segunda-feira, 24 de novembro de 2008

UM AMOR LIBERTADOR

«O meu amor deve impulsionar o outro a amar-se a si mesmo.
Devemos avaliar o nosso êxito no amor não por aqueles que nos admiram pelas nossas realizações, mas por aqueles que atribuem a sua própria inteireza ao nosso amor por eles; por aqueles que viram a sua beleza reflectida nos nossos olhos, que ouviram as suas virtudes através do calor da nossa voz.

Somos como espelhos uns para os outros. Ninguém sabe como é a sua aparência antes de ver o seu reflexo num espelho.
É absolutamente certo que ninguém reconhece a sua própria beleza ou percebe o sentido do seu próprio valor até que seja reflectido no espelho do amor e cuidado de outro ser humano.

O sentido do próprio valor é, sem dúvida, o maior presente que podemos oferecer a alguém, a maior contribuição que podemos dar a uma vida. Só podemos oferecer este presente e dar esta contribuição através do amor.
No entanto, é essencial que o nosso amor seja libertador, não possessivo. Devemos sempre dar àqueles que amamos a liberdade de serem eles mesmos. O amor reconhece o outro como uma outra pessoa. Não deve possui-lo nem manipulá-lo como uma propriedade sua.

Cabe aqui a citação de Frederick Perls: «Não vieste ao mundo para satisfazer as minhas expectativas. E eu não vim ao mundo para satisfazer as tuas. Se nos encontrarmos, tudo será belo. Se não, nada há a fazer.» - John Powell, em "O segredo do amor eterno"

1 comentário:

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