sexta-feira, 24 de setembro de 2010

AMAR A DEUS

«AMARÁS O ETERNO, TEU DEUS» : Este mandamento intrigou os pensadores ao longo dos tempos.

Se o amor é um sentimento, uma emoção que escapa ao controlo do homem, como pode ser o objecto de um preceito da Tora? Como é que se podem ditar sentimentos? O mandamento amar parece ser paradoxal.

Pode responder-se que o próprio facto de a Tora prescerver amar o Eterno indica que o homem possui de modo inerente o amor inato por Deus. Este amor, que repousa nos recessos da alma, deve ser despertado e actualizado.

É este processo de despertar que constitui o mandamento de amar, o qual significa de facto. «Faz tudo o que estiver ao teu alcance para despertares o teu amor latente por Deus.»

Sefat Emet

2 comentários:

Atena disse...

Outro noite, sempre antes de dormir tenho meu espaço para reflexão, estava pensando exatamente sobre isso. Como posso amar a Deus se não o conheço? Concluí que eu tenho admiração por Ele, mas não amor.
Agora você me vem com essa, que esse amor é inato e só tem de ser relembrado ou despertado.
Será o meu foco na reflexão desta noite. rsrs
Talvez seja simplesmente um ter de mudar a ótica...
De qualquer forma, obrigada.
Atena

ismael de almeida disse...

Busco Deus nos mundos e sois que rolam no infinito,
Na humilde erva queatapetaos capos,
Na pequenina flôr que se esconde no grande arbusto,
No olhar inocente da criança desditosa,
No coração cansado do velho solitario,
No céu, no mar, nas florestas...
Busco Deus eternamente.

Na chuva amiga que fecunda a terra,
No trigal dourado que é beijado pelo sol radioso,
Na brisa que sussura amor...
Busco Deus eternamente.

No olhar súplice que pede ajuda,
Na mão bondosa que afaga a dôr alheia,
No porte ereto do carvalho imenso,
No cantar risonho da passara em festa,
Busco Busco Deus continuamente.

No palpitar do coração que é vida,
Dentro de minh'alma que chora angustiada,
A saudade demundos que presinto existem,
Busco Deus internamente.