felizes, enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual, inclusive as colheres com cabos compridos? - Sim, como isso é possível? - completou o pastor. Deus sorriu e respondeu:- Ainda não compreenderam? Aqui, no céu, ninguém morre de fome, porque os meus servos aprenderam a dar comida uns aos outros.